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    Novas Lendas: Christian & Cecilia

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    Benhardt de Necromancer
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    Novas Lendas: Christian & Cecilia

    Mensagem por Benhardt de Necromancer em Seg Jul 14, 2014 5:29 pm







    Uma Missão no México

     

    Por que ela não sai da minha cabeça? Ainda bem que não a vi mais, seria interessante ver o limite de seus poderes, será que consegue manipular dois ou três cavaleiros ao mesmo tempo? Os cavaleiros de ouro... São perigosos, eu quase morri aquele dia. Não devo subestimar suas capacidades.

    Enquanto perdia-me em pensamentos, estando próximo ao jardim localizado perto da segunda prisão, Mandrágora veio até mim, trazer ordens de Pandora:

    - Hey, se liga oh otário, Pandora quer te ver. Parece que você agora é o queridinho da cúpula né? Sendo sempre requisitado, pela expressão dela deve ser algo importante... Ela detesta esperar, então vai logo, vou ficar no seu lugar. -

    Mandrágora era do pelotão principal, e agora mal saía em missões, de alguma maneira ele me culpava por isso, embora eu apenas fizesse o mesmo que todos, parecia que os resultados eram mais satisfatórios quando eu estava presente na investida.

    - Bobagem, é apenas impressão sua... Não tem sido fácil todas essas missões, às vezes é necessário para sair do tédio mas, de qualquer maneira não somos nós que escolhemos.

    - Neste ponto concordo contigo mas, se você demorar mais para chegar lá, vai desejar nunca ter estado com Pandora... Haha

    Saí da Segunda prisão, elevando meu cosmo negro e despertando minha sapuris, ela vestiu meu corpo devidamente, e com suas asas, e a proteção da estrela maligna, fui na direção da Giudecca, para o encontro com Pandora.

    Certamente Mandrágora não devia estar brincando, Pandora deve ter motivos para estar tão séria. Mas, por que chamar a mim? Tenho consciência dos meus excelentes resultados nas missões mas, entre os espectros isso poderia gerar discórdia, o que me deixaria numa situação nada confortável...

    "Pousei" na entrada da Giudecca, e depressa entrei, o som da sapuris tocando o chão com rapidez era incômodo e logo que me aproximei mais da sala principal, diminuí meu ritmo para não incomodar qualquer possível conversa que estivesse acontecendo ali. Ao atravessar as cortinas, vi Pandora sentada com um livro em mãos, suas pernas em cima da mesa, com seu vestido até acima dos joelhos, seus olhos apenas levantaram e ela olhou para mim, por alguns segundos a olhei nos olhos, e logo depois me agachei, deixando minha perna direita com contato através do joelho ao chão, e minha esquerda semi flexionada, e de cabeça baixa, disse:

    - Christian de Balron, a estrela celeste maior sábia se apresentando, senhora.

    Ela arrastou sem qualquer cerimônia a cadeira em que estava sentada, fazendo um ruído insuportável, em seguida deu alguns passos até onde eu estava, e me deu um pergaminho, eu peguei o mesmo, e fiquei agora, a olhar para ela, que disse:

    - Espectro, tenho uma missão para você, de extrema importância...

    Eu apenas olhava recebendo as instruções, permanecendo agachado, ela se afastou novamente, agora sentando na mesa e olhando para o papel em minhas mãos...

    - Existe um artefato que pertence a Hades e foi perdido há séculos, ele permite dar total invisibilidade ao seu usuário, o que não sei é se o mesmo proporciona invulnerabilidade a barreira de Atena, sendo assim, poderíamos fazer cópias deles, e invadir o santuário sem maiores problemas. O pergaminho que lhe dei é o mapa que indica a localização de Teotihuacán, cidade Asteca, lá há pelo menos três pontos principais de suspeitas... A pirâmide da lua, a pirâmide do sol, e a pedra do sol. Algum comentário, espectro?

    Me levantei, abrindo lentamente o pergaminho, e lendo um pouco sobre, lhe perguntei:

    - Senhora Pandora, nunca me queixei de missões, nem posso fazê-lo, por favor não entenda minha pergunta como um questionamento... Mas, não é uma área muito vasta para se procurar um artefato tão pequeno? Saímos geralmente em grupos de busca.-

    - O senso de dever não existe, parece que há somente reclamações, não é espectro? Essa missão não é sua, é dela, você apenas vai auxiliá-la, não queremos chamar a atenção por enquanto das tropas de Atena, eles possuem uma unidade à alguns quilômetros de lá, por isso a importância da discrição. Você tem sido um soldado normal até agora, tendo aproximadamente 85% de êxito em suas missões, espero não ter que me decepcionar contigo nesta, não haverá grupos, isto já está determinado.

    Tão seca... Insuportável ter que lidar com ela no momento da liberação de qualquer missão mas, durante e ao fim, as coisas fluem melhor. Mas, quem é "ela"?

    - Senhorita Pandora, eu prestarei auxílio a quem?

    - Achei que já estivesse devidamente subentendido que serviria no pelotão de Grifo. Ela logo chegará, você já realizou uma missão com ela certa vez, tente não deixá-la estressada com tolices, se não a missão se tornará um palco de marionetes. -

    Mal prestei atenção nas últimas palavras de Pandora, eu sairia em missão com ela?
    Teriam os deuses escolhido me castigar? Desta vez perderei meus olhos, ou irei arrancar seus segredos?

