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    [Missões] Yakecan

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    [Missões] Yakecan

    Mensagem por MOD Yakecan de Cancer em Ter Jul 01, 2014 8:28 pm

    Tópico destinado as missões do personagem :v


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    Re: [Missões] Yakecan

    Mensagem por MOD Yakecan de Cancer em Ter Jul 01, 2014 8:30 pm

    Solicito uma missão.
    Tema livre.


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    Re: [Missões] Yakecan

    Mensagem por ADM Cecilia de Griffon em Dom Jul 13, 2014 5:43 pm

    Missão I - Aquele que toca as almas.


    Enredo: O recém herdeiro da armadura de Câncer havia sido convocado pelo Grande Mestre para que comparecesse em seu salão, o pontífice pediu que o informante ressaltasse a necessidade de sua urgência em ver o cavaleiro. Assim que adentrou no imponente salão o cavaleiro pôde notar o velho homem trajando sua túnica branca e seu imponente elmo na cabeça, estava de costas, mas o mesmo nem se quer precisou virar-se para notar a presença do jovem cavaleiro no salão. O homem virou-se para o cavaleiro e logo começou a explicar o motivo de tal solicitação, precisava confiar ao jovem cavaleiro uma missão que somente ele poderia concluir. O cavaleiro deveria viajar até o sul da Bulgária e encontrar um jovem que assim como ele tinha o poder de conectar-se com o mundo dos mortos, entretanto advertiu que Hades também havia enviado seus homens atrás do jovem. Yakecan deveria trazer o jovem para o santuário, não poderia dar mais explicações naquele momento, mas precisava que jovem chegasse ao santuário em segurança. Dias de viajem se seguiram até que o cavaleiro chegou em uma cidade de médio porte daquele país, pessoas perambulando pelo lugar, mas o cavaleiro não sabia nem por onde começar a procurar, o movimento no lugar durante o dia era intenso, mercados, tavernas, havia de tudo naquele lugar. Depois de dois dias procurando pelo misterioso jovem algo chamou a atenção do jovem cavaleiro, mas com certeza não era o motivo primário da sua ida ao local, mas os soldados de Hades.  Na mesma noite o caos instaurou-se na cidade o caos dos servos de Hades, um ataque começava ali e com certeza o cavaleiro já sabia a razão daquilo.  Enquanto o cavaleiro facilmente se livrava dos soldados de Hades por um breve instante conseguiu sentir um intenso cosmo, não era o de um espectro e muito menos de um cavaleiro.  Quando finalmente encontrou a fonte do cosmo que sentia, apenas encontrou um garoto de pouco mais de dez anos sentado no chão, brincando com algo que lhe era muito familiar, Sekishiki. Com certeza aquele jovem tinha a mesma afinidade espiritual que ele, porém não teve tempo de nada falar ao notar soldados mais fracos de Hades se aproximarem e um cosmo de equivalência ao seu surgir próximo a eles. O garoto no entanto permanecia calmo como se achasse divertido tudo aquilo.

    Objetivo: Narre como foi seu encontrar o garoto, detalhe todos os pontos desde notar que ele também tinha o dom de lidar com os mortos até a surpresa de seu personagem ao notar os soldados de Hades derrotados. Mostre também como seu personagem conseguiu tirar o garoto do lugar em segurança. Fica a seu critério escolher se houve conflito com o espectro ou não. Encerre a missão com a sua chegada ao santuário.  


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    Re: [Missões] Yakecan

    Mensagem por MOD Yakecan de Cancer em Qua Jul 23, 2014 4:04 pm




    ▵▿▵Yakecan de Cancer▵▿▵


    Missão: Aquele que toca as almas.



    I – A convocação do Grande Mestre.

    A aurora de um novo dia surgia iluminando o Santuário, os primeiros raios solares começavam a iluminar a quarta casa zodiacal onde Yakecan residia como seu guardião. O cavaleiro ainda estava adormecido em sua rede quando é despertado bem antes do que pretendia por um dos muitos espíritos que habitavam sua casa.

