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    [Missões] Christian de Balron

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    [Missões] Christian de Balron

    Mensagem por Benhardt de Necromancer em Dom Jul 13, 2014 9:52 pm

    Tópico onde ficarão os pedidos de Christian para missões e consequentemente a elaboração das mesmas.
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    Re: [Missões] Christian de Balron

    Mensagem por MOD Yakecan de Cancer em Qui Jul 17, 2014 9:42 pm

    Missão – O Mistério Submarino.

    Tema: Em pouco tempo Christian havia se tornado um espectro respeitado em meio ao vasto exército do Imperador do Submundo por sua eficiência nas missões a ele concedidas, diferente de muitos espectros, a Estrela Celeste Maior Sábia era um verdadeiro exemplo como soldado, seja liderando ou seguindo superiores em campo de batalha.
    Talvez tal eficiência fosse o motivo de Pandora confiar cada vez mais missões ao recém-desperto espectro, e uma nova missão o aguardava. Pandora sabia que não somente Hades, como também Athena e Poseidon movimentavam-se, fortaleciam-se e agrupavam seus guerreiros. No entanto, diferentemente da deusa, o acesso ao Deus dos mares era muito mais difícil, o que impedia que Hades tivesse qualquer ideia sobre a atual condição do Império Submarino.
    A nova missão de Christian relacionava-se justamente a este fato, Pandora havia confiado-lhe uma missão de reconhecimento nos domínios de Poseidon. Christian seria acompanhado somente de poucos soldados rasos do exército de Hades para evitar atenções maiores, e caberia a Estrela Celeste liderá-los.
    Ao chegar ao local, algo muito estranho acontece: Christian sente uma sensação diferente e os soldados ficavam paralisados e logo em seguida batem em retirada como se estivessem completamente fora de si. Logo em seguida um poderoso cosmo surge e seu detentor convida Christian a se retirar.

    Objetivos: Desenvolva sua narrativa baseado no tema da missão acima proposto. Leve em consideração os objetivos traçados abaixo.

    >Narre brevemente o encontro com Pandora enquanto recebe sua nova missão, bem como a convocação dos soldados de Hades e a sensação do personagem de já ser reconhecido como um líder, assim como era antes de seu despertar.

    >Narre sua viagem a entrada do reino submarino e as impressões do personagem sobre o local.

    >O motivo da debandada dos soldados e o detentor do poderoso cosmo não foram especificados, use sua criatividade para justificar a tentativa de fuga com um bom motivo que não seja o medo pelo cosmo que se aproxima.

    >É de sua escolha se irá lutar contra o guerreiro de Poseidon ou não. Contudo, caso exista luta, faça de uma maneira que o embate não tenha um desfecho definitivo (sem mortes).

    >Christian é o único sobrevivente da missão, narre todas as impressões do personagem sobre os acontecimentos ocorridos durante o retorno, bem como narre seu relatório contendo as poucas informações obtidas sobre o mundo submarino à Pandora.


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    O Mistério Submarino

    Mensagem por Benhardt de Necromancer em Sab Jul 19, 2014 1:44 pm







    Informações a Preço de Sangue

     

    A última ordem a mim dada era de proteger a primeira prisão, porém soldados vieram me comunicar sobre Pandora ter solicitado minha presença, o Meikai seguia uma conduta de medo, poucos eram os que realmente sabiam das dimensões de seus poderes, a maioria era composta por bárbaros que apenas atacavam mas, viam em um inimigo sagaz, toda uma complexidade não absorvida por seus cérebros.

    A força está interligada no complemento de uma batalha, não no seu total êxito, se Atena possuía um santuário como todos falavam, então lá talvez seus servos fossem ensinados a combater de uma melhor forma, a falta de treinamento era nítida entre os servos de Hades, e os soldados eram os que mais sentiam o peso disto em suas missões...

    Chegava na Giudecca, adentrava o salão de Pandora, seria mais uma missão, já havia perdido as contas de quantas vezes eu saíra em missões, o reino estava se movimentado, rumores indicavam que tudo estava sendo devidamente direcionado para a grande guerra, uma que jamais houve pois teria participação de três deuses.
    Para mim não havia nada melhor que estar em ação, o tédio do Meikai, e as constantes loucuras de Cecilia, me faziam desejar respirar melhores ares, anunciava minha chegada à sala de Pandora, rompi as cortinas, fiz uma reverência e lhe saudei:

    - Christian de Balron, à sua disposição senhora.

    Pandora estava sentada em sua mesa, e nela um mapa muito revirado denunciava que desta vez a missão era em algum lugar ainda não explorado por nós...

    - Christian quero informações sobre Poseidon, inicialmente para ser mais específica, quero a localização do templo submarino dele... Enquanto ele não despertar totalmente nesta era, fica difícil saber de suas verdadeiras intenções. Embora ambos discordem de Atena, suas perspectivas sobre o destino do mundo podem ser diferentes. Ache o templo, examine-o, analise se o mesmo encontra-se movimentado, sua missão não é um combate, até porque como lhe disse, não sabemos as intenções do deus dos mares. Perguntas?

    - Por onde começo minha busca, senhora, e se Poseidon estiver desperto, como lidarei com ele? Eu nada soube em toda minha vida sobre a existência dos deuses, senhora...

    Christian era firme em seu olhar, respondia Pandora sem hesitar, sem demorar para tal, mostrava-se focado na missão desde a parte teórica da mesma.