    Cecilia... Uma missão a sós, que essa missão termine como todas as outras, independente do que aconteça, vou trazer a capa de Hades.

    - Senhorita Pandora, como é o perfil dessa capa?  Existe a chance dela estar em seu estado invisível?

    Esse cosmo... Cecilia.










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    Re: Novas Lendas: Christian & Cecilia

    Mensagem por ADM Cecilia de Griffon em Sex Jul 18, 2014 10:32 pm


    O Chamado de Pandora...

    Naquele dia nada podia ser ouvido no salão da imponente Ptolomeia, os gritos de dor e sofrimento havia dado lugar ao assovio dos ventos frios da oitava prisão, o salão estava vazio em seu átrio, no palco não havia marionetes, não havia bonecas, apenas o chão negro solitário. Ao fundo do imponente salão em seu trono cravejado de pedras preciosas estava a bela juíza da terceira esfera, com sua linda boneca sentada ao colo, estava displicente e pensativa e o cenho franzindo denunciava que a jovem estava no controle de suas emoções, o que lhe concedia a sanidade.  Prever o que se passava na mente da juíza poderia perigoso e arriscado, os dedos da kyoto deslizavam pelos fios negros dos cabelos de Charlotte de forma displicente, fazendo os mesmos se espalharem pela negra sapuris.

    Seus olhos estavam perdidos na direção da entrada da imponente construção e a cabeça de Charlotte estava recosta de forma carinhosa em seu ombro, os olhos como sempre fechados no sono profundo da morte, mas nos braços de Cecilia mais parecia um breve cochilo. O elmo da sapuris estava no encosto do braço esquerdo o que mostrava que a juíza logo deixaria o lugar, na outra perna de Cecilia a pequena Maria estava repousada esperando para partir junto de sua dona, no entanto a menina de cabelos negros pensava qual seria a missão que sua ‘’imperatriz’’ a enviaria agora. A reflexão foi interrompida pelo cosmo hesitante que adentrava ao imponente lugar, Cecilia por sua vez se quer indignou-se a olhar para o espectro que ali adentrava.

    ─ Senhorita Cecília perdoe-me. Senhora Pandora a espera na Giudecca. ─ dizia com a voz tremula sem ousar olhar para a figura menina.

    Os olhos da Kyoto ergueram-se até o espectro e o mesmo podia sentir as gotas de suor minarem em sua testa, um olhar frio, sádico e perturbador, o cosmo de Cecilia ainda que contido não escondia a verdadeira personalidade da jovem. Os fios negros da franja ocultavam a profundidade do olhar, mas não era necessário encarar a menina para ter medo dela, bastava apenas sua presença. Calmamente a juíza ajeitou a boneca em seus braços a colocando em uma posição mais confortável, reclinando ela ainda mais em seus braços, os cabelos de Charlotte escondiam a negra sapuris e sua voz ecoava por todos os cantos da Ptolomeia.

    ─ Eu sei espectro. Diga a Pandora que logo estarei com ela. ─ dizia de forma fria e imparcial.

    O espectro não esperou Cecilia falar novamente e rapidamente deixou o lugar, sentindo apenas o olhar da juíza o seguir até deixar o lugar. Um sorriso de canto de boca desenhou-se nos lábios da menina. ─ ‘’Espero que a Imperatriz tenha uma missão um pouco mais a minha altura dessa vez. ─ Cecilia colocava Maria com carinho ao lado de seu elmo e tomava Charlotte nos braços levantando-se, deu alguns passos com ela nos braços e depois levou sua boca até a orelha da boneca, confidenciando a ela um segredo.

    ─ Voltarei logo minha querida. Não se preocupe... Ninguém ira nos separar. ─ sussurrava Cecilia para a boneca.

    Depois de deixar a boneca repousada em sua cama Cecilia pegou seu elmo no átrio da Ptolomeia e sua companheira estava em suas mãos, caminhava calmamente rumo a saída em direção a Guidecca. Seus passos eram calmos leves, andava de forma displicente e até despreocupada. ─ ‘’A Senhora Pandora... O que me espera agora... A cada tentativa eu me torno mais forte’’. ─ pensava a juíza enquanto caminhava, os cabelos negros caiam sobre a sapuris, misturando-se ao seu negrume, seu olhar mais do que nunca era frio, sádico e foi dessa forma que a jovem juíza apresentou-se a Imperatriz do Maikai. Seu olhar cruzou com o dela e um sorriso cínico desenhou sem seus lábios, antes da mesma ajoelhar-se diante da mulher.

    ─ Desculpe minha Imperatriz, não queria deixa-la aguardando. ─ O olhar de Cecilia mais uma vez encarou Pandora. ─ Eu Cecilia de Griffon, a Estrela Celeste Nobre estou aqui uma vez mais para servi-la. ─ o sorriso sádico desenhou-se em seus lábios enquanto falava. ─ E trazer a cabeça de mais alguns cavaleiros se assim desejar.

    Foi então que a Kyoto percebeu a presença do espectro de Barlon ao seu lado, o jovem de cabelos brancos recém-chegado ao Meikai, que havia desafiado sua autoridade e que havia coragem de questionar o ser mais temido do inferno depois de Hades e Pandora. Olhou o jovem apenas de soslaio, como se não desse importância para a presença dele ali e falou diretamente para Pandora.

    ─ E pelo visto não vou sozinha minha senhora... Pode ser interessante ter alguém para servir de distração. Bom minha senhora, peço sua licença para partir. Meu Imperador não pode esperar.