    --Ei... Yakecan... Yakecan... YAKECAN! Acorda, você tem visita! – Dizia o espírito de um homem da vila Rodório que havia buscado por Yakecan em busca de ajuda como tantos outros faziam.

    -Huh? Caramba... mas o sol mal apareceu... –Diz o cavaleiro ainda com voz de sono.

    Por um instante ele fantasiava que ainda estava em sua terra natal, onde frequentemente era acordado por outros logo cedo da manhã para que pudesse treinar, fosse com o pai pajé ou com o guerreiro da tribo. Mas logo as lembranças davam lugar a realidade na medida em que sua mente ia despertando para um novo dia, lembrando-o de que agora era um cavaleiro e que tinha suas responsabilidades.

    --Você disse visita? – Diz o jovem índio levantando-se rapidamente de sua rede e quase perdendo o equilíbrio em virtude do sono. –Caramba... por que você não disse antes?

    --Eu disse... – Diz o espírito rindo da pressa do cavaleiro que corria e de alguma forma bocejava e se espriguiçava ao mesmo tempo.

    Yakecan estava trajando apenas suas calças e corria buscando por uma camisa enquanto ouvia os passos do visitante pelo corredor e a solicitação de permissão para entrar.

    --Um instante por favor! – Dizia Yakecan enquanto buscava por sua blusa para só então parar e se dar conta novamente que era um cavaleiro. Ele colocava a mão na testa “Esse sono... não me deixa pensar direito” e abria um sorriso rindo de si mesmo. “Cancer” com o mero pensamento do cavaleiro, sua armadura de ouro cobria seu corpo na velocidade da luz e logo ele caminhava de encontro ao corredor de entrada da casa de Cancer para encontrar o visitante.

    O visitante era na verdade um guarda do santuário que trazia uma mensagem do Grande Mestre, o cavaleiro de Cancer deveria apresentar-se no salão do mestre do santuário com urgência. Yakecan apenas agradecia ao soldado pelo cumprimento de seu dever e logo em seguida seguia pelas escadarias, uma certa curiosidade tomava seus pensamentos, mas não chegava a causar aflição, pois logo ele saberia o que estava acontecendo. Finalmente o cavaleiro de cancer via-se diante do imponente salão do Grande mestre.

    O cavaleiro de Cancer adentrava o grande salão após ser anunciado pelos guardas, o Grande Mestre não estava sentado em seu trono, parecia aguardar a chegada de Yakecan com certa ansiedade.

    Yakecan ouvia as palavras do pontífice atentamente enquanto permanecia curvado em sinal de respeito. Ele teria que buscar por uma criança com o mesmo dom que ele, o dom do sekishiki. Yakecan nunca havia ido ao local indicado pelo Grande Mestre, o que atrasaria um pouco a viagem. Ciente de suas obrigações e da urgência da missão Yakecan respondia com poucas palavras:

    --Entendi, partirei o quanto antes. – Diz com um sorriso simpático e confiante.

    O cavaleiro de Cancer segue até a quarta casa somente para pegar uma sacola com roupas e um cobertor escuro que ele usaria para cobrir a sagrada urna que guardava sua armadura. Com a emanação de seu cosmo, um portal fruto da manifestação do sekishiki surgia e cruzando-o Yakecan transportava-se para uma estrada no sul da Bulgária, de onde seguiria rumo ao seu objetivo.

    --Bem... vamos lá – Diz Yakecan ajustando a urna em suas costas a beira da estrada de pedra e conferindo se ela estava devidamente coberta. Ele coçava sua cabeça olhando a região onde estava, que era montanhosa e de difícil transposição. Ele havia entendido nas palavras do Grande Mestre que ele não seria o único atrás do garoto, por isso, por mais que fosse mais cômodo usar seu cosmo para tornar aquela viagem mais fácil, isso também poderia alertar quem quer que fosse de sua presença. Sem muitas opções, Yakecan seguiu viagem, caminhando, até que uma caravana passou por ele, lhe oferecendo carona.


