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    [Missões] Cecilia de Griffon

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    ADM Cecilia de Griffon
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    [Missões] Cecilia de Griffon

    Mensagem por ADM Cecilia de Griffon em Qui Jun 26, 2014 8:05 pm


    Tópico destinado as missões de Cecília de Griffon, a Estrela Celeste da Nobreza.


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    Re: [Missões] Cecilia de Griffon

    Mensagem por MOD Vorgar de Wyvern em Qui Jun 26, 2014 9:05 pm

    Missão:
    A estrela celeste da nobreza, notável por sua beleza inigualável, sem dúvidas a mais bela e mortífera flor infernal, daquelas que só se vislumbra uma única vez. O seu comportamento infantil e sua instabilidade emocional conduz a desconfiança e medo, por parte dos espectros e principalmente da imperatriz do submundo, sendo esta, alvo da mais profunda admiração e desejo da jovem e inocente Cecília que, não titubearia em seguir quaisquer que fossem suas ordens. A imperatriz do meikai estava se comportando de forma estranha, o que levou um dos Kyotos, Wyvern, a observá-la e questioná-la se estaria tudo bem, ela por sua vez demonstrou imenso nervosismo, ao ponto de ameaça-lo caso não saísse de seu caminho. O jovem se retira mas, permanece atento as atitudes de Pandora que, sem demora se dirigi para os aposentos da juíza de Griffon, logo que, adentra a sala do julgamento, não encontra ninguém, todavia ouve alguns ruídos e segue em direção aos mesmos até que, finalmente percebe ter adentrado ao quarto de Cecília que, por sua vez, se encontrava arrumando Charlotte e nem percebeu a entrada de sua senhora. Pandora a observa por alguns instantes e então lhe chama dizendo que, tem uma missão confidencial para a mesma. A imperatriz parecia assustada e desconfiada, suas mãos estavam trêmulas, sua preocupação de que alguém a notasse era nítida, ainda assim passava suas instruções enquanto Cecília podia perceber que sua voz trêmula soava como se não devesse estar fazendo aquilo. A bela mulher diz a juíza que uma caixa seria entregue para alguns cavaleiros de Atena, segundo ela já havia se assegurado que eram apenas dois cavaleiros de bronze e que a mesma não deveria ter problemas em interceptar e retornar com a caixa sem abri-la, o local de encontro seria em uma ruína antiga de um templo de Apolo e que, a mesma deveria partir imediatamente sem dizer nada a ninguém, mas em hipótese alguma deveria destruir o templo. A imperatriz sai então dos aposentos de Cecília e ao sair da sala do julgamento se depara novamente com Vorgar que, apenas lhe observa cabisbaixo e adentra o grande salão. Ele permanece parado enquanto a imperatriz se retira e após alguns minutos Cecília aparece saindo apressada, Wyvern, então, sem questionar apenas lhe diz para tomar cuidado pois algo está errado e sai rapidamente primeiro que Cecília retornando a sua morada. A jovem parte e quando chega ao local indicado percebe que, além de não haver entrega haviam quatro cavaleiros de ouro no local, pareciam estar esperando alguém, no caso, ela e percebe ainda que, na verdade o templo não era de Apolo, mas sim, de Hades. Cecília se encontra em uma situação complicada, pois, nitidamente aquilo parecia uma cilada, ou, quem sabe, mais um teste, contudo uma decisão teria de ser tomada por parte da jovem, lutar ou recuar.

    Objetivos:

    1. Descreva ao máximo todas as reações, pensamentos, sensações e atitudes de sua personagem;

    2. Ficará a seu critério a decisão a ser tomada entre lutar, recuar, tentar mudar o local de combate, enfim, tão importante quanto tomar a decisão é descrever o que lhe motivou a toma-la;

    3. Claramente você consegue discernir que a situação foi armada para que você fosse emboscada pelo inimigo, descreva o que sua personagem pensa sobre a situação, se está se sentindo traída, testada ou se não se importa com o que levou a situação a ocorrer, devido a sua competência também deixo ao seu alvitre a forma como vai conduzir;

    4. A missão se encerra com o seu retorno ao submundo relatando o ocorrido a Pandora, portanto, o final desta missão é você quem decidirá, não se contenha, abuse tanto quanto sua criatividade e o sadismo e insanidade da sua personagem permitirem;


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    Re: [Missões] Cecilia de Griffon

    Mensagem por ADM Cecilia de Griffon em Seg Ago 11, 2014 8:10 pm


    A boneca que conta mentiras ...