    Dizia a jovem de forma cínica, mostrando pouco importa-se com a ida do espectro, levantava-se imponentemente e esguia, colocando o elmo de sua sapuris e virando-se de costas, apenas indicando com o olhar que Christian seguisse seus passos em direção a saída.


    ... Para Um Novo Desafio

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    Re: Novas Lendas: Christian & Cecilia

    Mensagem por Benhardt de Necromancer em Dom Jul 20, 2014 12:27 pm







    Um Artefato Grego em Terras Mesoaméricas

     

    Roger, Fredwcki, Stanley, todos meus superiores durante os anos de serviço prestados ao rei, cada um com sua própria índole, eram homens que emanavam poder, mas transmitiam respeito... Cecilia era diferente de todos eles, ela não me passava uma visão de respeito, a respeitava tão somente devido à hierarquia do Meikai, ela era somente uma assassina poderosa, e com isso arrancava respeito de outras formas, como o medo mas, isso não a tornava menos brilhante em batalha, ela sabia lutar, prestava atenção nos inimigos, embora muitas vezes o subestimavam, seu poder sem dúvidas dava liberdade para tal, porém, o que esperar de uma missão de resgate com ela?

    Cecilia entrava no recinto sem sequer notar o espectro, e fazia suas ações como se ainda não notasse sua presença, apenas no momento de sua saída observou brevemente aquele que seria seu auxiliar na campanha. O Meikai era um reino baseado na autoridade da matriarca sobre as 108 estrelas, que por sua vez ficavam rendidas aos três juízes do inferno. Um delicado sistema administrativo que dependia da índole de subordinados e de comandantes, haviam por diversas vezes rixas entre os espectros, a briga para subir de nível era intensa, as missões eram realizadas de forma mais eficiente possível pois a excelência trazia regalias aos espectros, e como a maioria era controlada por suas paixões narcisistas, a convivência em missões era rodeada por intrigas, uma briga pelo poder, rivalidades perigosas que não raramente; evoluíam para traições sujas.

    No meu caso era indiferente, realizava as missões com Êxito por que gosto de corresponder aos meus superiores mas, não importava quando os créditos eram passados a outros espectros, porém em missão com um Kyoto tudo ficava mais complexo, você tinha que superar seus limites, mostrar-se capaz, os juízes não admitiam erros em suas presenças, eram mais toleráveis quando estes ocorriam fora de suas vistas mas, estando em missão a cobrança era enorme, e com Cecilia o fracasso caminharia lado a lado comigo, e qualquer tropeço poderia ser fatal, literalmente fatal...

    Seu olhar passeou por mim lateralmente, e eu continuei olhando para Pandora até que ela cessasse suas palavras, fiz uma breve reverência, e me pus a andar atrás de Cecilia. Seus cabelos negros caíam pela sapuris, que parecia ser pesada ao seu corpo juvenil, mas era apenas uma sensação, ela tinha força de sobra talvez faltava-lhe muitas coisas para mostrar-se como um guerreiro, mas se ela tivesse todas esses atributos perderia toda sua essência de menina, e aquilo; confesso, me chamava a atenção nela.

    Bonecas não possuem história, e eu sou uma boneca... Por que essas palavras me incomodam tanto? Se ela é uma sádica, disposta a tudo para matar, então que mate quantos quiser, se desejou meus olhos que fique para ela! Mas, violência não é uma justificativa para pensamentos como aqueles... Que diferença faria se ela dissesse:"Aqui há uma mulher bela que destrói os inimigos ao seu redor, tremam de medo!" Mas, não... Antes prefere chamar-se de boneca. Mas, aquelas marcas em seu corpo, o sofrimento no fundo dos seus olhos, não tenho o direito de reprimi-los, ou de avaliá-los mas, mesmo dentro da minha ignorância sobre seus motivos, ainda acho injusto ela ser tão jovem e ter tido uma vida que lhe rendesse o troféu de estar aqui...


    Caminhamos para fora da Giudecca, usamos a benção de Hades para transitar por entre o mundo dos mortos, as células de nossos corpos já não estavam debaixo dos limites físicos, elas podiam se despedaçar à uma escala tão ilimitada que era possível transmitir nossa própria existência por entre os planos dimensionais estabelecidos pelos deuses, em um breve minuto, o céu negro do Meikai, e seu clima vazio, davam lugar a um verde irrepreensivelmente belo, montanhas rasas pareciam sustentar o sol que parecia estar coberto por uma manta vermelha, amanhecia no Seikai, e aquela era uma bela visão.

    O vento cheio de vida batia em meu rosto, eu já não me lembrava o que era apenas andar pelo Seikai, não indo diretamente para uma batalha. Viajei para poucos lugares em minha vida, e todos foram por motivos de guerra mas, jamais havia saído da Europa, aquele era o novo mundo, como os capitães ingleses gostavam de falar, enquanto no meu Reino, viam com desprezo essa busca por novas terras, pois só geravam mais sangue... E seriam com certeza as próximas ambições do rei.

    Uma vegetação aberta, grandes templos ao seu fim, aqueles eram resquícios de uma civilização antiga, Pandora havia dito muitas coisas sobre eles mas, o que era comentado na Europa era que eram cruéis, e prestavam culto para deuses desconhecidos pelo resto da humanidade. Uma construção aberta podia ser vista de longe, parecia a base para se erguer algo mas, por si só era enorme, seria aquela a tal pedra do sol, que Pandora disse ser um enorme calendário a céu aberto?