    II – Kardzhali

    Graças a sua simpatia, Yakecan logo desenvolveu amizade com aqueles mercadores que lhe ofereceram carona em uma carroça. Viajar com eles chamaria menos atenção ainda, e tanto Yakecan quanto os mercadores tinham o mesmo destino: a cidade de Kardzhali.

    Alguns dias se passaram até que a caravana finalmente chegou a cidade. Yakecan não possuía dinheiro, mas fez questão de ajudar os mercadores a descarregar as mercadorias e a montar as lojas improvisadas. Enquanto isso aproveitava para olhar bem a cidade, que era muito movimentada, muitos mercados, muitas tavernas, muitas pessoas... logo o cavaleiro finalmente entendia o motivo dele ser o escolhido para aquela missão, seria difícil para qualquer um conseguir informações sobre um garoto que sequer se sabe o nome ou aparência em meio a tantas pessoas. Mas se o garoto realmente partilhava do dom da conexão com o mundo dos mortos, não seria difícil para Yakecan buscar por ele.

    Yakecan sabia que não adiantaria perguntar para as pessoas da cidade sobre um garoto que possui contato com as almas, as pessoas provavelmente iriam rir da sua cara ou se assustar, ele conhecia bem estas reações de terceiros, pois ele mesmo vivenciou isso pelos longos anos em que viajou de sua remota aldeia até finalmente encontrar o Santuário. As pessoas temem aquilo que não conhecem, e por conta do medo atribuem a tudo que é diferente uma conotação ruim, já tinham lhe chamado de bruxo, demônio... tantas coisas...

    Enquanto o cavaleiro caminhava pelas ruas da cidade, ele nota um pedinte sentado no chão, sua mão direita ficava estendida pedindo esmola enquanto as pessoas passavam por ele sem sequer notá-lo. Na verdade, as pessoas realmente não o notavam, era um espírito, alguém que provavelmente sequer tinha consciência da sua atual condição, provavelmente achando que ainda estava vivo. Yakecan aproximava-se para conversar com o pedinte, que tinha a aparência de um senhor já idoso, vestido com nada mais do que algumas peças de roupas rasgadas.

    --Boa tarde senhor, como vai? – Diz Yakecan com seu simpático sorriso, agachando-se para conversar com o homem.

    --Huh? – Diz o mendigo surpreso ao notar que aquele jovem falava com ele. – Você está falando comigo rapaz? Isso é uma surpresa... as pessoas passam por aqui fingindo que nem existo, já nem perco meu tempo tentando falar com elas, mas me diga, o que te leva a falar com alguém como eu? – Diz com um olhar atento para Yakecan, analisando o jovem que falava com ele.

    --Me chamo Yakecan, eu estou a procura de alguém, talvez o senhor pudesse me ajudar...

    --Já lhe disse rapaz, ninguém aqui dá atenção pra este velho, é melhor você procurar outra pessoa pra te ajudar – Diz o mendigo interrompendo Yakecan – A propósito, meu nome é Kardish, como ia dizendo, as pessoas nem sequer olham para mim...

    “Kardish? Esse nome...” Yakecan então sentava-se ao lado do espírito do velho Kardish. –É um prazer senhor Kardish, esse seu nome me soa familiar, eu não tenho muita coisa pra fazer na cidade e parece que faz um bom tempo que o senhor não conversa com alguém, se incomoda se a gente conversar um pouco? É que não conheço ninguém aqui, então acho que posso dizer que o senhor é o meu primeiro amigo. – Diz Yakecan rindo sem jeito.