    - Christian primeiro deve entender a importância de sua missão, ela seria certamente designada a um dos juízes do inferno mas, os mesmos encontram-se ocupados... Vou lhe explicar sobre , Poseidon foi o primeiro que se rebelou com a divisão territorial dos deuses, estava determinado a conquistar o mundo, o mar e a terra, também foi o primeiro deus a criar armaduras para o seu exército.
    Então, ele reuniu seus sete melhores guerreiros dos sete mares e os nomeou Generais Marinas, lhes entregou escamas, monstros místicos como Krakens e Sereias foram inspirados por essas escamas, e não o contrário. Os cavaleiros de Atena que defendiam Terra foram derrotados, até que a deusa deu-lhes as armaduras com as quais derrotaram os exércitos de Poseidon.

    Poseidon, enfurecido por sua derrota, reuniu seus Marinas no seu templo em Atlântida, Atena enviou oito de seus cavaleiros para destruírem o Templo de Poseidon e acabarem com os Generais Marinas. Os cavaleiros afundaram todo o continente no mar. Depois disso, a deusa selou a alma de Poseidon no Pólo Norte, e enviou alguns cavaleiros para guardá-lo...
    Há suspeitas que o templo submarino encontra-se próximo ao mar mediterrâneo, mas não se sabe o local exato... -

    - Há uma ilha senhora, chamada Malta é guardada pelos Cavaleiros de São João de Jerusalém, acredito que pela forte influência católica, será difícil encontrar cavaleiros de Atena lá, isto me dará uma certa liberdade para intervir no Mar, e localizar o templo submarino.

    - Balron, dessa vez não enviarei companheiros ou superiores para você, ao invés disso você liderará soldados rasos de nosso reino. Leve quantos quiser...

    Liderará soldados...

    Por segundos minha mente foi acometida pelas lembranças da guerra, as cartas cheias de sangue que eu levava para as esposas, mães e filhas... Liderar era mais do que estar acima dos comandados, liderar era ter a absoluta certa que a vida daqueles estava na palma de minhas mãos.

    -Sim senhora, se me permites, agora irei me retirar, acredito já ser de manhã no Seikai, e quero aproveitar as poucas movimentações de embarcações desta hora.

    - Vá, e tente manter a descrição acima de tudo.

    Me retirei da presença de Pandora, na saída da Giudecca sempre ficavam diversos espectros que esperavam para saírem em missão, e não foi diferente com os Soldados, eles estavam a minha espera, eram muitos, seria um tumulto me deslocar com todos eles, então selecionei três, considerados os mais fortes dentre os soldados, Matias, Tiago e Galileu.

    - Vamos soldados, nossa missão é simplória, apenas obter informações sobre o templo submarino do deus dos mares mas, estejam preparados e fiquem atentos, são informações valiosas demais, e podem ter certeza, essa missão pode mudar de uma simples, para a mais complicada de suas vidas... Venham.

    Usava da habilidade natural dos espectros de transitar entre os mundos, e estando na Europa, migramos para a ilha de Malta, era uma bela manhã, e a ilha estava repleta de guardiões católicos.
    Os três preservaram o silêncio enquanto puderam e o primeiro a quebrá-lo foi Matias.

    - Christian, procurar por essa extensão toda de mar, Poseidon é deus dos mares, nada mais natural que de alguma forma ele esteja em qualquer lugar do mundo submerso, isso nos leva a muita, muita água... Christian.

    - Matias, Pandora afirmou que seria neste mar, e sua própria extensão torna impossível nossa missão ser objetiva, ainda sim, quando comparamos aos mais diversos lugares do mundo onde tenha água, olhar apenas para este mar não é tão ruim afinal.

    Tiago:

    - Christian, vou providenciar uma embarcação...

    - Evite chamar a atenção, Tiago, e que seja uma embarcação que nos deixe com aparência de simples pescadores...

    Estávamos numa costa rochosa, onde as águas se quebravam bravamente, o som do mar era ameaçador, removemos nossas sapuris, as mesmas ficavam em repouso, indo para o mundo dos mortos, Galileu não havia dito nada mas, parecia ser um bom observador, estava focado na missão.  Sem demorar muito Tiago trouxe-nos o pequeno barco, os ventos não ajudavam-nos mas, a força nos era dada livremente, remamos não haviam templos à beira das costas que passávamos mas, a extensão do mar não permitia investigações minuciosas, porém era possível sentir um cosmo intenso como se o mesmo viesse do fundo do mar, fomos até o local onde o cosmo emanava, não havíamos percorrido nem uma parte do mar mediterrâneo mas, parecia que já tínhamos cruzado quilômetros de mar.

    Em um determinado momento o cosmo emanou mais forte, chegando a me incomodar, foi então que Galileu falou pela primeira vez:

    - Esse cosmo é terrível! Christian se ele for hostil, teremos que lutar!

    - Não! A missão é apenas de reconhecimento... Vamos mergulhar, e ver de onde vem esse cosmo.

    - Isso é loucura!-respondeu de forma diferente mas, no mesmo sentido todos os três.

    - Vamos soldados, no campo de batalha a única coisa que não se deve temer é a batalha, pois ela é sua anfitriã, tema o desconhecido, tema a fuga, e a dúvida sobre seus medos te assolarão.

    Christian pulou na água, e continuou a tentar encorajar seus soldados, Christian estava acostumado a liderar e sabia como convencer um soldado a reerguer sua espada.

    - Venham soldados, ele também não os conhece, ele também sentirá nossos cosmos indo em sua direção! Vamos rugir como leões! É hora de caçar senhores, e os predadores aqui somos nós quatro! Vamos!