    Pelo resto do mundo certamente devem existir culturas das queias jamais ouvi falar mas, embora existam cultos a deuses para cada tipo de atividade, o que a capa de um deus grego, tido entre os três maiores, estaria fazendo ali? Num mundo descoberto há pouco tempo, como ela teria ido parar ali?

    Cecilia não precisava ouvir minhas dúvidas, ela as questionaria, e iria me expor ao ridículo, certamente não me daria informações, tampouco se o fizesse seria de má vontade, eu precisava apenas seguir os preceitos daquela missão, localizar o artefato, e levá-lo para Pandora. Naquela altura dos fatos, certamente a culpa viria a ser minha se não achasse o artefato, era dever meu procurá-lo.

    Normalmente não me importava em sair em missões com ninguém mas, Cecilia era um caso a parte, evitava iniciar diálogos com ela, afinal já havia feito isso quando a questionei sobre seu passado na primeira prisão.

    - Senhora Cecilia, quais são suas ordens para mim? Deseja que eu investigue algo em específico, enquanto a senhora vê outro?

    Não estávamos longe dos templos, todavia se voássemos chegaríamos mais rápido, no entanto a caminhada era agradável, devido a arborização magnífica do lugar.





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    Re: Novas Lendas: Christian & Cecilia

    Mensagem por ADM Cecilia de Griffon em Sex Jul 25, 2014 4:02 pm


    O Mundo Novo...

    O mundo dos vivos talvez fosse o lugar que Cecilia mais odiava estar e isso era nítido em seu semblante carregado, cenho franzido, não haviam sorrisos em seu semblante, seu elmo negro forçava a franja fofa a ocultar o olhar. Respirou fundo e fechou os olhos por um breve segundo, procurando dentro de si uma paciência que não tinha, no entanto havia uma missão a cumprir e a mesma deveria ser executada com perfeição. A juíza com certeza era a mais perfeccionista de todos os seres do inferno e falhas eram puníveis com a morte. Os cabelos negros balançavam com a fresca brisa da manhã que chegava, os primeiros raios do sol pareciam ser repelidos pela negra sobrepeliz da kyoto que tinha um olhar profundo e reflexivo. Seu olhar rapidamente esquadrinhou o lugar que estavam e a mata densa chamava a atenção da guerreira, observando que o cenário se tornava muito favorável a uma emboscada.

    ─ Vamos caminhar... Assim não chamamos a atenção. Mantenha seu cosmo oculto, se tiverem que perceber algo, que percebam a minha presença. ─ Dizia de forma direta para o espectro que a acompanhava.

    Em sua mão Maria vinha sendo carregada, de forma displicente, mas ninguém jamais ousaria se aproximar da boneca de forma esquisita e psicodélica. Nada lembrava a jovem instável e louca naquele momento, estava séria e concentrada, assim era Cecilia quando tinha uma missão a cumprir. Seu cosmo mesmo estando imperceptível mantinha os sentidos da kyoto aguçados e sua habilidade natural lhe conferia o poder de perceber o inimigo a léguas de distância. As habilidades da Kyoto eram tão peculiares quanto ela, era impossível determinar o que era inerente dela e o que pertencia ao dom de sua estrela maligna, o que realmente era fato era que a juíza era extremamente letal.

    Caminhavam com passos relativamente lentos, ainda mais para alguém que podia se mover na velocidade da luz, a jovem não demonstrava ter pressa e seus olhos atentos observavam as construções antigas. Precisavam achar o artefato para seu senhor e Imperador era fato, no entanto não eram os únicos ali e seu cosmo logo sentiu a presença de inimigos, o que fez a kyoto parar de forma brusca, seu olhar levantou-se e percorreu a linha do horizonte e posteriormente focando-se a leste dali. Um sorriso malicioso e sádico desenhou-se nos lábios da menina e trouxe sua boneca para seus braços.

    ─ Ora... Vejam só... As coisas por aqui vão ficar divertidas. ─ Cecilia depois um pouco para a direção oeste. ─ Muito até eu diria... Barlon... Vamos caçar. Ou melhor. Vamos deixar que pensem que somos a caça. ─ Cecilia deu alguns passos e novamente parou. ─ Não apenas cavaleiros de Atena que estão por aqui... Poseidon mandou seus guerreiros.

    O sorriso sádico no rosto de Cecilia confrontava imponentemente a bela manhã entre as matas verdes, observava com cautela a região que estavam, mentalizando em guardando em sua mente cada detalhe que viesse a ser importante, nada escapava aos olhos atentos da kyoto de Griffon. Seus passos eram calmos demonstrando sua tranquilidade, não demonstrava preocupação com os inimigos que ali estavam também, em sua mente doentia e sádica já traçava os planos do que fazer e com certeza a presença do espectro que a acompanhava seria bem útil.  Cecilia andava como se soubesse que direção seguir, pelos menos demostrava uma grande confiança em cada passo que dava.

    Estavam no que parecia uma velha trila entre as árvores, andaram cerca de uma hora ou mais por esse caminho, até que a jovem mudou sua direção para o caminho mata a dentro. O calor do lugar era forte e a grande umidade tornava a sensação ainda pior, Cecilia no entanto não demonstrava ser atingida por tal adversidade, apenas seguia em uma direção tortuosa que em muitos momentos poderia fazer até mesmo o espectro questionar sua comandante... Se ele tivesse coragem para tal é claro.  A mata densa tornava o caminho ainda mais misterioso e se continuassem a caminhar daquela forma logo não saberia mais onde os templos estariam, no entanto Cecilia demonstrava grande tranquilidade e concentração no que fazia.