    Kardish abre um sorriso, aquele jovem era estranho, mas parecia boa pessoa aos seus olhos. Os dois então começavam a conversar amistosamente, Kardish contava que não era de Kardzhali e sim de Sofija a grande capital búlgara, ele era um comerciante e trazia itens de Sofija para vender em Kardzhali com sua caravana. Foi quando em uma das viagens a sua caravana foi atacada por uma dupla de ladrões, ele não se lembrava de muita coisa além de enfrentar os ladrões e gritar para que sua esposa e filhos fugissem com a caravana, lembra-se somente de ter acordado em Kardzhali e ao retornar até a estrada não encontrou nada, nenhum sinal de sua caravana. Não importa o quanto ele pedisse, as pessoas de Kardzhali não lhe davam ouvidos, tudo que ele queria era algum dinheiro para poder voltar para Sofija e buscar pela sua família, o medo e a esperança o consumiam, tinha medo de não ter conseguido protegê-los, mas ao mesmo tempo tinha esperança de todos estarem bem.

    Kardish já não sabia quanto tempo havia se passado desde então, mas durante esse tempo Yakecan foi a única pessoa a falar com ele, tinha outro... um garoto... que parecia olhar diretamente para ele algumas vezes...

    Yakecan ouvia e conversava com Kardish durante um bom tempo, pessoas passavam pelo lugar imaginando se Yakecan havia perdido seu juízo, pois viam somente o jovem conversar com o nada, muitos faziam cara feia, outros riam e outros mudavam seu trajeto para passar longe dali evitando-o. Foi então que o garoto mencionado por Kardish o chamou atenção.

    --Kardish, acho que esse garoto é justamente quem estou procurando. – Diz Yakecan.

    --Sério? Quanta coincidência, bem eu não sei onde ele mora, mas eu o vejo algumas noites indo em direção ao cemitério da cidade, talvez você o encontre lá hoje a noite. – Diz Kardish apontando em direção ao caminho para o cemitério.

    --Muito obrigado Kardish, você realmente ajudou bastante. – Diz Yakecan com um grande sorriso e em seguida continua: --Realmente, foi uma grande coincidência, maior até do que você imagina meu amigo, eu sabia que seu nome era familiar, será que você pode vir comigo, é rapidinho. – Diz empolgado, levantando-se rapidamente.

    Kardish levantava-se, não tão empolgado quanto Yakecan, mas fazia um bom tempo que ele não dava uma volta pela cidade. O olhar de Kardish era de surpresa, quanto tempo fazia desde que não andava pela cidade? Muita coisa havia mudado, a cidade havia crescido bastante... ele observava os arredores atentamente enquanto seguia Yakecan, até que o jovem para próximo ao mercado e vira-se para Kardish mais uma vez.

    --Kardish não é? Acho que você precisa ver isso meu amigo. – Diz sorrindo enquanto sai do caminho de Kardish, revelando a caravana que havia lhe dado carona, uma caravana proveniente de Sofija... uma caravana de nome Kardish.

    Kardish permanecia imóvel, perplexo, seus olhos enchiam-se de lágrimas quando via o jovem que arrumava o balcão de vendas.

    --Mirco? – Sussurrava Kardish emocionado, Mirco era seu filho, era apenas uma criança naquela fatídica noite, mas agora já era praticamente um homem. –Adália? Xena? – Diz ainda mais emocionado ao ver sua esposa surgindo na caravana, acompanhada de sua filha Xena. –Estão todos vivos... eu...

    Ao passo que Kardish livrava-se da duvida e da angustia vendo que sua família estava bem, suas memórias daquele triste dia voltavam a sua mente: A caravana em fuga, os gritos de Xena assustada ao abandonar o pai que enfrentava a dupla de bandidos, o frio da lâmina que lhe perfurava a carne, a força para seguir de pé, para seguir com a luta até que sua família se afastasse, novamente a dor dos golpes que lhe dilaceravam, o alívio ao ver que pelo menos um de seus golpes havia atingido um dos ladrões e ver os mesmos fugirem. Kardish arrastava-se até os portões de Kardzhali, onde finalmente os graves ferimentos cobravam seu preço, estava... morto?