    Christian mergulhou de vez, e os soldados pularam atrás dele, embora não largavam suas dúvidas, as palavras de Christian dava-lhes suporte para ao menos seguir em frente até aquele cosmo. Eles mergulharam e podiam sentir o cosmo cada vez mais próximo, foi então que as águas mudaram e tornaram-se turbulentas, a pressão aumentou, como se estivessem no fundo do mar mas, ainda estavam a poucos metros da superfície, Christian tentou acalmá-los com seu cosmo mas, foi em vão, Tiago se submeteu a pressão e tentou voltar a superfície mas, Christian agora sentia seu corpo ser puxado cada vez mais para o fundo, coincidentemente na direção do cosmo que emanava.

    Tiago foi morto pela pressão ao tentar fugir, Galileu e Matias tentavam se acalmar e deixavam ser puxados para o fundo do mar como Christian fazia, no entanto ao sentirem mais uma vez o cosmo se aproximar, temeram e tentaram fugir dele, o que os levou a serem esmagados pela pressão oposta ao fundo do mar...

    Então esse é o meu fim? Ser puxado por uma armadilha como esta... Meus soldados morreram, parece que carrego a maldição de ver meus subordinados serem aniquilados, era assim no exército do rei, e voltou a ser hoje, também nas forças de Hades.

    Mantive a calma, e quando voltei a olhar para a direção em que meu corpo era puxado, vi uma luz dourada muito forte, e finalmente um alívio súbito na pressão que molestava meu corpo, no meu rosto molhado um ar frio tocou-me, eu estava de novo em terra mas, ao mesmo tempo no fundo do mar, caí brutalmente no chão, estava atordoado, a pressão na minha cabeça denunciava que eu estava ainda sob os efeitos da pressão esmagadora de segundos atrás.

    Era um lugar seco, as águas do mar pareciam ser o céu, havia um imenso templo destruído, o lugar em si era belo e de fácil degustação visual, os olhos iam até o fim do horizonte sem encontrar um final evidente, como se ali fosse um mundo à parte, aos poucos tentava recuperar meu fôlego.

    Será que este é o templo submarino? Mas, por que o deus dos mares precisaria de ar? Nas histórias não era sempre dito que seu reino era coberto por águas?

    Com dificuldades para andar, caminhei alguns metros, tentando fazer um reconhecimento gráfico do local, foi então que percebi que não estava sozinho naquele local...

    Essa presença...

    Chorando, e demonstrando muito pavor, uma garota que aparentava ter uns oito anos de idade correu na minha direção, tremendo de medo e me abraçando, disse:

    - Por favor me leva pra casa! Eu to com medo! Muito medo!

    -Mas o que uma criança faz num lugar como este?! Diga criança, que lugar é este?

    - Não sei, o barco onde meus pais estavam afundou e eu cai aqui.

    - Você devia ter morrido, criança insuportável...

    A garota correu para longe de mim, eu invoquei a Balron, ela vestiu-me, e estando devidamente trajado, saquei meu chicote, e acertei sem piedade a criança que ali estava.

    - Chega de hipocrisia! Não acreditei nem por um instante em suas palavras, apenas usei como artificio para poder recuperar meu fôlego, quem és tu, demônio?

    Tem forma infantil mas, possui um cosmo esmagador...

    A garota que sangrava na testa devido a ação do meu chicote, deu uma risada diabólica, e assumi a forma de um guerreiro, que trajava uma espécie de armadura dourada.

    - Então você descobriu? Hahaha, estou gostando de você cada vez mais... Num instante evita sua morte mantendo-se sereno quanto ao cosmo que repele essas águas, e agora desvenda minha transformação tão facilmente.

    - Eu senti seu cosmo assim que entrei na barreira, como lhe disse, apenas esperei para recuperar meu fôlego... Não tive a intenção de invadir esse lugar apenas queria descobrir de onde vinha o cosmo que pulsava tão forte à superfície.

    - Eu sou Dalfon de Lymnades. Este é o domínio do rei dos mares, deus dos oceanos, senhor absoluto das águas... Pelo seu traje, e a frieza de seu cosmo, vejo que já não possui vida, deve ser um dos escravos de Hades. Diga-me seu nome...

    - Christian de Balron, a estrela celeste maior sábia. Não sou um escravo, sou um soldado do exército de Hades, é um prazer conhecê-lo Dalfon.

    - Está zombando de mim?!

    - Não vejo motivo para zombar de ti, defendes a morada de seu mestre, e isto te faz um guerreiro de honra. Eu respeito os valores de um guerreiro, seja ele meu inimigo ou aliado. Vim aqui unicamente para saber sobre Poseidon, fui enviado pela representante de Hades na terra, uma inevitável guerra ocorrerá, o que seu senhor fará nesta Era?


    - Hahahahaha, você é um cara ousado. Não direi nada sobre meu mestre, apenas diga a Hades que a humanidade será lavada pelas águas da purificação... Ou melhor, não acho que levará esse comunicado a ele, pois não sairá daqui com vida, espectro!

    - Já disse, não vim aqui para lutar.

    A missão sempre é o mais importante Christian, um bom soldado cumpre regras, é sua excelência em ser justo com as expectativas de seu senhor que o faz ser digno, e a honra é a única medalha que não pode ser arrancada de um soldado, a não ser por ele mesmo...

    - Nos encontraremos no campo de Batalha Dalfon. Até este dia, alimente sua vontade de me combater, então teremos uma grande batalha! Mas, hoje minha missão não é a de lutar contra você...

    - Está ficando fora de si espectro? Me feriu na testa, e descobriu a localização de uma das entradas ao mundo submarino! Acha que permitirei que se vá?!