    Realizar os mandos de Pandora era algo que a jovem Cecília fazia de bom grado e sem se quer preocupar-se, sua confiança e admiração por aquela mulher parecia algo inabalável, mas até quando seria assim? Naquela manhã a Kyoto de Griffon, temida por sua reputação, havia recebido uma missão da bela Pandora e como sempre saiu imediatamente sem questiona-la pronta para voltar com a missão devidamente executada com sucesso, teve apenas o cuidado de pedir ao seu único aliado que cuidasse de seu mais importante tesouro... Sua Charlotte. Era de conhecimento de todos no inferno o psicológico instável da garota, vários eram os motivos que faziam os mais leais soldados de Hades duvidar de sua capacidade, fosse pela pouca idade que tinha ou fosse por sua personalidade. Mas aqueles que iam a campo com a Kyoto voltavam com a certeza de que aquela menina fazia jus a sobrepeliz que usava.

    Cecilia detinha ainda um jeito infantil, presa em uma eterna infância que a mesma sabia que seria incapaz de se libertar, bem como não havia esperança para que as feridas de sua alma se curassem. Aquela brisa da infância havia sido a forma que sua mente e corpo encontram de fazer com que sobrevivesse, mas ao mesmo tempo tornou-se um cárcere eterno de sua mente. Entretanto no fundo daquela alma perturbada ainda habitava o espírito daquele que era filho do poderoso Zeus, aquele que um dia soberanamente foi rei e merecidamente acolhido nos braços de Hades para que decidisse o destino daqueles que ali chegavam. Cecilia ainda era Minos assim como Minos agora era Cecília e sua obrigação acima de qualquer outra coisa era servir a Hades.

    A Kyoto seguia até seu destino silenciosamente como sempre, havia optado por caminhar uma vez que não queria chamar a atenção de seus inimigos, era de crucial importância conseguir ataca-los de forma furtiva. Caminhava ainda que de forma rápida com passos leves e sorrateiros, seu cosmo era praticamente imperceptível e por mais que a negra sapuris fosse pesada conseguia se mover com maestria usando a mesma. Talvez essa fosse a faceta que mais assustava a todos, quando a jovem perdia seu olhar infantil e caloroso, restando ali apenas o sadismo que era carregado por eras nos olhos daqueles que detinham a alcunha de estrela celeste da nobreza. O caminho era protegido por frondosas árvores que produziam sombra o suficiente para que a jovem Cecilia caminhasse tranquilamente.

    Seus pensamentos divagavam na missão que tinha que cumprir, jamais questionaria os mandos de Pandora, mas pesando as informações que foram passadas era desnecessário que ela fosse buscar, afinal qualquer espectro detinha mais poder que um mero cavaleiro de bronze. Ainda que o objeto fosse de extremo poder, a kyoto de Griffon era a elite do exército de Hades e deveria estar em sua morada pronta para defender seu senhor de qualquer tentativa de ataque. Cecilia suspirou tediosamente, pensando o quão chato seria ter que matar relhes cavaleiro de Atena, homens seguidores de uma deusa fraca e mentirosa.

    ─ Se ainda fossem cavaleiros de ouro... Eu poderia me divertir... ─ resmungava enquanto continuava caminhando. ─ Isso é tão chato não é Maria? ─ a menina perguntava para a boneca que trazia segurando em seus braços.

    Havia caminhado boa parte do dia e com a sua velocidade sabia que havia se antecipado aos cavaleiros de Atena, com certeza poderia pegar o objeto no templo e ainda atacar o inimigo com tranquilidade, se quisesse poderia até mesmo gastar algum tempo destroçando seus corpos, quem sabe não teria algo de interessante para a sua oficina? Cecilia já havia colecionado alguns membros de cavaleiros, estava fazendo uma boneca exclusivamente com as partes dos corpos dos mesmos. Um sorriso infantil desenhou-se em seus lábios ao lembrar-se da sensação do sangue escorrer por suas mãos ao perfurar a carne humana, com certeza aquela era sensação que a kyoto mais apreciava. Ainda que fossem meros cavaleiros, mata-los sempre tinha um gosto... Um sabor especial para a menina que havia declarado sua repulsa e ódio pela dita deusa da justiça.