    --Estou morto? – Diz Kardish olhando para Yakecan, já sabendo a resposta.

    --Sim, mas sua família esta viva e muito bem, tive o prazer de viajar com eles, você fez um bom trabalho Kardish, não é hora de descansar um pouco? – Diz Yakecan sorrindo, colocando a mão no ombro do amigo.

    --É verdade, muito obrigado meu amigo, se não fosse por você, eu ainda estaria sentado lá, sem saber da verdade, muito obrigado. Você tem razão, mas será que antes eu poderia... – Diz Kardish olhando para sua família.

    --É claro, eles não podem ver você, mas não tenho duvida que podem sentir de alguma forma sabe? E eu que agradeço amigo, descanse em paz. – Responde Yakecan despedindo-se e observando Kardish aproximar-se de sua família, coincidência ou não Mirco e Xena abraçavam sua mãe Adália naquele momento e Kardish aproximava-se envolvendo todos com seus braços em um último abraço de despedida antes de finalmente encontrar seu merecido descanso.

    Yakecan observava a cena com um sorriso sincero de felicidade por ter ajudado Kardish, ele então olhava para os céus, a tarde já estava em seu fim. “Cemitério não é? Vamos lá”.


    III – Aquele que toca as almas e o ataque das forças de Hades.

    Com o cair da noite, Yakecan dirigia-se ao cemitério de Kardzhali. O local era grande e repleto de túmulos, muitos espíritos vagavam por ali e eram visíveis aos olhos de esmeralda do santo dourado de Athena, no entanto aquele que o cavaleiro de cancer buscava não estava ali. Yakecan esperou por horas e horas, mas ninguém chegou e o cavaleiro acabou pegando no sono ali mesmo.

    Um novo dia surgiu, algumas pessoas transitavam pelo cemitério visitando os túmulos de seus entes queridos e Yakecan permanecia ali, o dia inteiro conversando com alguns espíritos do local. Estes por sua vez contavam a Yakecan sobre o garoto que visitava tanto o cemitério, retratavam o garoto como misterioso, pois ele nada falava, apenas observava os espíritos e de alguma forma tinha um elo com eles, assim como Yakecan. O dia estava finalmente chegando ao seu fim quando algo chamou a atenção do cavaleiro de Athena...

    “Esses cosmos... não pode ser!” Pensava surpreso Yakecan olhando em direção a cidade, onde fumaças negras subiam aos céus. Yakecan imediatamente corre na direção da cidade, quanto mais se aproximava, mais era possível ouvir os gritos de desespero e de dor, a cidade estava sob ataque, um ataque das forças de Hades!

    Yakecan livrava-se facilmente dos soldados rasos de Hades que encontrava, nenhum deles estava no nível de representar um desafio para o cavaleiro de ouro, mas eram verdadeiros monstros imbatíveis contra os guardas da cidade. Yakecan não demora muito para conter o ataque das tropas de Hades no centro da cidade, mas ainda podia sentir o cosmo que os soldados de Hades emanavam do lado leste da cidade, onde ficavam a maioria das residências. Antes mesmo que o cavaleiro pudesse dirigir-se para lá, ele pôde sentir um intenso cosmo, forte porém sem qualquer preparo, como se ainda estivesse recém despertado, logo depois nenhum cosmo podia ser sentido ali, nem mesmo o dos soldados do submundo.

    “O que aconteceu aqui?” Pensa o cavaleiro visivelmente surpreso ao ver uma dezena de soldados de Hades caídos ao chão. Ele caminha lentamente entre os corpos quando ouve alguém falar:

    --É melhor você fugir... – Dizia um pequeno jovem com as roupas sujas de sangue e com um sorriso no rosto.

