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    Novas Lendas - Yakecan e Vorgar.

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    MOD Yakecan de Cancer
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    Novas Lendas - Yakecan e Vorgar.

    Mensagem por MOD Yakecan de Cancer em Ter Jun 24, 2014 8:22 pm




    ▵▿▵Yakecan de Cancer▵▿▵


    O contato com o submundo – O domínio do Imperador Hades.


    Desde que seu mestre havia lhe mostrado aquele lugar, inúmeras foram as vezes que o cavaleiro de Cancer usou o Sekishiki para ir ao monte Yomotsu Hirasaga. Seus olhos fitavam a quantidade infindável de espíritos que se atiravam na cratera rumo ao mundo dos mortos, seu mestre havia lhe ensinado que aquele era o caminho daquelas almas e que não cabia ao cavaleiro interferir. Ele entendia bem o que seu mestre dizia, ajudar aqueles espíritos não era o motivo de suas visitas, ele apenas queria olhá-los, vê-los com seus próprios olhos.


    Aquele número de almas trilhando seu caminho rumo ao submundo, rumo ao inferno, a dor e o sofrimento intenso os aguardavam. Aquela cena fazia o jovem divagar, pensar sobre sua missão, sua missão de trazer paz as pessoas, aos seus espíritos. Aqueles que ali estavam provavelmente tiveram razões para isso, provavelmente durante suas vidas pouco experimentaram da tranquilidade desejada por Yakecan.

    Por vezes ele se aproximava da borda da cratera, olhando em direção a passagem ao mundo dos mortos, mas entendia seus deveres como cavaleiro de ouro, não entraria em um território inimigo mesmo que não tivesse intenções de batalha, sabia que como cavaleiro de ouro sua principal responsabilidade era a proteção de Athena, só devendo avançar ao comando de sua Deusa ou de seu pontífice, o Grande Mestre.

    Durante o entardecer de mais um dia no Santuário, o cavaleiro descansava em uma rede armada improvisadamente em sua nova morada, a casa de Cancer. A tranquilidade do local era total, enquanto a mente do jovem índio divagava sobre o submundo, sobre o que aquelas almas encontrariam do outro lado. Ele não podia lançar-se ao submundo, não fisicamente, mas ele conhecia outra forma...

    “Acho que só tem um jeito de saber o que acontece lá... vamos lá” – Pensava Yakecan levantando e em seguida se alongando os braços expulsando a preguiça de seu corpo. Ele respirava fundo, seu sorriso simpático surgia e com o mero pensamento do jovem a armadura de Cancer cobria seu corpo. Ele sentava-se ao chão e começava a se concentrar, pronto para realizar o voo.

    Seu espírito se desprendia de seu corpo, assim como o espírito vivo de sua armadura que seguia protegendo-o. O cavaleiro trilhava pela primeira vez seu caminho ao território do Imperador Hades, após a travessia ele encontrava-se em local coberto por gelo, o ar frio soprava por todos os lados, nenhuma vida podia ser sentida ali.


    O cavaleiro olhava em volta e antes que pudesse dar mais atenção ao cenário que tanto lhe aguçava a curiosidade, um imponente cosmo se fazia presente. Yakecan aguardava a aproximação tranquilamente, não queria problemas, se aquele que se aproximava assim quisesse ele abandonaria o submundo imediatamente.




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    Re: Novas Lendas - Yakecan e Vorgar.

    Mensagem por MOD Vorgar de Wyvern em Qua Jun 25, 2014 8:06 pm

    “Só os mortos conhecem o fim da guerra.”

    Inimigo ou convidado?
    A vida não escolhe o modo que alguém irá vive-la, apenas se entrega para ser degustada pelos mortais. As almas são escolhidas cuidadosamente, em meio a uma numerosa e promissora safra, para adentrar ao sagrado e temido local que, espera ansiosamente a todos. Eles são carregados pela morte após abandonarem os braços carinhosos da vida, contudo mereceriam eles destino diferente daquele que lhes aguarda?

    Os homens desde a aurora dos tempos macularam o paraíso, perderam a graça celestial, acumularam copiosamente o desprezo dos deuses reafirmando sua condição abjeta na escala existencial. Aqueles que ainda assim, por certo período, gozaram da misericórdia divina sendo presenteados a todo momento com seus auxílios, concluíram serem auto suficientes, menosprezando seus senhores e, ainda pior, declararam por eras, guerra contra eles. As atrocidades não se resumiram apenas aos deuses, os ignóbeis passaram a tratar sua própria espécie de tal maneira, assassinatos, latrocínios, estupros, guerras, seria compreensível montar o guia do pecador, não fosse o fato de realmente não existir pergaminho suficiente para exprimir todos, porém a dissimulação dos pústulas os levaram a criar o amor como subterfúgio para justificar seus atos.