    Os primeiros tons de vermelho ao longe despontavam na imensidão do céu quando a Kyoto vislumbrou as imensas colunas de pedra branca, imponentes ainda que desgastadas pelo tempo. A medida que caminha a enorme construção revelava-se ainda mais, suas formas arquitetônicas harmoniosas, lembrando os templos em seu auge, a sólida construção permanecia lutando contra o tempo e mostrava-se um grande inimigo, no entanto ao vislumbrar as inscrições nele contidas seus olhos arregalaram-se por completo e seu semblante foi tomado pela surpresa e até mesmo pela indignação, sua sobrancelha ergueu-se agudamente ao constatar aquele não era o templo de Apolo e sim de Hades.

    A kyoto apressadamente caminhou até a majestosa entrada que era sustentada por colossais pilastras, todo o arco do portal era adornado por afrescos recontando a história do imperador do submundo. Algumas pedras já demonstravam o desgaste temporal de estar ali atravessando eras e mais eras, sustentando uma história contada pelos antigos e que não queria ser apenas mais uma lenda do passado. O interior estava totalmente exposto, com a iluminação mediana que tomava conta do lugar era possível vislumbrar de leve o interior do templo, suas paredes amareladas ainda conservavam o brilho de outros tempos.

    ─ Como? Como ela pôde ter errado dessa forma? Quem seria o néscio informante de Pandora, que se quer consegue distinguir um templo de meu senhor com o de Apolo?  ─ resmungou a menina de forma ranzinza.

    Com passos imponentes Cecilia invadiu o templo observando seus adornos, afrescos e detalhes, imaginava que nos anos dourados de adoração aos deuses Olimpianos, seu senhor ali muitas vezes recebeu homenagens, sacrifícios e todas as honras e glórias que o imperador do submundo deveria receber.  Com passos lentos e calmas a jovem caminhou até o centro do templo, onde o que deveria ser um adornado altar em tempos de adoração. Em todas as paredes era possível ver pinturas retratando as glórias de Hades e até mesmo o mito de Perséfone, eram tantas histórias retratadas naquelas paredes que a jovem se perdia entre elas. Suavemente a Kyoto levou sua mão até sua cabeça retirando seu elmo, seu joelho direito tocou o chão, com suavidade assemelhando-se a uma pluma que caia ao chão, os negros cabelos esconderam o semblante da guerreira infernal a medida que a cabeça pendia para frente.  

    ─ Meu senhor... Nunca tive dúvidas que meu destino é servi-lo. ─ Cecilia falava com um tom respeitoso.

    Entretanto a jovem não teve mais tempo de contemplar a beleza do lugar, não teve mais tempo de uma vez mais firmar seus votos com seu Deus, de forma abrupta quatros cosmos verdadeiramente fortes adentraram ao templo, Cecilia enfim tinha companhia, uma inesperada companhia. A Kyoto permaneceu de joelhos e homens que ali adentraram puderam apenas vislumbrar as imponentes asas de Griffon, em seus lábios floresceram, como uma flor que se desabrocha em um jardim. Seu cosmo permanecia oculto enquanto suas mãos delicadamente pegavam o elmo e o colocava novamente em sua cabeça, forçando os fios negros a aderirem seu rosto. Com sua boneca nas mãos a Kyoto logo erguia-se lentamente como um gigante.

