Fórum interpretativo dentro do universo de Saint Seiya.


    Novas Lendas - Benhardt de Necromancer

    Compartilhe
    avatar
    Benhardt de Necromancer
    Estrela Celeste
    Estrela Celeste

    Mensagens : 41

    Status
    Nível: 5
    HP/Cosmo: 600/600
    Sentidos: 6° Sentido (V. Som)

    Novas Lendas - Benhardt de Necromancer

    Mensagem por Benhardt de Necromancer em Sab Set 16, 2017 2:09 pm









    Sem Dor, sem Aprendizado. Ainda que a Dor seja em Outra Pessoa.

     

    1742

    Doutor, seus dois auxiliares, e Benhardt andavam pelo imenso território Sacro-Germânico, de vila em vila, esbarravam com pessoas doentes, vitimadas pelos mais variados motivos.

    [Doutor] – Karl, Krieg e Benhardt... eu me sinto um desalmado. Tanto nos é tirado, parece que a cada passo à frente, damos dois na direção contrária... – batia forte na mesa, a poeira da mesma subia. Karl ofereceu um copo de água para Doutor, Benhardt montava paciente um esqueleto para estudos, auxiliado por Krieg, o primeiro a se unir com Doutor no desabafo que ocorria numa casa alugada.

    [Krieg] – Estamos aqui há 4 meses, ajudamos muitas famílias... mas a tradição é forte. Eu sugiro que deixemos o lugar. Corpos sob a terra não nos permitirá aprender muito... –

    [Benhardt] – Proteger os mortos aumenta as chances de morrerem, sem eles, não aprendemos sobre os vivos. –

    [Karl] – O esqueleto que repousa nas mãos dos dois foi conseguido neste vilarejo, pode não ser muito, mas já é importante. –

    [Doutor] – Sim. Immanuel foi enforcado pelo crime de ter matado a machadadas o sogro. Não nos permitiram ter o corpo do sogro, mas o corpo do assassino não foi pedido pela família. Immanuel pode ter sido horrível em vida, mas ajudará a medicina, talvez até salvando vidas... – bebia a água dada por Karl, em seguida dirigia a palavra para Benhardt e Krieg, devolvendo o copo para Karl, responsável pelo jantar da noite – Você conseguiram identificar o motivo do pescoço ter quebrado rapidamente? –

    [Benhardt] – Segundo os carrascos o mais comum é que se leve minutos para o condenado morrer, mas ele morreu de imediato o que não é ideal porque a dor é menor. –

    [Karl] – Se não queriam matá-lo rapidamente, foi alguma fraqueza estrutural que fez o pescoço dele suportar menos que os dos demais condenados. –

    [Krieg] – O tipo de nó nas cordas, o óleo do suor no pescoço. –

    [Doutor] – Continuem trabalhando nisso, infelizmente não temos um segundo corpo para compararmos, então exercitarão a memória. –

    Benhardt e Krieg voltavam aos ossos, montando-os no chão de madeira. Karl se juntaria aos dois assim que terminasse o jantar. Ainda naquela noite alguém bateria na porta. Era um estandarte do ducado que regia àquelas províncias, haviam conseguido um corpo para os médicos, era de um andarilho, que incapaz de ser identificado, encaixou-se perfeitamente como candidato aos estudos do grupo médico que tanto ajudava à região.

    Naquela noite haveria festa para os estudantes, mas também haveria sobrecarga do cansaço do dia. Krieg e Karl dormiam, quando Benhardt se levantou devido a uma tosse forte, provavelmente motivada pelo sofá empoeirado que dormia. Benhardt veria Doutor inquieto olhando para fora da casa.

    [Benhardt] – Está tudo bem?

    Sem olhar para o aprendiz, o doutor lhe dirigiu a palavra.

    [Doutor] – Um andarilho, e um criminoso... o que eles possuem em comum, Benhardt?

    [Benhardt] – O andarilho morreu devido a exposição ao frio, professor, não tive tempo de comparar-

    [Doutor] – Não, não Benhardt... não falo só de medicina. O que eles tem em comum para a sociedade? Por que são os corpos deles aqui, ao invés dos corpos de um mensageiro do distrito, do sogro assassinado ou de um dos carrascos? –
     
    [Benhardt] – Não sei bem...