    A verdade é que eles não poderiam reclamar do destino que lhes aguarda, o inferno, talvez, seja, apenas, um reflexo do que seus verdadeiros corações projetam, ou, quem sabe, um local preparado pelos deuses para que cumpram a sentença quando surpreendidos pelo único mal irremediável da vida, portanto, o inferno é um vislumbre aos olhos de seus guardiões, as infinitas fileiras de almas que iniciam sua via crucis em sofrimento antes de se lançarem no abismo eterno. Um parque temático os aguarda, cuidadosamente cada alma tem seu destino selado por suas ações, tamanha a bondade divina em lhes conceder particularidade em sua nova morada, porém tamanha benevolência se estende ao ponto de terem juízes para que tais miseráveis não sejam injustiçados, além de assegurarem que possam desfrutar de um dissabor infinito em segurança.

    Os mortais especulam como seria o inferno e o paraíso, passam a vida temendo e odiando a um e buscando desesperadamente ao outro, é patético, entretanto, há aqueles que se preocupam com o destino do próximo, buscam ajuda-los a atingir a rendição, alguns chamariam de equilíbrio, na verdade se trata de hipocrisia e os guardiões infernais sabem disso, dessa forma, desprezam ainda mais tal raça impura e imperfeita, humanos, a escória da criação. A sua curiosidade também não tem limites e algumas vezes, vermes destituídos de pudor ousam caminhar nos sombrios vale da morte, esses são, eternos inocentes por não desconfiar que a curiosidade é o braço direito do algoz universal.

    O inferno recebia alguém inusitado um daqueles que acreditam nas falsas juras de amor da humanidade, defensor da eterna renegada helênica, sim, aquela que, finge ser a protetora dos homens e abdicadora das próprias vontades, pregadora da paz, Atena, a incitadora da guerra, talvez até mais voraz que seu irmão Ares. Ela e seus cavaleiros desde os tempos mitológicos erguem-se contra a vontade dos deuses que, apenas intentam purificar a Terra e, tão ousada quanto a pecadora arrependida, era um de seus guerreiros de elite, mais precisamente o guardião da quarta casa do zodíaco, aquele que, sempre foi conhecido por ter a habilidade de transitar entre os dois mundos, o dos vivos e dos mortos.

    O homem de longos cabelos negros, seus traços eram de um sábio índio que, apenas por estar ali já demonstrava sua estupidez, enfim, ainda que espírito, permanecia trajado em sua sagrada vestimenta dourada, caminhava sobre o álgido chão infernal, vislumbrando os crânios soterrados como seu primeiro anfitrião. Os seus olhos se atentavam ao redor, sua expressão refletia a curiosidade de explorar o que mais haveria por ali, contudo, seus passos cessavam diante de uma energia imensa, sendo esta aguardada pelo santo guerreiro.

    Os homens se encontravam diante um do outro, finalmente, um homem louro conhecido como um dos três juízes do inferno recolhia seu cosmo e fitando-o profundamente, sua expressão não era hostil, tão pouco sua postura, seus olhos refletiam certa curiosidade que certamente lhe aguçava e acarretava o início de um diálogo reputado de cordialidade.

    (Vorgar) – Eu me chamo Vorgar de Wyvern, um dos três juízes do inferno.

    (Vorgar) – Vejo que és um cavaleiro de Atena, o que me leva a questionar meu intelecto sobre o quanto o homem não consegue esperar até a morte busca-lo ao ponto de vir até o inferno conhecer sua futura morada!

    (Vorgar) – Eu serei seu anfitrião, sendo assim, preciso lhe perguntar, está aqui como inimigo ou convidado?


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    Re: Novas Lendas - Yakecan e Vorgar.

    Mensagem por MOD Yakecan de Cancer em Sex Jun 27, 2014 12:12 pm




    ▵▿▵Yakecan de Cancer▵▿▵


    O juiz.


    O dono daquele imponente e poderoso cosmo finalmente estava diante de Yakecan. Ele trajava uma veste da qual o cavaleiro de Cancer apenas tinha ouvido falar, uma surplice completamente negra que cobria praticamente todo seu corpo, adornada de intimidadores porém belos detalhes, assim como as grandes asas às costas. As chamadas sapuris dos guerreiros de Hades, que apesar de não emanarem vida como as armaduras dos cavaleiros de Athena, se equiparavam em poder segundo muitos.

    Os olhos de esmeralda do cavaleiro fitavam aquele guerreiro do Imperador do submundo, mas não detinham-se em seu corpo físico, visualizando também o espírito daquele homem, o espírito de um verdadeiro guerreiro, um soldado inabalável. Yakecan ouvia atentamente as palavras daquele homem e em seguida abria um pequeno, porém verdadeiro sorriso, então o respondia:

    --Olá Vorgar, me chamo Yakecan, como pode notar sou um cavaleiro de Athena, o cavaleiro de Cancer. – Respondia num tom simpático, apresentando-se.