    ‘’Agora entendo porque o velho mal humorado pediu para que eu tivesse cuidado... Será que por tanto tempo eu estive tão cega?’’ A jovem virava-se lentamente encarando os inimigos que a aguardavam a sua frente, seu semblante permanecia calmo e inexpressivo, Maria estava segura em suas mãos com força. Seu olhar friamente encarou os quatro cavaleiros que estavam a sua frente vestindo suas armaduras douradas, reluzentes com os últimos raios de sol que a tocavam. ─ ‘’ Seria esse mais um teste de Pandora para mim? A insolente serva do meu Imperador realmente ousa me testar de forma tão displicente? ─ Pensava a kyoto enquanto o silêncio sepulcral tomava conta do recinto, nem mesmo o assovio do vento ousava quebra-lo. Os olhares se chocavam com violência no entanto a juíza não se mostrava abalada diante de seus inimigos.

    ─ O que seres imundos como vocês ousam pisar no templo do Imperador Hades. ─ Cecília quebrou logo o silêncio de forma hostil.

    ─ Para quem está sozinha você é bem petulante. ─ respondeu um dos cavaleiros que tomou a frente.

    Cecilia sorriu cinicamente enquanto pensava. ─ ‘’ Então eles sabem que eu estou sozinha... Interessante. Pelo visto o informante deles é melhor do que o da Senhorita Pandora’’. ─ Calmamente a jovem deu o primeiro passo na direção daqueles que seriam seus oponentes no entanto, jamais ousaria profanar o templo de seu senhor com o sangue sujo dos servos daquela deusa mentirosa.

    ─ Petulante? Não... Sou Cecilia de Griffon, a Estrela Celeste da Nobreza, um dos três juízes do Inferno! ─ Bradou a menina de forma eloquente. ─ E vou matar cada um de vocês em nome do meu senhor... Terei prazer em passar a eternidade vislumbrando o sofrimento de vocês no Cocyto.  

    Os olhos dos quatro cavaleiros espantaram-se diante das palavras da menina, seus cosmos logo podiam ser sentidos de forma hostil dentro do lugar, talvez eles quisessem amedronta-la, mas nada e nem ninguém parecia abalar a frieza de Cecilia que em resposta elevou seu cosmo de forma significativa, mas longe de ser seu verdadeiro poder, porém forte o suficiente para faze-los pensar se a enfrentariam ou não. ─ ‘’Não irei batalhar dentro do templo de meu senhor, esses vermes não são dignos de colocar seus pés aqui. Não terei outra escolha. Terei que usa-la’’. ─  Sua sobrancelha esquerda arqueou agudamente enquanto pensava, sua cabeça abaixou-se deixando os cabelos caírem pelos ombros e Maria lentamente caia ao chão.

    ─ Suscita spiritum soporis in inferno. ─ sussurrou a menina.

    Ao final das palavras o cosmo da Kyoto parecia queimar de forma ainda mais intensa, tinha-se a nítida impressão que parecia fazer as estruturas do lugar balançar, ao mesmo tempo a boneca que antes estava caída ao chão havia tomado o tamanho de uma pessoa normal e havia ganhado vida própria. Era assustador vê-la ao lado de Cecilia e agora era impossível determinar quem estava usando aquele cosmo poderoso pois parecia exalar de ambas, um sorriso sarcástico estava desenhado nos lábios da kyoto, de forma carinhosa a kyoto segurava nas mãos da boneca que agora estava ao seu lado, com a mesma aparência de antes o que a tornava ainda mais bizarra em tamanho natural.  

    ─ Vamos acabar logo com isso Maria... Não tenho tempo para esses inúteis. Magdala Curtain! ─ disse a menina de forma fria.

    O cosmo de Cecilia havia se tornado ainda mais intenso e pavoroso, seus cabelos tremulavam com a força de seu cosmo, aos poucos a escuridão tomava conta do templo e um cheiro forte de sangue tomava conta do lugar. Cecilia tinha um sorriso sádico ao rosto a medida que as trevas mesclavam-se a ela ocultando sua presença, os cavaleiros logo não podiam mais avista-la, a juíza havia desaparecido diante de seus olhos. Cecilia usava de sua técnica ilusória para enganar os sentidos dos cavaleiros que mal podiam percebe-la pelo seu cosmo, a kyoto sabia muito bem como se aproveitar de suas técnicas e quando menos perceberam Cecilia já estava em suas costas. O cosmo negro e maléfico da jovem espalhava-se por todo o lugar de maneira uniforme tornando mais difícil perceber seus movimentos e assim Cecilia começava a colocar a situação a seu favor.