    Depois de uma longa caminhada aproximaram-se da margem de um rio de águas cristalinas, sua correnteza era forte, mais uma vez a kyoto parou e olhou na direção em que o rio corria, ao fundo as imponentes construções ainda podiam ser vistas. Cecilia retirou o grande elmo, sua mão livre ia até os cabelos tirando os fios revoltos que ousavam ocultar seus negros e profundos olhos. Cecilia encostou em uma árvore frondosa que oferecia uma sombra generosa, com carinho trouxe sua boneca até próximo ao seu peito enquanto falava de maneira direta:

    ─ Ainda não consigo ter uma noção exata de quantos inimigos temos, mas sei que estão bem próximos. Vamos parar aqui por um tempo, assim poderia observa-los um pouco mais. ─ Cecilia olhou para Christian de forma profunda. ─ Os cavaleiros de Atena consigo determinar com precisão onde estão, porém os guerreiros de Poseidon são um pouco mais trabalhosos de se perceber. Temos dois pontos importantes aqui. Primeiro matar os inimigos e o segundo pegar o item. Eu sei que a missão primaria é pegar o item, porém não quero levar um possível combate para onde o artefato possa estar. Estou primando a segurança dele. Compreende espectro?

    A juíza encarava Christian esperando uma resposta ou possível protesto por parte dele, a estranha boneca permanecia em seus braços todo o tempo e Cecilia parecia não solta-la nunca.



    ... de Deus Velhos

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    Re: Novas Lendas: Christian & Cecilia

    Mensagem por ADM Raekhar em Dom Jul 27, 2014 4:16 pm

    +1 nível adicionado aos dois.

    Realmente gostei da forma como o personagem da Cecilia foi introduzido e como Christian reagiu a ela. Parabéns. :3
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    Re: Novas Lendas: Christian & Cecilia

    Mensagem por Benhardt de Necromancer em Seg Jul 28, 2014 1:25 pm







    A Convicção de Christian

     

    Cecilia... Juíza, criança, guerreira, muitas faces escondidas atrás de um poder maior do que pode compreender. Essa obsessão em matar certamente atrasará a missão...

    A ordem era de acompanhá-la, e eu a acatei, andar em território inimigo sem ter contato visual parecia uma loucura aos meus olhos, mas o que poderia fazer além de obedecer as ordens de meu superior? O calor ofuscava a beleza do lugar, não conseguia sentir nenhum cosmo próximo dali, e somente presenças tímidas eram notadas por mim mas presenças que poderiam ser até mesmo de fanáticos Aztecas, a percepção de Cecilia era superior a minha, ela tomava caminhos diferentes, parecia que iríamos andar em círculos por horas mas aos poucos mudávamos a posição, de uma forma sutil, e inteligente estávamos tornando perfeitamente ignorável nossas presenças, como se não tivéssemos nenhum objetivo, uma forma muito eficaz de chamar a atenção como alvos fáceis e ao mesmo tempo nos alimentarmos de efeitos surpresas...

    Dizem que este é o novo mundo, os templos são enormes, poderiam ter sido feitos por homens? Há quase um ano, eu desconhecia a existência real dos deuses, e agora estou aqui, numa missão em nome de um deus grego, Hades, o deus do submundo, o deus que me concedeu a imortalidade... Existirão limites para o que está por vir? Poderei esperar que mais certezas absolutas caiam por terra? O impossível é quase um esquecimento para mim, a realidade é quase um ato de intolerância contra minha mente.

    O som do vento na copa das árvores soava como uma melodia agradável, o mundo dos mortos retirava pouco a pouco minha humanidade, e sempre que eu me sentia como um humano imortal, adquiria mais confiança do que me colocar na posição de morto-vivo. A sensação do calor exaustante, logo após o refrigério de uma sombra fresca, eram dádivas saborosas, jamais me arrependi de ter servido a Hades, de ter abraçado meu destino mas como ignorar os 32 anos em que tive uma vida normal? Se é que eu poderia chamar de normal uma trajetória violenta e infeliz, e nesse ponto eu analiso e vejo como minha vida se transformou... Com Hades havia uma satisfação no fundo da minha alma, sentir-me especial, uma felicidade interna que nenhuma glória, das guerras que travei, me deu em vida.

    Os espectros eram meros servos do imperador mas embora brigassem entre si, eram perfeitos na adoração a Hades, serviam-o com total entrega, sem nunca deixar de acreditar nas suas metas. Dizem que o mundo se torna pequeno para um homem com conhecimento mas para mim; O mundo se torna maior, porque passamos a degustar todos os detalhes com maior eficácia, descobrindo o eterno tempo dentro de cada segundo de nossa existência... Cecilia molhou seu rosto nas cristalinas águas de um rio, e repousou numa árvore, estava apegada a sua peculiar boneca.