    Yakecan podia notar o brilho de vários espíritos rodeando aquele garoto, com certeza era ele o objetivo da sua missão, agora ele podia entender o pedido do Grande Mestre, visto que mesmo sem qualquer treino o pequeno já era forte o suficiente para causar tamanho estrago. Mas antes que o cavaleiro pudesse dizer mais alguma coisa, novos soldados se aproximavam, mas desta vez estavam acompanhados por um espectro detentor de um cosmo muito poderoso, poderoso o suficiente para quem sabe se equiparar ao de um cavaleiro de ouro.

    --Finalmente... demorou um pouco para você aparecer garotinho, mas finalmente encontrei você. Você virá comigo, com a Estrela Celeste Maior da Contemplação. Não ligo que tenha derrubado alguns de meus subordinados, na verdade, achei isso bem interessante – Diz o espectro estendendo a mão na direção do garoto.


    --Enquanto a vocês... – Diz o espectro aos seus soldados – Matem aquele homem e depois queimem esta cidade até não sobrar nada.

    Os soldados estavam prestes a seguir o comando do espectro quando Yakecan finalmente trajou sua armadura, um brilho dourado intenso rompia o grande tecido que cobria a urna dourada da sagrada armadura de cancer e na velocidade da luz a mesma trajava o corpo de seu cavaleiro, fazendo que os soldados hesitassem em sua investida.

    --Já tiraram vidas demais por hoje. – Yakecan já não tinha a sua tão costumeira feição tranquila em seu rosto, estar diante daqueles que não possuíam qualquer respeito por todas aquelas vidas inocentes despertava uma seriedade incomum no cavaleiro.

    --Estão com medo de um simples cavaleiro, é a mim que vocês devem temer se hesitarem mais uma vez! – Gritava o espectro para seus subordinados.

    Os soldados atiravam-se contra o cavaleiro de ouro, mas sequer podiam acompanhar os violentos golpes na velocidade da luz que recebiam quando se aproximavam, caindo ao chão totalmente incapacitados.

    --São mesmo uns inúteis... – Diz o espectro observando seus subordinados tão facilmente abatidos. –Vamos garoto, não é como se você tivesse escolha, eu vou levá-lo de qualquer jeito, mesmo que pra isso eu tenha que matar um cavaleiro de ouro também.

    --Estrela Celeste Maior da Contemplação? É isso não é? Eu não quero continuar com essa luta, como eu disse, muitas vidas já foram tiradas hoje, mas se você tentar se aproximar desse garoto... não vou hesitar em lutar com você... – Enquanto falava, todas as almas daquelas pessoas que haviam morrido no local iam na direção do cavaleiro de ouro, assumindo a simples forma de esferas de energia que deixavam uma cauda com seus movimentos no ar, inclusive as que estavam próximas ao garoto. O cosmo de Yakecan intensificava-se enquanto a ponta do seu dedo indicador emitia um intenso brilho branco.

    O garoto olhava toda aquela cena com certa surpresa e admiração pela demonstração do cosmo de Yakecan, ele parecia achar o embate iminente divertido, observando aquela “dança das almas” ao redor do cavaleiro de armadura dourada. Já o espectro parecia um tanto intimidado, mas não recuava.

    --Cavaleiro idiota! – Bradava o espectro ainda imóvel, analisando a situação de um eventual confronto. – Garoto, não se deixe enganar, assim como eu, este homem que finge te proteger veio aqui somente para capturar você, vamos, diga para ele cavaleiro, diga! Hahahaha!

    Yakecan mantinha os olhos no espectro, mas dirigia suas palavras ao garoto.

    --Eu não vou mentir pra você, realmente viajei até aqui para levá-lo ao Santuário de Athena, você possui um dom, a conexão deste mundo com o mundo dos mortos, assim como eu. O Santuário pode te ajudar a entender esse dom e usá-lo para ajudar as pessoas, mas eu não posso e nem vou obrigar você a ir comigo, essa é uma escolha só sua.