    Em um piscar de olhos Cecilia já havia se movimentado e estava no enorme portal que dava acesso ao templo, aos poucos a densa escuridão se dissipava a medida que o efeito de sua técnica passava e tranquilamente a kyoto caminhava em direção a saída, deixando seus oponentes para trás, Maria já não podia ser mais vista e os cavaleiros estavam perplexos com a rapidez de seu movimento. Cecilia lançou um olhar sobre ombro com seu sorriso de canto de boca enquanto falava.

    ─ Não vou sujar minhas mãos com lixos como vocês. Considerem-se com sorte hoje... Cavaleiros. ─ disse de forma irônica.

    Cecilia caminhava na direção ao lado de fora do templo quando sentiu um cosmo forte e cheio de raiva partir em sua direção, um dos cavaleiros de Atena estava extremamente exaltado com suas palavras e com certeza iria ataca-la.

    ─ Seu espectro maldito! Vou acabar com você! ─ dizia enfurecido.

    A kyoto se quer virou-se para responder as palavras do cavaleiro, apenas sua gargalhada podia ser ouvida enquanto caminhava e suas palavras de desdém em relação aos cavaleiros de Atena.

    ─ Ora cavaleiro tolo... Acha mesmo que um cavaleiro pode me derrotar? Vocês são vermes comparados a mim! ─ respondia a menina de forma tranquila enquanto virava-se na direção dos cavaleiros

    O cavaleiro partiu em direção a Kyoto com uma técnica poderosa, atingindo-a em cheio no peito, arremessando seu corpo metros a frente fora do templo, o corpo esguio bateu com violência em uma rocha próxima ao lugar, uma cortina de poeira subiu imediatamente atrapalhando a visibilidade. O cosmo de Cecilia tornou-se mais fraco por um instante e logo os quatro cavaleiros saíram de dentro do templo para ver o que havia ocorrido, havia sido fácil demais acerta-la daquela forma. Mantinham-se atentos mas a kyoto permanecia caída ao chão, parecia que realmente o golpe havia a acertado certeiramente, a medida que a poeira abaixava era possível ver o corpo caído ao chão. Um sorriso sorriu no rosto do jovem cavaleiro que naquele instante tinha esperanças de derrotar aquela garota arrogante que agora estava caída ao chão como uma garotinha.

    Quando os cavaleiros já haviam se aproximando e distanciado do templo Cecilia gargalhava ao vislumbrar os cavaleiros a sua frente, aos poucos a Kyoto levantava-se como se nada tivesse acontecido e a única coisa que denunciava que havia sido atingida era a grande rachadura em suas sapuris e o filete de sangue que escorria do canto de sua boca, seu dedo indicador passou limpando o sangue e o observou por um instante.

    ─ Acha mesmo que uma técnica tão fraca me derrotaria? Vocês são ainda mais insignificantes do que eu pensava... Permita me mostrar a vocês, o que é uma técnica de verdade... Asas Infernais!

    As asas da sapuris de Cecilia bateram como as grandes asas do símbolo de sua estrela maligna, causando uma rajada de vento e cosmo poderosíssima, os cavaleiros pegos de surpresa foram jogados alguns metros para trás, mas logo estavam de pé. A kyoto sorriu de forma irônica.

    ─ Vocês são tolos em acreditar que eu seria atingida daquela forma... Eu apenas deixei que me acertassem e como uma criança boba você caiu na minha armadilha... Cavaleiro. Marionete Cósmica!

    ─ O que está dizendo sua maldita... Ahhh! ─ o cavaleiro subitamente começava a gritar.

    Os outros três cavaleiros se olharam sem entender o que estava acontecendo enquanto seu colega gritava de dor, foi só então que um deles pôde perceber que os dedos de Cecilia se movimentavam.

    ─ Sua maldita! O que está fazendo! Eu vou acabar com você! ─ dizia com raiva o cavaleiro de cabelos vermelhos.

    ─ Serio mesmo? Estou esperando ansiosa para que vocês comecem a lutar de verdade, enquanto isso... Eu brinco com seu amigo. ─ disse rindo a kyoto. ─ Balé Mortal.