    --É uma honra conhecer um dos três juízes do inferno, os responsáveis por selar os destinos das almas que aqui chegam – Suas palavras eram sinceras, de fato, Yakecan além de reconhecer a força, reconhecia também a importância do posto que aquele homem diante dele ocupava.

    --Obrigado por me receber, realmente sou só um visitante, pode-se dizer que estou, mas não estou aqui. Não tenho nenhuma intenção de batalhar, e se de alguma forma minha presença te incomoda, basta que diga e irei embora. O que me traz aqui é nada mais do que a curiosidade do destino das almas, acredito que ninguém melhor do que um dos juízes poderia me passar essa experiência. – Diz sorrindo ao final com a chance de se deparar com um dos juízes e pela sua cordialidade.

    Yakecan lançava um olhar a sua volta, aqueles esqueletos soterrados no gelo, nenhum sinal de vida, a não ser...

    --Você... então até no submundo, no mundo dos mortos, a vida pode existir. – Diz um após a óbvia dedução um tanto atrasada. Então uma dúvida surgia em sua mente, mas talvez fosse melhor deixar tal pergunta para depois. Por hora, era melhor aguardar e ver até que ponto a receptividade e cortesia do juiz do inferno se estenderiam.




    Ação: AÇÃO Fala: FALA Pensamento: "PENSAMENTO"



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    Re: Novas Lendas - Yakecan e Vorgar.

    Mensagem por MOD Vorgar de Wyvern em Sex Jun 27, 2014 3:47 pm

    “Não venha me pedir desculpas se estiver com intenção de errar novamente. Perdoar demais, cansa.”

    Bem vindo...
    A fé nada mais é do que a piedade incondicional daqueles que tudo obtiveram em vida, sem esperar que a morte lhes ofertasse algo, como sábios adentram ao sofrimento eterno, já não bastasse a humilhação eterna de conviver com os pecados da vida, ainda teriam eles de conviver com a falsa modéstia daqueles que rogam piedade ao senhor da guerra, sendo este, responsável apenas, por colocar as peças em um tabuleiro insano, criado pelos homens, divididos estes, entre a redenção e a danação.

    Não bastasse a empáfia de acreditar na superação do sofrimento eterno, naturalmente por causas mais que resolutas em seus corações, vislumbre solilóquio da própria enfermidade incurável, tal qual a poeira que cruza o brejo ou a morte que se alinha as chagas. Uma vida sugada por motivos torpes, evidentemente diante de olhos tão puros, como as águas cristalinas das irremediações sentimentais, como em rebuscados conscientes em palavras certas de conforto que, jamais gerariam reclamações.

    Um brinde aos mortos em suas tristes e álgidas covas, cujos olhos degustados pela terra e o seus, pintam a beleza da vida diante dos olhos de uma deusa que diz ler a mão dos sem teto, fulcrado no peito dos sem amores, vocês humanos, lendo e defendendo seus destinos, tal qual, a cigana analfabeta prometendo terra aos sem alqueires. Sentença de vocês turistas que chegam, mas lembrem-se que a sua “contenteza”, em tristeza, mora em nossos sorrisos tristes, sua voz, ecoa como risos de facas cortantes, pois, estão sob o olhar da serpente, suas súplicas e visitas serão como sons de “sim” e “não, contudo”, suas vozes foram, seriam e serão como versos mudos, ecoando no hospital da gente.

    Essa gente que guerreia contra si, vive em praça de guerra, se torna o próprio homem bode que berra, gerado das incertezas, movidos pela curiosidade, foi assim durante eras, nem mesmo com a mesma raça, mais pode. O homem diante do homem, o dragão da maldade diante do santo guerreiro, ainda assim, gentileza um dos poucos traços aproveitáveis dos mortais, reiterando, os racionais, aqueles cuja espécie suicida se redime dos próprios pecados se passando por homicidas, sim, no inferno, um deles se recebia. Os tempos mudam conforme a variação do próprio tempo, sendo esse, negligente ao influenciar seus filhos ao insano hábito de questionar, talvez, como disse há um tempo, uma boa amiga, de “curiar”, toda via os renegados jamais serão aceitos, exceto, desejem abrir mão de suas crenças para aderir ao movimento. O homem sorria prostrado em honra, ainda que, fosse recíproco, dubitável sua honra, mas em meandros em tais confins, seria como a cor na cor de uma cidade morta, não estava ali para cumprir a sentença do peito dos sem peito, acreditava que a vida circundava o notável ciclo da morte, por certo estaria certo, ou não, mas estava disposto a compreender o quão longa seria a noite se comparada ao curto sonho da vida.