    - Fique a vida dos meus três soldados, como troca equivalente por tudo que aconteceu aqui... Espero te ver novamente Dalfon mas, neste dia, desejarás não ter pedido para lutar comigo.

    Christian explodia seu cosmo, fazendo com que chamas rodeassem seu corpo, e quando Dalfon percebeu, as chamas desapareciam junto com Christian... O espectro de Balron usava a benção de Hades para o livre acesso ao submundo, e voltava para este, surgindo a poucos metros da Giudecca.

    Nunca imaginei que mesmo com meu estado de espírito atual, poderia sentir a perda de soldados, mesmo não tendo nenhum vínculo com eles, suas mortes faziam com que eu me sentisse inútil, e nada mais que isso. Porém não havia compaixão por suas mortes, talvez um egoísmo estivesse crescendo dentro de mim, ou quem sabe já estivesse florescendo.

    Entrei na Giudecca, e relatei toda a missão a Pandora, após ter relatado sobre a morte dos soldados, e nossa procura pelo lugar, eu evidenciei alguns pontos que considerava ser de suma importância.

    - Então minha senhora, essas foram as informações que consegui. Mesmo que aquela não seja a única entrada do reino submarino, qualquer um mais atencioso quanto ao mundo ao seu redor, poderá sentir o cosmo que emana da barreira, creio que se deve ao fato de Poseidon já estar tramando algo, porém poucos são os servos de Atena que cruzam aquelas águas por aquelas regiões, devido a existência das guarnições católicas. Pelo que pude sentir, os servos de Poseidon possuem um poder equivalente, ou maior aos dos espectros celestes maiores. Embora pude respirar naquele domínio, eu acredito que Poseidon possa oferecer algum tipo de privilégio aos seus servos, lutar naquele lugar certamente não será como lutar em qualquer outro lugar no Seikai. -

    - O reino de Poseidon é determinado como Kaikai, e agora sabemos o porquê... Embora seja um lugar na terra, é um mundo todo à parte, uma existência criada pelo poder do deus dos mares... A missão foi bem sucedida espectro, por enquanto é só.

    - Obrigado senhora, irei me retirar.

    - Christian de Balron, antes que eu me esqueça, selecione para si soldados, e os deixe em condições de batalha, ou quem sabe alguns espectros terrestres, suas habilidades militares serão de grande ajuda a essas forças menores. Suas missões fazem obrigatório que tenha soldados a seu dispor. Isso é tudo.

    - Sim senhora, providenciarei tudo que me pediste.

    Poseidon, Atena... Quão formidável serão as forças de seus exércitos?

    Me retirei da Giudecca, e agora, debaixo de novas ordens, selecionava pessoalmente os soldados do reino, para que estes pudessem estar melhores preparados para as futuras batalhas.





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    Re: [Missões] Christian de Balron

    Mensagem por MOD Yakecan de Cancer em Seg Jul 21, 2014 10:46 am

    A narrativa cumpriu muito bem com todos os requisitos da missão apresentada e se desenvolveu de forma interessante e coesa. Foi possível notar ainda certa evolução do personagem quanto aos seus aspectos psicológicos, parabéns.

    Missão cumprida, dois níveis adicionados ao personagem.


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    Re: [Missões] Christian de Balron

    Mensagem por Benhardt de Necromancer em Qua Jul 23, 2014 6:31 pm

    Solicito uma missão assim que possível.

    De qualquer tema...


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    Re: [Missões] Christian de Balron

    Mensagem por MOD Yakecan de Cancer em Qua Jul 23, 2014 10:17 pm

    Missão II: Uma guerra de muitas batalhas.

    Tema: A guerra é composta de inúmeras batalhas, muitas vitórias e derrotas, apesar disso algumas batalhas são importantes o suficiente para alterar o rumo de toda uma guerra.

    Christian recebe uma convocação de um dos juízes do submundo, não era aquela com a qual ele tinha um convívio maior, e sim Vorgar de Wyvern.

    O imponente juiz comanda que o espectro Balron dirija-se ao nepal, tinha informações que um jovem detentor de um grande cosmo adormecido vivia no local e que cavaleiros de Athena sem dúvidas iriam recrutá-lo para a iminente guerra que se aproxima, pois se o cosmo do jovem despertasse completamente, seria uma grande aquisição aos chamados santos de Athena.

    Estrelas terrestres foram enviadas para assassinar o jovem, mas foram derrotadas, provavelmente por cavaleiros. Por este motivo uma intervenção de uma estrela Celeste fazia-se necessária.

    Objetivos:
    > Narre o encontro com o juiz Vorgar de Wyvern e o recebimento da missão, bem como suas peculiaridades.

    > Apresente o cenário do recluso templo no nepal, e as impressões do personagem.

    > Dois cavaleiros de prata estão presentes no templo para a proteção do jovem, sendo impossível evitá-los para chegar ao mesmo. Narre o combate da forma como preferir, em sequencia ou ao mesmo tempo, atente-se que devido ao maior numero do oponente a batalha não pode ser considerada fácil.

    > Narre o encontro com o jovem iluminado. As impressões de encontrar alguém que Christian jamais encontrou, tanto em sua vida como soldado quanto em sua vida como espectro. Um diálogo deve ser desenvolvido. É de sua escolha se o jovem viverá ou morrerá.

    Dê a devida profundidade ao texto,
    Boa sorte.