    Os cavaleiros sem muito pensar partiram ao ataque, mas foram surpreendidos pelo ataque do próprio amigo, os pegando pelas costas enquanto a kyoto ria da cena. O cavaleiro havia caído na técnica mais perigosa da Kyoto e agora era uma questão de tempo, pois quanto mais ele ficava preso aos fios da juíza mais ela o torturava e o enfraquecia. Os guerreiros logo se levantaram e partiram em direção a kyoto que sem pudor algum usava o cavaleiro que estava em seu poder para se proteger, não importava o que eles faziam Cecilia não perdia o controle de sua técnica e usava do cavaleiro dominado para ataca-los. Obviamente os guerreiros de Atena tentavam não ferir o próprio companheiro, mas a habilidade de Cecilia era tamanha que muitas vezes ele era mais atingido que a Kyoto que permanecia de pé não importa o que fizessem.

    A kyoto rapidamente percebeu que os cavaleiros estavam mais preocupados em salvar o amigo do que enfrentá-la e aproveitando-se disso, uma vez mais Cecilia usou de suas técnicas de manipulação para defender-se dos ataques inimigos. Um sorriso sádico desenhou-se em seus lábios e a jovem usava sua repulsiva técnica que retorcia o corpo do cavaleiro como uma boneca. Obviamente ele não resistiu quando a Kyoto girou seu tronco em trezentos e sessenta graus, somente então a kyoto soltou o corpo que caiu ao chão com o pescoço quebrado. Os três cavaleiros estavam visivelmente abalados diante do que presenciaram, mas a Cecilia apenas se divertia.

    ─ Quem será o próximo agora... Melhor... Vamos lutar de verdade! ─ dizia Cecilia encarando sadicamente os adversários.

    Uma batalha árdua começava entre os três cavaleiros e a kyoto, os guerreiros de Atena precisavam lutar juntos contra a Kyoto, pois já haviam percebido que seriam facilmente mortos por ela. Cecilia por sua vez queimava seu cosmo de forma impressionante e lutava mostrando seu máximo, mas ainda assim era difícil desviar dos três cavaleiros de uma só vez, no entanto enganava-se quem pensava que a mesma lutava a esmo, tudo fazia parte de uma elaborada estratégia que trazia em sua mente, porém sabia que levaria seu corpo ao máximo de seu limite. A medida que os golpes atingiam Cecilia era possível ver as fissuras e rachaduras na sapuris negra da kyoto, mas precisava resistir o máximo possível, tinha que dar o bote no momento certo.

    Depois da longa espera e alguns machucados profundos a brecha que tanto esperava veio e Cecilia conseguiu usar um dos cavaleiros como escudo deixando que o companheiro o atingisse em um golpe fatal no peito, com certeza aquilo teria a matado se não fosse a precisão de seus movimentos. Ao perceber que havia matado o próprio companheiro o cavaleiro recuou, dando alguns passos para trás, o outro tentou investir uma vez mais contra a kyoto, mas fora repelido com o bater de asas de sapuris, enquanto o cavaleiro ainda estava paralisado Cecilia imediatamente investiu contra o abalado homem o agarrando pelo pescoço.

    ─ Vocês são muito fracos! Como podem se dizer defensores da humanidade? São tão fracos quanto a deusa tola que defendem... Agora Cavaleiro.... Te vejo no inferno. ─ dizia a kyoto encarando o cavaleiro.

    Suas mãos apertaram o pescoço do cavaleiro com tamanha força que o quebrou sem dificuldades e assim mais um dos defensores de Atena caia morto ao chão. O sorriso de Cecilia tornou-se ainda mais evidente e diante daquela cena o único cavaleiro que estava de pé estava embasbacado diante do poder da juíza. Os ferimentos de Cecilia eram graves e profundos, mas mesmo assim além da respiração ofegante e menina não demonstrava nada mais, seus olhos recaíram sobre o guerreiro caído como um caçador olhar para a sua caça e pouco a pouco a jovem caminhava se aproximando. Fraco e cansado o cavaleiro ainda tentou ataca-la mas caiu facilmente na técnica da juíza sendo preso por seus fios, naquele instante ele sabia que aquele era seu fim.