    Pessoas tão diferentes em vida, servindo ao mesmo deus, ao mesmo propósito... Isso prova que a causa é maior do que o percursor desta, pois Cecilia jamais esteve num campo de guerra mas talvez tenha enfrentado a pior de todas as guerras, uma guerra que deu-lhe as cicatrizes tão profundas que marcam sua pele. Cada um de nós possui atributos que chamam a atenção de Hades, e consequentemente da estrela maligna que nos guarda, existências mitológicas escolhidas a dedo por ele, somos apenas ossos e carne durante a passagem no mundo dos homens, talvez se criássemos amor a este mundo seríamos seduzidos e enganados pelas sensações artificiais que prendem os humanos neste mundo ilusório.

    Por isso nossa existência é marcada por dor, para que possamos entender a real necessidade de muitos, enquanto alguns poucos desfrutam de uma vida de prazeres em cima de nossas dores! Quantas famílias viveram em paz, e harmonia, enquanto eu pelejava na guerra? Quantos casais se entregavam aos desejos, enquanto meus companheiros eram decapitados pelos inimigos? O preço a se pagar é alto demais, para que a felicidade abunde somente a mesa de alguns...

    Todos que se levantarem contra o propósito de Hades, serão mortos! Porque o mundo que ele almeja, é um mundo para todos, um equilíbrio perfeito... Não é só uma missão, é uma contribuição direta a Hades, para alcançarmos a vitória nesta guerra!

    Cecilia então dirigiu a palavra a mim, enquanto meus pensamentos me afundavam em um lago de águas negras, a voz da Kyoto me trazia de volta à superfície, e fazia meu controle emocional se reerguer, durante o passeio por aquela floresta, uma vez mais estive analisando como minhas ambições estavam alicerçadas nos ideais do Imperador Hades, e me faziam seguir em frente sem medo, sabendo que minha próxima escolha seria pelo benefício da missão, entregando mais a esta, do que jamais entreguei nas outras.

    ─ Ainda não consigo ter uma noção exata de quantos inimigos temos, mas sei que estão bem próximos. Vamos parar aqui por um tempo, assim poderia observa-los um pouco mais.─

    Cecilia me observou com mais profundidade, e seus olhos pareciam dizer mais que suas palavras, mostrando sua real aptidão como líder e guerreira, prosseguiu:

    ─ Os cavaleiros de Atena consigo determinar com precisão onde estão, porém os guerreiros de Poseidon são um pouco mais trabalhosos de se perceber. Temos dois pontos importantes aqui. Primeiro matar os inimigos e o segundo pegar o item. Eu sei que a missão primaria é pegar o item, porém não quero levar um possível combate para onde o artefato possa estar. Estou primando a segurança dele. Compreende espectro? -

    Olhei nos olhos negros da juíza, fechei meus olhos, estava de braços cruzados, o vento jogou meus cabelos para frente, de forma que a juíza só veria meu nariz e minha boca,  minha cabeça estava levemente abaixada, então lhe disse com muita calma, e colocando as palavras lentamente para fora, para que Cecilia sentisse minha tensão em dizê-las:

    - Senhorita Cecilia, em casos assim, uma distração é sempre útil. Se eu chamar a atenção dos inimigos, e atraí-los, terás total liberdade para pegar o artefato, e mesmo que não seja possível pegá-lo e sair daqui sem um confronto, para a senhora será possível sair... Eu ainda não sinto a localização exata dos inimigos mas se a senhora puder me auxiliar neste quesito, eu os enganaria, e ganharia tempo, e para evitar danos ao artefato, a senhora poderia retornar ao Meikai, enquanto eu ficaria com os inimigos, sair vivo ou morto, não faz diferença para mim diante de uma missão. A senhorita é mais rápida, e acharia o artefato em pouco tempo... Poseidon, Atena... Estamos rodeados por inimigos, e talvez em menor número, a não ser que por sorte existam apenas um de cada reino aqui, fora isso, vejo a ideia de me pôr como isca, nossa melhor alternativa. -

    Voltei a abrir os olhos, e por entre meus cabelos um olhar calmo e sereno, podia ser visto. Dentre as missões que até então eu havia participado, aquela mostrou-se complicada já no início...




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    Re: Novas Lendas: Christian & Cecilia

    Mensagem por ADM Cecilia de Griffon em Ter Ago 05, 2014 2:50 pm


    A Caçadora...

    Os olhos negros de Cecilia encaravam o espectro, apenas a voz do guerreiro de Hades ecoava pelo lugar misturando-se aos assovios dos ventos que traziam uma sensação de frescor amenizando a alta temperatura. O elmo de Cecilia agora estava ao seu lado e seu rosto estaria completamente exposto se não fosse os fios revoltos que teimavam eu ocultar os negros olhos da Kyoto. Seu semblante era misterioso e não demonstrava nada do que a juíza pensava enquanto ouvia seu subordinado falava, seus dedos acariciavam o rosto da boneca lentamente, nem se quer a olhava, era como se seus dedos conhecessem cada linha da mesma. A densa floresta trazia uma sensação quente e úmida, ainda que tal condição climática fosse irrelevante para os dois espectros, porém da testa de Cecilia era possível ver gotículas de suor se formar, lembrando a ela sua condição ainda humana.

    Os olhos da juíza observavam o semblante calmo de Christian enquanto esse explanava seu plano, mostrando uma segurança e tranquilidade louvável, era engraçado como ele não se importava com a presença de Cecilia ou pelo menos escondia muito bem. Quando o jovem encerrou suas palavras a Kyoto fechou os olhos languidamente e suspirou, uma de suas mãos percorreu os fios negros e em seguida seus olhos se abriram fintando o jovem guerreiro uma vez:

    ─ Com certeza estamos em menor número Christian. Pandora apenas me manda em missões que eu tenha pelo menos o triplo de adversários. ─ Cecilia deu um sorriso cínico. ─ Senhorita Pandora gosta de ver os meus limites... O problema é que ela ainda não conseguiu alcança-los. ─ disse a kyoto um tanto irônica.