    --Já chega dessa baboseira! Você vem comigo garoto! E você vai morrer aqui cavaleiro! – Grita o espectro avançando contra Yakecan aproveitando-se de uma eventual distração causada pela conversa, no entanto ele é surpreendido por mais um breve despertar do cosmo daquele garoto, que movia-se para o lado de Yakecan.

    --Eu escolho o meu destino! – Gritava o garoto com uma feição de raiva, enquanto involuntariamente fazia com que alguns espíritos tomassem a forma de energia e atingissem o espectro que interrompia seu ataque.

    --Tch... – O espectro recuava após ver que sua estratégia de ataque havia sido falha, o ataque do garoto não havia lhe causado dano, mas ele sabia que agora o cavaleiro de ouro já não hesitaria e o seu trabalho seria dificultado pelo garoto. –Não sabia que cavaleiros escondiam-se atrás de crianças...

    --Se você quer tanto lutar, eu vou lutar com você espectro. Vou te mandar pra casa... – Diz Yakecan tomando a frente do jovem garoto – Venha...

    --O garoto não vale a pena. Quero enfrentar você quando a verdadeira guerra começar cavaleiro, quero ver se você vai manter essa coragem quando o Imperador Hades tomar para si tudo que você um dia amou, neste dia eu vou te enfrentar, contemplarei o seu corpo e o seu espírito destruído, até lá, reze pelas pessoas que matei aqui hoje hahahaha. – Logo em seguida seu cosmo explodia abruptamente fazendo com que um violento deslocamento de cosmo atingisse Yakecan que tratava de proteger o garoto.

    Depois disso, não havia nem sinal do espectro.

    --Você está bem? – Pergunta Yakecan ao garoto com um sorriso – Me chamo Yakecan, sou o cavaleiro de ouro de Cancer.

    --Estou sim, meu nome é Dória... você... também pode vê-los não é? – Pergunta referindo-se aos espíritos.

    --Sim... desde criança. – Responde Yakecan sorrindo.

    Os dois conversam amistosamente por horas, sobre espíritos, seus dons, sobre o santuário, sobre Athena e seus cavaleiros. Fazia um bom tempo desde que Yakecan encontrava alguém com o dom do contato com os espíritos, o último provavelmente foi o seu mestre, que também era um espírito quando eles se conheceram. Dória revela que tinha perdido os pais naquele ataque e que gostaria de ser forte como Yakecan um dia, aceitando ir com ele até o Santuário. Ambos viajam juntos por dias até o Santuário de Athena, uma amizade surgia entre o garoto e Yakecan, que por sua vez tinha a impressão de notar algo familiar no jovem Dória. Então eles finalmente chegavam ao caminho que dava nos portões do Santuário que eram protegidos por guardas, sem que Yakecan notasse, Dória ficou para trás e em certo ponto disse:

    --É melhor parar por aqui, acho que eles não vão deixar que eu passe.

    “Essa frase... logo aqui? Será possível?” – Pensava Yakecan recordando-se do aviso que recebeu de seu mestre pela primeira vez que esteve neste exato local. Ele abriu um sorriso, não era hora de pensar nisso, talvez fosse só uma coincidência...

    --Não se preocupe, você não é um cavaleiro, mas ainda assim derrubou alguns dos soldados de Hades não é? Acho que isso vale uma entrada. – Diz em tom de brincadeira arrancando um sorriso de Dória. Então ambos seguem adiante, rumo ao encontro do Grande Mestre.


    ~Fim




    Ação: AÇÃO Fala: FALA Pensamento: "PENSAMENTO"



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    Re: [Missões] Yakecan

    Mensagem por ADM Cecilia de Griffon em Dom Jul 27, 2014 12:34 pm

    Missão muito bem elaborada atendendo a todos os pontos solicitados, além de uma leitura prazerosa. Parabéns 2 níveis adicionados ao seu personagem.


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    Re: [Missões] Yakecan

    Mensagem por MOD Yakecan de Cancer em Qui Jul 31, 2014 11:58 am

    Solicito nova missão :3


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    Re: [Missões] Yakecan

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