    Calmamente a kyoto quebrava cada osso do corpo do cavaleiro, tomando cuidado para não mata-lo, queria ouvi-lo gritar, suplicar por sua vida, deliciava-se com o semblante de dor do mesmo. Mesmo usando de sua técnica seus sentidos aguçados permitiam ouvir o som de cada osso que se quebrava no corpo do mesmo, em uma tortura sádica e sem fim, aquele era seu momento e podia sentir assim, pois havia derrotado quatro cavaleiros de ouro. Cecilia então trouxe sua vítima até próximo de si e sussurrou em seu ouvido.

    ─ Agora... Você vai assistir eu arrancar a cabeça de cada um dos seus amigos... Vou leva-las para meu senhor.... E a próxima será a da sua deusa, seu insignificante. ─ disse de forma sádica.

    O cosmo de Cecilia começou a queimar de forma intensa, fazendo os cabelos negros tremularem, jogou o corpo inerte do guerreiro para o lado como fazia com uma de suas bonecas e calmamente começou a arrancar as cabeças dos cavaleiros. Os gritos do cavaleiro que a todo custo tentava ficar de pé ecoavam por todo lugar, pois o que Cecilia fazia aos corpos de seus companheiros parecia lhe machucar mais do que qualquer ferimento, não dando-se por satisfeita a kyoto fez questão de desmantelar cada um dos corpos misturando-os, um ritual macabro que o cavaleiro sem forças era obrigado assistir. O sorriso na face de Cecilia era amedrontador e diabólico, depois de se divertir com os corpos dos cavaleiros, a kyoto caminhou até sua última vítima tendo em mãos as três cabeças:

    ─ Diga a sua Deusa que se ela ficar no caminho do meu senhor será esmagada como um inseto. Enquanto vocês não tiverem forças para defender seus ideais não passaram de marionetes prontas para serem controladas por alguém. Seja por Athena sua dona ou por um inimigo como eu. ─ Cecilia fez uma pausa e continuou. ─ Você é indigno de morrer pelas minhas mãos.

    Sem um pingo de compaixão a garota deixava o lugar levando seus troféus, mas naquele dia algo havia mudado completamente na juíza, algo em seu peito sangrava mais do que qualquer ferimento que tinha em seu corpo. Suas enormes asas bateram e usando o que ainda restava de seu cosmo, seguiu rapidamente de volta para o Castelo, seu corpo ainda que não sentisse dor estava extremamente ferido e precisava logo cuidar de seus ferimentos, poderia morrer se não tratasse logo das feridas. Porém sua mente insana o tempo todo refletia sobre a situação e uma pontada de raiva envenenava ainda mais seu coração.  ─ Como ela pôde? Como ela... ─ Por mais que Cecilia tivesse uma psique delicada, a jovem era muito inteligente e diante de tudo, estava claro, havia sido traída, covardemente por aquela a quem havia jurado lealdade, mais do que qualquer outro espectro do Meikai.

    Assim que chegou diante dos portões do enorme castelo sem nenhum esforço os empurrou, seus passos eram firmes iam em direção a entrada principal e logo atrás de si vinha sua boneca a seguindo como uma sombra, podia notar alguns a olharem com espanto, porém ninguém ousava se aproximar da Kyoto. Silenciosamente Cecilia atravessa todo o caminho, seu olhar era direcionado a frente, mesmo com a sua sapuris visivelmente danificada mantinha-se imponente, as cabeças em sua mão balançavam lentamente. Assim que adentrou ao castelo pôde ouvir a harpa de Pandora, notas melodiosas ecoavam contrastando com as paredes escuras e frias, Cecilia misturava-se com a escuridão do lugar deixando seus passos ecoar pelo lugar.  