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    Re: [Missões] Christian de Balron

    Mensagem por Benhardt de Necromancer em Sab Jul 26, 2014 9:23 pm







    Princípio das Dores

     

    Missão II: Uma Guerra de Muitas Batalhas

    - Vamos! Seus corpos são imortais, vocês devem ser capazes de fazer frente aos santos de bronze de Atena! Acho que na minha época quando eu desconhecia o cosmo, eu era mais forte que vocês! Vamos! -

    Christian comandava com unhas e dentes os esqueletos, tentando separar para si os melhores, sua última missão de rastrear o reino submarino levou a morte três soldados despreparados que se assustaram facilmente. Ele fazia com que os espectros tentassem destruir rochas enormes através do cosmo. O sangue de Christian parecia querer tingir um quadro em branco para preenchê-lo com as cores da guerra, tamanha era seu foco em ensinar os esqueletos a administrarem melhor suas forças.

    Eles não conseguem raciocinar direito, será que leva-se tempo até administrar os cinco sentidos? Mas eu fiz com tanta desenvoltura, em tão pouco tempo... Falta-lhes convicção, eles lutam por seus próprios conceitos, não por uma causa maior.

    - Christian de Balron, sua presença foi solicitada na Caína. O Senhor Vorgar deseja vê-lo.

    Olhei para o lado e vi Darmian de Nasu, um espectro andrógino que mantinha uma reputação ampla no Meikai, sendo apontado por muitos como um dos mais poderosos, seu olhar estava aflito, e tão somente deu-me a notícia e sem demora se afastou do lugar, me deixando a sós com meus pensamentos.

    Vorgar... Ele não é homem para se jogar conversa fora, se fui solicitado por ele, significa que haverá alguma movimentação atípica no reino.

    Me dirigi sem mais delongas, apenas determinei o treinamento que os soldados executariam na minha ausência, e em um breve momento chegava à Caína, a morada do juiz de Wyvern, lá chegando vi o juiz em pé, encostado numa larga pilastra, trajava sua sapuris, estava sem o elmo, e com seus olhos fechados como se estivesse em plena paz.

    Me aproximei um pouco mais, e ajoelhei-me como de costume, deixando apenas um dos joelhos tocar o chão, enquanto o outro permanecia dobrado junto a perna que não descia como um todo,  eu já estava vestido com meu traje, e embora apresentações fossem desnecessárias em virtude que o mesmo já estava a minha espera, lhe saudei, usando um tom sereno, porém audível naquela imensa sala...

    - Senhor Vorgar, Christian de Balron se apresentando. -

    Vorgar continuou encostado na pilastra, com seus olhos fechados, seus braços estavam cruzados, e então me disse, sem alterar qualquer aspecto de sua pose atual:

    - Balron, você foi selecionado para uma missão, da qual eu fui designado, mas devido aos muitos rumores de guerra, vetaram minha saída do Meikai por tempo indeterminado. Eu tentei argumentar com Pandora sobre a incapacidade de qualquer outro espectro no reino de executar tal tarefa, mas seu nome foi dito em um tom de confiança. Parece que tem se saído bem com as missões até esse momento, então pedi para te liberar pessoalmente, no entanto, espectros terrestres foram enviados para essa missão e foram mortos...-

    Vorgar abriu seus olhos, agora fitava os meus, de tão concentrado parecia que o juiz nem mesmo piscava-os, antes parecendo uma estátua ali parada, a concentração de Vorgar era nítida, não importa a gravidade da situação ele jamais se mostrava abalado com nada, era o guerreiro perfeito, um exemplo de líder, e continuou dizendo:

    - Não é um risco, ou uma probabilidade, é um fato que nesta missão confrontos irão acontecer, cabe a você determinar até que ponto eles serão necessários para sua missão ser concluída. Um humano nasceu com um cosmo colossal, é um sábio que vive nos domínios dos Mallas, próximo das maiores altitudes do mundo. Não permita que Atena tenha-o para si, a morte dele não é a única solução, mas certamente a mais correta. Santos de Atena estarão guardando o jovem, o que pensa sobre isso, espectro? -

    Vorgar desencostou da pilastra, e dando alguns passos pela sala, pôs suas mãos para trás de seu corpo, e parou novamente em uma linha reta a minha frente, complementando suas palavras antes que pudesse lhe responder, disse-me:

    - Incomoda-te ter sua vida colocada em jogo diante do bem estar da investida de Hades contra Atena? -

    Já enfrentei o frio e sobrevivi, lutei com fome e quase sem forças e vi meus adversários caírem, vi pequenas tropas em que eu estava envolvido derrotarem forças maiores e mais numerosas... Agora eu era imortal, e a vontade de Hades era tão vital quanto o ar que eu respirava, estava diante da minha maior missão até o momento, a chance de obter um reconhecimento no meio das forças de Hades, o que não me chamava atenção pela glória, mas sim por mostrar-me útil ao Imperador.