    Com um movimento rápido e gracioso a Kyoto se levantou e em uma fração de segundos já estava diante do espectro de Barlon, seus olhos fintaram o jovem bem mais de perto e esquadrinhava cada linha de seu rosto, o sorriso cínico permanecia na face da menina. Por algum motivo a Kyoto havia encurtado drasticamente a distância entre os dois e depois do breve silêncio Cecilia continuou:

    ─ Seu plano é uma boa estratégia, porém ainda assim ariscado. De fato eu poderia achar o item rapidamente enquanto você deteria os inimigos, porém Christian... Você se lembra de como é enfrentar um cavaleiro de ouro? ─ Cecilia fez uma pausa encarando o espectro. ─ Eu ainda me lembro das circunstâncias as quais você se encontrava quando meus olhos repousaram sobre ti pela primeira vez. Estou falando de dois cavaleiros de ouro e ainda mais dois Generais de Posseidon. Por mais que você os distraísse isso custaria sua vida... Com certeza.

    Uma lufada de vento abruptamente atingiu os dois guerreiros, os olhos de Cecilia ainda que negros como a noite era sereno e plácido como um lago negro, seus cabelos caíram sobre sua face obrigando a Kyoto usar uma das mãos para arruma-los. Permanecia em silêncio seus olhos uma vez mais encararam os de Christian daquela mesma forma cobiçosa de antes, sua mão livre então tocou a face do espectro e escorregou até a sua nuca entrelaçando-se aos fios brancos:

    ─ Ainda não é a hora de ter os seus olhos na minha coleção Barlon. Ainda não. ─ A mão da kyoto soltou os fios. ─ Vamos fazer como eu falei, com sua presença será fácil para mim mata-los, além do mais... Um dos cavaleiros está louco para matar as saudades que sente de mim. Temos que nos preocupar com os guerreiros de Poseidon... Talvez eles possam causar problemas. ─ Cecilia deu um suspiro entediado. ─ Mas ainda assim... Posso derrota-los.

    Cecilia se afastou do espectro e seguiu novamente até onde seu elmo repousava, o pegou com uma das mãos e o ajeitou em sua cabeça, forçando a franja fofa a esconder os olhos da kyoto novamente. Seu olhar voltou-se novamente para a direção em que ela acreditava que os cavaleiros estavam, enquanto com a outra mão segurava Maria firmemente, estava calado e contemplativa. ─ ''Esperava um pouco mais do que isso senhorita Pandora... Assim não tem graça.'' ─ pesava a kyoto diante da situação.

    ─ Vamos seguir Christian, o que procuramos encontra-se em um dos templos que vimos a diante, antes de nos aproximarmos muito vamos matar todos aqueles que tentarem se aproximar. Não se preocupe, a missão será concluída com sucesso, eu nunca fui derrotada nessa vida... E em qualquer outra que eu já vivi.

    Cecilia então novamente seguia a frente deixando que o espectro contemplasse apenas as grandes asas de sua sapuris, os cabelos negros caiam sobre os ombros e o rosto estava novamente escondido. A kyoto era um anjo negro da morte, que caminhava atrás das presas que iria ceifar as vida


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    Re: Novas Lendas: Christian & Cecilia

    Mensagem por Benhardt de Necromancer em Qua Ago 13, 2014 1:01 pm







    Terra de Ninguém

     
    Não Cecilia, não se trata de vencer ou não, se trata da real necessidade de lutar... Não adiantaria explicar, em seus olhos há sede de sangue, és uma assassina, antes de ser juíza, antes de ser mulher, antes de tudo, és primeiramente uma assassina fria.

    Christian ficou parado por alguns instantes enquanto esperava de que forma responderia a juíza, mas ela deu as costas a ele, e continuou caminhando rumo ao encontro inevitável com os inimigos. Por mais que quisesse não pensar, Christian olhava mais em Cecilia do que demonstrava, ele tinha reparado cada vibração dos lábios da juíza ao pronunciar todas aquelas palavras, os olhos negros, a pele alva, o cheiro que fluía daqueles cabelos jogados ao vento... Christian deveria prosseguir, sabendo que as chances da falha na missão haviam aumentado, não era pessimismo, era realismo, Christian jamais subestimava adversários, no entanto tal coisa soava como fraqueza da parte dele para Cecilia, se o caráter altivo não lhe abraçava, menos ainda seria capaz de qualquer ira repentina lhe abraçar, pois não iria beber jamais do cálice das emoções confusas, então apenas se aquietou, não apenas seu espírito, mas também todo seu corpo, tentando relaxar ao máximo...

    Foi neste momento após finalmente desencostar da árvore em que estava, e caminhar na direção de Cecilia que Christian se dirigiu a ela, dizendo-a:

    - Conforme a sua vontade senhora, assim farei. -

    Por que Atena, e Poseidon teriam guerreiros aqui? Justo aqui, tão longe do Santuário na Grécia, e até mesmo do lugar onde encontrei o templo submarino... Como encontrar um artefato que possui a capacidade de ocultar-se da visão?