    Ao chegar em seu destino, seus olhos vislumbraram a bela dama infernal deslizando seus dedos pelas cordas, os anjos delicadamente pintados na abobada reverenciavam a melodia celestial que fora interrompida abruptamente pelos passos da kyoto. Em um movimento brusco Cecilia jogou as três cabeças aos pés de Pandora, seu movimento foi eximiamente copiado pela boneca que repetia o gesto em igual força e intensidade, como se a kyoto estivesse diante de um espelho. O silêncio sepulcral era capaz de abafar até mesmo a lamurias das almas que ecoava do inferno, Cecilia primeiramente encarou Vorgar que também estava ali e estava aparentemente exaltado, os negros olhos chocaram-se com o olhar furioso do kyoto e era como se por alguns instantes os dois conversasse apenas com aquela troca de olhar.

    Quando ajoelhou-se em sinal de ‘’respeito’’  a Pandora a boneca copiava os mesmos gestos e jeitos da kyoto, um espetáculo bizarro para quem assistisse, mas diferente de todas as vezes a jovem encarava a mulher mais temida do Inferno como se fosse uma qualquer, seu cosmo era imperceptível no lugar, mas a boneca exalava um cosmo amedrontador, tomado de ódio e rancor, Cecilia apenas fintava a expressão pálida de Pandora, estava perplexa era fato com o que via, o que confirmava ainda mais as teorias da kyoto.

    ─ Senhorita Pandora, infelizmente não houve como resgatar o item que a senhorita solicitou, pois o mesmo não encontrava-se com os cavaleiros de Atena. Alias... ─ Cecilia fez uma pausa e dava dois passos à frente. ─ O néscio de vosso informante esqueceu de avisa-la que na verdade eram cavaleiros de ouro minha senhora e o templo era do nosso Imperador. ─ Os olhos de Cecilia se estreitaram e seu cenho franziu, ao mesmo tempo que o cosmo cheio de raiva da boneca tornava-se mais intenso. ─ Porém minha senhora aqueles vermes de Atena não são o suficiente para me derrotar e como presente lhe trouxe suas cabeças. Infelizmente um sobreviveu... Deixei-o vivo para que Atena soubesse que o Imperados Hades será o vencedor da próxima guerra.

    Cecilia novamente ateve-se ao silêncio e apenas observa Pandora, em seus lábios havia um sorriso irônico diante da apreensão da governante do submundo ─ Ah senhorita Pandora, precisará de fazer muito melhor do que isso para me matar. ─ Mais um passo a frente foi dado pela kyoto acompanhada de sua marionete, que com aquele cosmo e tamanho estava ainda mais aterrorizante, parecia que estava pronta para atacar a qualquer momento. Cecilia uma vez mais encarou o Vorgar e podia ver em seu semblante que algo estava muito errado, porém aquele não era o momento de mostrar que sabia, era melhor continuar demonstrado sua loucura do que sua sanidade.

    ─ Isso é tudo. Vou me retirar para tratar de meus ferimentos... Senhorita Pandora. ─ disse a menina um tanto cínica.

    Cecilia segurou na mão da boneca e balbuciou algumas palavras, no mesmo instante, Maria voltava ser a pequena boneca que sempre ficava em seus braços. O sorriso de Cecilia mantinha-se infantil como sempre e logo dava as costas para a Imperatriz e deixava o lugar, adentrando pelo negro portal que separava o mundo dos vivos e dos mortos. O cosmo da boneca havia desaparecido por completo, mas mesma assim Cecilia era assustadora, parou no limiar do portal, virou-se uma vez mais para Pandora e sorriu:

    ─ Não se preocupe senhorita Pandora, não irei morrer fácil. Esmagarei todos aqueles que se opuserem a mim e ao meu imperador... Todos! ─ dizia a garota enquanto emergia na escuridão.


    ...Missão I

    Esse é meu post de número {00}. O tempo está {chuvoso}, e estou usando {isso}, estou falando com {alguém/sozinha}. Estou postando {lugar}. E agradeço a Lari ❥ por esse template.


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    Re: [Missões] Cecilia de Griffon

    Mensagem por MOD Vorgar de Wyvern em Seg Ago 11, 2014 9:04 pm

    Estou sem palavras, +2 níveis, todavia deixo claro que merecia mais, tamanha a maestria em desenvolver a missão. Alguns erros de gramática o que se torna natural diante de uma missão complexa e extensa, porém o brilhantismo do texto permanece intacto. Parabéns.


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    Re: [Missões] Cecilia de Griffon

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