    - Já sinto o cheiro dos cadáveres, senhor Vorgar. -

    Me pus de pé, retirando meu elmo, e olhando nos olhos do juiz com respeito e clareza, mostrando que tanto o admirava quando o respeitava, e disse-lhe:

    - Não recuarei até que a missão seja concluída, localizarei o reinado dos Mallas, na zona atualmente monarca chamada Nepal, eliminarei os obstáculos, e silenciarei o alvo, meu senhor. É uma honra ter minha vida findada caso isso nos leve ao êxito desta missão. -


    Vorgar olhou em meus olhos, e deu sua última ordem, sendo curto nas suas palavras, e duro no tom de voz:

    - Agora vá espectro! Aplique a soberania de Hades sobre a terra. -

    - Sim senhor! -

    Fiz um breve aceno com a cabeça, e saí da Caína, usando a benção de Hades, cheguei até o Sekai, os ventos frios cortavam levemente meu rosto, desprotegido pois vestia-me apenas com minha sapuris, acendi uma chama em minhas mãos, usando minha habilidade "Resistência Infernal", e prossegui em meu caminho. Um elevado monte belamente esverdeado revelava um templo em seu centro, quanto mais descia as montanhas, menos fazia-se necessário o uso da chama para me aquecer, eu podia sentir um cosmo em constante elevação, não lembrava o de um guerreiro, era indiferente quanto a ser agressivo ou não. O templo era relativamente grande, e podia ser visto de longe, seu telhado vermelho, suas paredes brancas, lindos campos de flores na sua frente, e as montanhas ao redor como se fossem muros, e de fato eram, pois o templo era afastado de qualquer povoado.

    Não terei problemas quanto a esse cosmo, embora seja verdadeiramente intenso, segundo os dados da missão é apenas um garoto, no entanto onde estarão os cavaleiros de Atena? Voar até lá, é denunciar minha chegada, e quem sabe ser sorteado com uma morte certa...

    Avistava diversos monges que andavam por entre as depressões ao redor da área mais elevada aonde se encontrava o templo, eles vestiam-se de mantos amarelos como o sol que se põe sobre o mar num dia quente de verão, resolvi questioná-los sobre a localização de pessoas estranhas por ali, mas tão somente me ignoraram e correram para o templo, no entanto havia um jovem colhendo flores, e este se encontrava de costas vestindo um manto branco como a neve, diferente dos demais monges. Fui questioná-lo sobre o local e a presença de cavaleiros, e sem sequer virar-se para ver quem eu era, com tranquilidade disse:

    - Você também veio aqui por causa de mim, não é? Vocês sempre aparecem por aqui, alguns vestidos com armaduras douradas, outros com coloridas, mas vocês que usam elas negras são raros, quase nunca aparecem, os outros sempre os expulsam daqui. Não entendo bem o que falam, mas em geral nunca compram flores para ajudar o templo, e ainda me colocam numa guerra em que eu não queria entrar, mas o destino me fez estar bem no centro do caminho de vocês, eu preferia não estar nesse meio... -

    Que jovem... Sem dúvida é ele.

    - Me chamo Christian, eu sou- Era interrompido pelo jovem que continuava a falar, ainda sem se virar para me olhar no rosto.

    - Você veio aqui para me matar, faça logo... A culpa foi minha, quando era mais jovem mostrei conhecimento a muitos e também mostrei a força que havia dentro de mim, desde então tornou-se impossível viver em paz. -

    O jovem se virou e olhou em meus olhos pela primeira vez, ele aparentava ter uma idade entre 16 a 18 anos, e olhando para atrás de mim, disse:

    - Parece que agora você não poderá me matar, eles estão vindo, e se eu fosse você iria embora, porque todos os de armadura negra são mandados embora por eles, embora acho que eles na verdade os matam, e me acham inocente demais para saber disso. -

    Ao me virar, vi dois cavaleiros de prata aproximarem-se de mim, um posicionou-se a minha direita, e o outro a minha esquerda, seus cosmos eram majestosos, naquele momento entendi o motivo dos espectros terrestres terem morrido, eles pareciam cavaleiros habilidosos e experientes.

    - Vocês espectros deviam ficar no Meikai, e esperar por suas mortes. Mas já que insistem em vir ao Sekai, morrerão precocemente... Eu sou Ariel de Pavão. -

    - E eu sou Menak de Lótus, somos discípulos de Lizael, antigo cavaleiro de ouro de Virgem, este garoto será um santo de Atena, sua morte é inaceitável, sugiro que se renda e fuja, espectro. -

    - Palavras tão cansativas, tão vazias, soam como ecos em uma caverna escura, os guerreiros que dizem lutar por liberdade, querem determinar o futuro de um jovem que não deseja estar no meio desse confronto, será que sou mais injusto aqui que vocês? Quem é maior vilão entre nós? -


    - Não diga bobagens! Não queremos obrigá-lo a nada! - Dizia Menak.

    - Foram palavras próprias do jovem, eu tão somente as repeti para vocês, se for mentira que ele desminta agora... -

    O jovem abaixou seu olhar, dando a entender que aquelas haviam sido suas palavras, e em seguida desapareceu, na verdade o jovem jamais esteve ali, e o que eu entendi é que aquela, nada mais era que uma projeção astral do mesmo.

    - Achou mesmo que uma jóia tão preciosa estaria desprotegida aqui fora? Seu espectro tolo! Prepare-se para a batalha!- Gritava Ariel com seu cosmo elevando-se para a batalha.

    Jamais estive diante de uma projeção que chegasse tão próximo da realidade, eu poderia jurar que era real. Quais serão os limites dos poderes desse jovem?

    Unia minhas mãos, elevando meu cosmo, pouco a pouco o ar girava, criando um vórtex que se desestabilizava fazendo com que minhas chamas acendessem e passassem a rodear meu corpo, corria rapidamente para o centro dos dois cavaleiros, eu acreditei que ambos sem afastariam em linhas paralelas a suas últimas posições mas tal coisa só aconteceu com Menak, equanto Ariel disparou uma técnica contra mim, aparentemente parecendo ser algum tipo de meditação, um corte profundo abaixo do meu peito direito abriu-se, e embora eu perde-se um pouco do dinamismo em minha investida, estava no meio dos dois e aquilo era tudo que eu queria.