    A mata densa dava lugar a planícies, resumindo suas vegetações em pequenas áreas, os dois espectros agora eram como sombras em meio ao vasto verde, não demoraria muito para que fossem localizados, os inimigos os espreitavam, mas na verdade; Quem estaria caçando quem? Teria, Cecilia e Christian, sido os únicos a perceberem as demais presenças ali? Não era um grupo contra os dois, eram forças diferentes, contudo tal teoria seria derribada com fervor se Atena tivesse entrado em aliança com Poseidon, neste caso as forças de Hades estariam sendo atraídas para aquele local, como se tudo fosse uma grande armadilha. Sem tempo para avaliarem mais cuidadosamente a situação, Christian e Cecilica aparentemente procuravam acreditar que todos ali estavam com objetivos diferentes, dando-os motivos para seguirem em frente sem medo, uma vez que nenhum dos cavaleiros atacaria, por medo dos Marinas, e nenhum dos Marinas atacaria por medo dos cavaleiros, tudo agora havia se transformado numa guerra fria, certezas haviam sido colocadas na gaveta da insegurança, e sufocadas com os instintos dos ali presentes, para que o destino, e sua indomável ironia, respondesse a pergunta em comum que todos faziam a suas próprias almas: Quem é o verdadeiro inimigo?

    Já não fazem mais questão de esconderem seus cosmos, todos possuem cautela... Tudo bem, que estão confusos, isso é bem nítido, mas será que eles estão aqui por causa do artefato, ou isso também é um acaso?

    - Senhorita Cecilia, pelas oscilações dos cosmos deles, parece que o objetivo inicial deles não era exatamente de nos interceptar, talvez tudo tenha sido obra do acaso... Mas com certeza nossa presença aqui é a mais suspeita, não temos outros afazeres nesse mundo. Enfim, em uma guerra fria como esta, talvez o próprio receio de enfrentar "dois inimigos" ao mesmo tempo seja a melhor arma. "Se um atacar, será que o outro nos atacará, ou esperará que eu enfraqueça lutando com este, até que estando, eu,  enfraquecido ele me enfrente?" Acredito que eles estejam pensando nisso Cecilia... -

    Pelo menos é o que eu estaria pensando... Se formos atacados por cavaleiros, certamente os Marinas esperarão que aqueles que sairem vivos do embate saiam enfraquecidos, facilitando a vitória deles, e assim também fariam os cavaleiros, se formos atacados pelos Marinas... Porém, acho difícil que ambos se enfrentem, na verdade, eles já estavam aqui antes e ainda não haviam se enfrentado. Mas se a aliança for verdadeira, não teria dúvidas em afirmar que eles estão apenas nos guiando para uma armadilha.

    - Senhorita Cecilia, já lhe ocorreu que Poseidon e Atena podem ter feito uma aliança? E que se assim fosse, estaríamos agora cercados por um inimigo em comum, ao invés de estarmos em equilíbrio de forças? -

    Christian contudo andava calmamente, planejava cada uma das possibilidades, examinava com cuidado todas as variáves do possível embate que ocorreria, a área aberta era um convite para que guerreiros dotados de extrema velocidade explorassem o local. Talvez a melhor arma que possuíam já estivesse perdida, sendo esta o elemento surpresa...

    Embora não estejamos demonstrando interesse por eles, duvido que possam enxergar, ou melhor, sequer considerar que não tenhamos notado suas presenças. Mas ainda temos a arrogância humana ao nosso lado, pode ser que pensem que estamos confiando plenamente em nossas habilidades, talvez Cecilia sim, mas eu tenho que estar preparado, devo estar atento, sem demonstrar que eu esteja... Quando estiver longe faça-os sentir que está perto, quando estiver perto, faça com que pensem que está longe.

    Christian continuou caminhando, seguindo os passos da juíza, que agora mais parecia um anjo num céu verde de folhas soltas que dançavam com o ritmo do vento. Ela carregava sua boneca como se não se importasse como o mundo ao seu redor, como uma criança que se dirige para encontrar os amigos, talvez para ela a situação fosse divertida, ser caçada, estar sendo observada... Christian contudo era possuído por seu espírito de liderança, e seu forte sentido de proteger os companheiros de batalha, e mesmo evitando, sentia-se atraído a preocupar-se com Cecilia, e já não contendo seus impulsos, se dirigiu até mais próximo desta, esperando o momento ideal de dirigir a palavra para sua superiora sem ser notado como flagrante por seus adversários, Christian esperou a exata ocasião, e a espera lhe deu um presente, passaram andando por um vale repleto de rosas, e arrancando uma vermelha; Christian encostou em sua superiora, pegando levemente em seus cabelos, e usando o artífico de colocar uma rosa em seus cabelos, lhe disse:

    - São muitos... Eu não consigo degustar a ideia de vê-la caminhando tão depressa. Atrase seus passos, deixemos que eles entrem no tédio, e que não percebam que estamos atrás de algo em específico neste lugar. -

    Dizendo tais palavras olhando nos olhos da juíza, Christian colocou a rosa vermelha no lado direito do cabelo da Kyoto, alisando respeitosamente seu rosto em seguida, beijou a mão que não segurava a boneca, e se pôs do lado da juíza, esperando que a mesma entendesse a necessidade de passarem espectros andando sem compromisso nenhum importante pelo Seikai, obrigando aos adversários que se torturem na busca para entender a presença dos dois ali.


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    Re: Novas Lendas: Christian & Cecilia

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