    O brilho do sol se fazia, não por sua coloração, mas por um coração puro e inocente que merecia ser reconhecido, um homem que do barro nasceu e do sopro divino se fortaleceu, mas em sua inocência, enxergava a vida morta, pulsando em olhos vivos e pulsantes. O sorriso era fundamental para a comunhão universal, tão falso quanto a própria existência, mas não ali, naquele momento a falsidade era negativa, contudo, a própria inocência sucumbia ao terror inocente da própria sentença certa. Um caminhar sem resposta seria o necessário, ainda assim, jamais o suficiente, o inferno abriga a vida, tanto quanto, o mundo do visitante acolhe a morte, a diferença é o bom grado.

    A existência vazia poderia ser explicada a quem se sentia completo, talvez não com palavras, ainda as mesmas sendo necessárias, o diálogo inevitável àquele que, por si teve vontade de explorar o mistério da morte, ele deslumbrou o local onde seus irmãos foram enterrados e ainda não sabia mas, sua inocência levava o espectro a pensar se aquele era o momento, diante de um homem que não se declinava a turva lágrima que corria em sua intacta retina, ainda que seca e imperceptível ao semblante e intensa ao coração.

    O certo era que não haveriam inimigos exceto se encontrassem a criança de Hades, não era o caso, o convite foi plausível, todavia não antes de alguns esclarecimentos.

    (Vorgar) – Eu sei bem quem és, peregrino!

    (Vorgar) – Se queres tanto conhecer o inferno posso lhe mostrar, mas lembre-se que, tal conceito, dependerá da concepção existencial de cada ser, afinal, a vida muitas vezes reside na morte, enquanto a mesma descansa em seu braços, da vida!

    (Vorgar) – Se aceitar minha cordialidade, tal qual aceitei sua visita, lembre-se de questionar se realmente quando a vida pedir a morte, será sorte ainda, alguém, estar...


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    Re: Novas Lendas - Yakecan e Vorgar.

    Mensagem por ADM Raekhar em Ter Jul 08, 2014 12:18 pm

    +1 nível adicionado a ambos.

    Tentem dar uma descrição mais detalhada no cenário pela visão do personagem, seria interessante observar como eles interagem com o que está a sua volta mesmo por pensamentos.
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    Re: Novas Lendas - Yakecan e Vorgar.

    Mensagem por MOD Yakecan de Cancer em Dom Jul 13, 2014 11:13 am




    ▵▿▵Yakecan de Cancer▵▿▵


    Cocytos




    A cordialidade do juiz do submundo havia se revelado uma agradável surpresa ao jovem cavaleiro de ouro de Cancer, provavelmente qualquer outro leal seguidor de Hades não seria tão receptivo como aquele homem.

    --Sua cordialidade é bem vinda. Eu diria que a vida tem como destino a morte, mas que a morte está longe de ser o ponto final da jornada, mas isso é algo que você como um dos Juízes sabe bem mais do que eu hahaha – Respondia Yakecan com um humilde sorriso e uma pequena risada.

    No entanto, o sorriso do cavaleiro logo perdia-se enquanto seus olhos voltavam a explorar o terreno no qual seu espírito encontrava-se, um verdadeiro inferno de gelo. Olhando com atenção, o cavaleiro de ouro agora notava a centena de corpos presos, soterrados sob o gelo, certamente aquilo não eram somente corpos, todos aqueles ali aprisionados ainda transmitiam agonia, dor e sofrimento. Os uivos dos ventos gélidos e cortantes confundiam-se com as lamúrias dos condenados que pareciam carregar consigo a culpa, culpa de seus erros cometidos em vida.


    “Essas pessoas...” –Então aqui é um dos lugares que as almas podem ser condenadas Juiz? Que lugar é esse? – Questionava o cavaleiro àquele que seria seu guia durante sua curta passagem pelo reino do Imperador Hades.

    Por mais que seu instinto fosse de ajudar aqueles que ali estavam, Yakecan sabia que este não era seu papel, aquele era o território de um Deus, o território de Hades, e não cabia a qualquer um se não o próprio imperador intervir. Mesmo sendo um cavaleiro de Athena, o cavaleiro de Cancer sabia guardar respeito aos demais Deuses, principalmente em se tratando de seus domínios, Athena na terra, Poseidon nos mares, Hades no Inferno e assim por diante.

    Sendo assim, tudo que cabia ao jovem pajé era observar, afinal este era o motivo de sua visita. O cavaleiro caminhava lado a lado com o Juiz do submundo, apesar de se tratar de uma curta visita, a mesma estava apenas começando.




    Ação: AÇÃO Fala: FALA Pensamento: "PENSAMENTO"



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