    - Não importa se vocês sabem ou não dançar, elas não recusarão o convite! Círculo de Fogo! -

    As chamas rodeavam o corpo dos dois, e eu passava a ser o centro do círculo, os dois eram cavaleiros de prata, acostumados com batalhas não iriam se assustar e entrar em desespero tão facilmente, então Menak veio em minha direção como se fora me acertar um soco, e neste momento dissipei as chamas do círculo, tornando todo o local que o círculo envolveu, cerca de um raio de 50 metros, um mar de chamas.

    - Sintam as chamas infernais! -

    Mesmo tendo atingido Menak com as chamas, não pude evitar o golpe pela lateral do meu tórax dado pelo mesmo, agora um lado estava sangrando relativamente pouco e de maneira lenta, enquanto o outro apontava uma dor tão aguda que passava a impressão de ter quebrado uma ou mais costelas, minha mão direita se apoiava no chão, enquanto a esquerda apertava a ferida no lado direito abaixo do peito. Os dois estavam com as mãos nos olhos, não sei se havia cegado-os ou se estavam apenas incomodados pelo calor mas aquela mostrou-se a situação perfeita, e não a desperdiçaria de forma alguma.

    Seja a espada do guerreiro como sua própria respiração na batalha... Dois a menos, das 88 constelações!

    As chamas concentravam-se em minha mão direita, pouco a pouco a temperatura chegava a proporções drásticas, e era totalmente possível contemplar a forma de uma espada composta por chamas negras, tendo em seu interior o vermelho brilhante do fogo que molda o metal, um brilho suficientemente capaz de resplandecer em meus olhos cinzas, que como espelhos, revelavam a "dança" das chamas agrupando-se até tomarem totalmente a forma de uma espada, de cerca de 90 centímetros.

    Corria, a velocidade era alta mas não desesperada, e me mantinha preparado para possíveis desvios dos alvos, ao chegar cerca de 3 metros de Menak, saltei buscando lhe atingir no pescoço, e num rápido movimento cortei-lhe a cabeça. Minha respiração era ofegante, a ferida pulsava dolorosamente, e as costelas me oprimiam quando forçava a respiração, era inevitável a dor, eu precisava me virar, o próximo alvo estava atrás de mim, o pé direito mudava sua direção, e eu deslocava o peso do corpo para ele, o rosto virava mais rápido do que os cabelos podiam se agrupar sem atrapalhar a linha de visão, dei o último suspiro para pegar embalo, aquele suspiro que lembra a prévia de um mergulho, e de fato eu iria mergulhar na execução de mais um movimento rápido.

    Ariel meditava uma espécie de mantra de liberação, e era possível ver a imagem como a de um deus ou santo desconhecido para mim, que possuía diversos braços e todos eles faziam os mesmos movimentos de mãos de Ariel.

    Não terei tempo de acertá-lo antes que sua técnica me atinja!

    Corria na direção de Ariel, minha única chance era chamar totalmente a atenção dele para mim, de maneira que ele se concentrasse em me acertar, ignorando as variáveis do campo de batalha, seria um segundo, entre o disparo de Ariel e minha esquiva, se dentro da enorme margem de erro, eu arrisquei... Saltei, abrindo minhas asas, o disparo de Ariel saiu quando eu me distanciava a menos de um metro da técnica, espaço suficiente para ter minha perna direita atingida, pousei por detrás de Ariel, e sem tempo para lamentar minhas dores, transpassei minha espada em seu coração, fazendo com que a mesma se dissipasse após, queimando-o tanto por dentro quanto por fora.

    O impacto de meus pés no chão, fez questão de me lembrar das feridas, e mau consegui ficar de pé, de novo me vi apoiado em minha mão direita e com a mão esquerda pressionava o lado direito do peito, onde agora o sangue saía mais abundantemente, minha perna direita sangrava, e naquele momento preferi nem retirar os destroços da sapuris para não presenciar resultados piores. Com dificuldades caminhei até o templo, ao redor do jovem haviam monges que permaneciam sentados na posição da flor de lótus, o jovem igualmente estava sentado e meditando, então lhe disse, temendo perder minha vida pela hemorragia no meu peito:

    - Agora é minha vez de questioná-lo, seu assassino chegou até aqui, o poder que existe dentro de você não pode chegar até as mãos de Atena, espero que esteja pronto para a morte. -

    O jovem manteve a calma, e disse-me:

    - Me chamo Luzen, tudo que lhe disse foi verdade. Anseio por uma liberdade que parece não existir aqui, mas não pelo lugar, e sim por mim. Você veio me libertar, me ajudar a encontrar um caminho maior que essa guerra, encontrar-nos com nosso interior é viver além da vida, e seus olhos mostram que você encontrou seu caminho, sua luz, sua verdade... -

    - Por muito tempo procurei meu lugar no universo, e descobri que a resposta estava dentro de mim, as vezes só é preciso usar um espelho para descobrir seu destino, pois sempre teremos que fazer escolhas, então o espelho sempre mostrará o responsável por seu destino, em outras palavras; Nós não determinamos o mundo a nossa volta, mas determinamos como viveremos nesse mundo. -

    - Você escolheu me matar para me dar a liberdade, ou para dar a liberdade a si próprio? -

    - Sua morte libera o caminho para que uma verdade maior que minha existência seja proclamada. Hades deseja acabar com as angústias que assolam o mundo, mas somente humanos merecedores poderão gozar do privilégio do reino eterno. Sua morte, será uma das etapas mais importantes da mudança na história da humanidade... Mas ainda assim será o fim da sua vida. -

    - Um homem consciente de seu lugar no universo, não teme a morte, ele sabe que poderá atingir planos maiores, sempre que se desgrudar das sensações inúteis desse passeio tão breve chamado; vida. -

    - Qual lado deseja que vença esta guerra, Hades ou Atena? -

    - Se eu soubesse, ou tivesse segurança suficiente para lhe responder, estaria mais próximo da iluminação, mas essa dúvida é a minha prisão. Se eu tivesse escolhido um lado, minhas dúvidas estariam liquidadas, e então eu poderia abrir olhos para enxergar mais claramente a verdade do mundo. -

    - Então escolha o lado de Hades, e se una a nós, para contemplar a nova existência, o fim da jornada, e o recomeço de todas as coisas... -

    - Se for capaz de responder-me duas perguntas, e suas respostas forem precisas, então entenderei que a verdadeira luz encontra-se com Hades... -

    Meu olhar se cruzou com o do jovem, de qualquer maneira eu iria matá-lo, o templo era de madeira, colocaria chamas por todo o local, tornando-o um verdadeiro inferno. Mas, a presença daquele jovem era imponente, seu desafio parecia ser ordenado e não pedido, era um poder como o de não temer mais a morte, como se fosse capaz de ter atingido o 8º sentido. Esperei em silêncio até que ele fizesse as perguntas, acenando com a cabeça brevemente para ele. Continuava a pressionar a ferida para comprimir a hemorragia.

    - Servo de Hades, responda-me; Por que serve a Hades? -

    - Nele encontrei a verdade da minha existência, mas não é por gratidão... O sirvo para evitar que outros mais sintam o sofrimento que meus companheiros de batalha sofreram, e vejam seus sonhos afogados num mar de sangue. -

    - Como reagiria se Hades traisse você? -

    - Ficaria abalado pelas minhas fraquezas humanas, mas teria a convicção de que ele traiu a si mesmo, antes de me trair, e isso já seria suficiente para eu saber que cumpri o propósito da minha existência, mesmo que tenha sido enganado. -

    - És sábio a sua maneira, contudo ainda é verdadeiramente sábio até mesmo aos meus olhos... Que guerreiro formidável, embora esteja aqui para me matar, me respondeu com toda claridade e honra. Me vê apenas como um alvo, e não hesita em negar qualquer tipo de contato, porque simplesmente não mudará seus conceitos, liberte-me guerreiro de Hades, eu sei que não permitirá que eu viva, e quando eu der meu primeiro passo no mundo dos mortos, será como se tivesse dado o primeiro passo da minha vida!
    Pois ao longo dos anos, fui apenas um objeto de interesse para todos que vinham aqui se servirem de minha sabedoria, mas você me dará algo em troca, e eu também te darei, um dia entenderá, e se não entender; é porque simplesmente não desejou fazê-lo. -

    Elevei meu cosmo, e criei mais uma vez o círculo de fogo mas desta vez meu alvo era incendiar todo o templo, e dentre as chamas e os monges que tentavam escapar; Eu podia ver o rosto do jovem iluminado, e nele uma expressão de satisfação desaparecia entre as chamas, dando lugar à suas últimas lamentações pela dor de ser queimado vivo.

    Retornei ao Meikai, já havia perdido bastante sangue, passei rapidamente pela morada dos espectros celestes, e me alimentando de alguns frutos da Mokurenji, estanquei em parte a hemorragia, e passei a me recuperar pouco a pouco, ao todo haviam se passado 6 horas desde a minha saída, e o êxito da missão, caminhei até a Caína, onde apresentei meu relatório a Vorgar, ressaltei as habilidades de Luzen, e pedi que se possível este fora recrutado para ser um dos meus soldados, tal pedido no entanto foi apenas levado em consideração pelo juiz, que garantiu dar-me a resposta em alguns poucos dias...

    Desejei a morte inúmeras vezes, mas a vontade de viver dos meus irmãos de orfanato invadiam meu coração e minha alma, agora eu continuava vivendo, e mais do que nunca por um objetivo que ardia no meu coração leal, e na minha alma ferida pelas lâminas da guerra, ver uma nova era da humanidade, ver Hades orquestrar um mundo livre dos sentimos ruins dos humanos. Nunca mais haverão crianças abandonadas pelos pais que se tornem soldados movidos a sangue e fúria, que se tornem homens que conhecem o inferno do campo de batalha, não existirão mais mulheres que ao invés do beijo caloroso do amado recebam cartas manchadas de sangue do marido que jamais voltará para a casa, nem o filho que insistentemente perguntará a mãe sobre o pai...
    Os humanos são violentos, são sujos, a pureza de Hades faz com que eu possa enxergar com olhos que jamais usei, e hoje vejo que foi o fardo de carregar a dor dos sonhos não realizados de meus amigos, que me guiou até encontrar a verdadeira função da minha existência, que é trazer esta paz eterna ao mundo.






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    Re: [Missões] Christian de Balron

    Mensagem por MOD Yakecan de Cancer em Dom Jul 27, 2014 8:28 pm

    Além de apresentar uma narrativa muito bem redigida como de costume, cumpriu com todos os objetivos traçados, dando-lhes a devida atenção, desenvolvimento e profundidade, meus parabéns.

    Missão cumprida. +2 níveis foram adicionados ao personagem.


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    Re: [Missões] Christian de Balron

    Mensagem por Benhardt de Necromancer em Dom Ago 03, 2014 4:50 pm

    Solicito uma Missão.
    Tema livre.


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    Re: [Missões] Christian de Balron

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