    [Doutor] – Eles não eram importantes para a sociedade. –

    [Benhardt] – Ah sim, isso é verdade. –

    [Doutor] – A medicina é importante para a sociedade porque ela descobre a forma de tratar lesões, feridas e doenças. Certo?

    [Benhardt] – Sim.

    [Doutor] – Logo; se unirmos o que é importante com o que não é importante... teremos maiores chances de sucesso.

    [Benhardt] - Acho que eu entendi. Mas de toda forma, a quantidade de criminosos e andarilhos que morrem é menor que a quantidade de pessoas normais que morrem, e elas dificilmente aceitam ceder o cadáver.

    Doutor virou-se para o aprendiz, tocou em seu ombro, abriu um sorriso.

    [Doutor] – O que realmente é importante para as pessoas, Benhardt? E quem dará falta do extermínio de foragidos e andarilhos? Não estou dizendo que seja algo fácil de entenderem, mas vão entender assim que verem os resultados. – dizia empolgado.

    [Benhardt] – Mas não me parece algo correto, senhor.


    [Doutor] – Benhardt, quanto tempo ganharemos passando por cima de valores tradicionais? E que bem um andarilho ou um criminoso poderia fazer para a sociedade? O que diria para um pai cuja a filha de 5 anos morreu ao cair da escada num simples tombo? Diria que não conhecia a origem da fraqueza dos ossos dela porque a ética lhe impedia? Immanuel tem algo de diferente, e só saberemos o que é, quando tivermos chances de comparar. Mas você deve estar certo, filho. Talvez seja melhor continuarmos a levar 4 meses para conseguir um cadáver ou dois. – faria uma cena cínica diante do estado emocional de Benhardt, e conseguia atingir a razão do garoto em cheio, tirando-lhe o peso da culpa.

    [Benhardt] – O senhor tem razão, é para um bem maior, e que mal haverá em usar aquilo que a sociedade não dá valor, para cuidarmos daquilo que é necessária a ela? –

    [Doutor] – Isso Benhardt, bom garoto, bom garoto. Karl e Krieg não precisam saber, já tive essa conversa com eles, ainda antes de te conhecer, e ela não foi produtiva. Eu sempre tive certeza que você seria meu aluno mais brilhante. A partir de hoje, começaremos a mudar a medicina para sempre. –

    E assim a jornada “acadêmica” de Doutor e Benhardt teria início, agora não precisariam esperar por corpos, bastaria que furtivamente Benhardt ceifasse a vida de andarilhos e de foragidos da justiça. Doutor cuidava para que Krieg e Karl não percebessem a farsa, sustentada pelo emissário do Ducado, que na verdade ficava feliz em não precisar ficar preparando enterros de desconhecidos. Para Benhardt, matar começaria a ser um prazer tão satisfatório quanto abrir corpos, isso porque ele poderia matar de muitas formas diferentes, a fim de estudar cadáveres com ferimentos variados.

    A fama de um assassino nômade crescia, e sob a face da fama o jovem Benhardt melhorava suas capacidades médicas sem levantar suspeitas. Mas quanto tempo Karl e Krieg levariam para descobrir a horrenda farsa por trás das evoluções nas pesquisas? (continua...)




    Thanks for @Lovatic, Cupcake Graphics



    __________________________________


    avatar
    MOD Sayuki de Benu
    Estrela Celeste Maior
    Estrela Celeste Maior

    Mensagens : 44

    Status
    Nível: 4
    HP/Cosmo: 650/650
    Sentidos: 7º Sentido

    Re: Novas Lendas - Benhardt de Necromancer

    Mensagem por MOD Sayuki de Benu em Ter Set 19, 2017 8:29 pm

    Avaliação:De forma agradável, a história fluiu muito bem . So um pequeno conselho, cuidado com a utilização de cores em seu template. Houve uma hora onde o vermelho que representava o Doutor fora trocado e o azul de um dos ajudantes tornou-se quase impossível de ler.


    +1 Nível adicionado ao personagem


    __________________________________

    avatar
    Benhardt de Necromancer
    Estrela Celeste
    Estrela Celeste

    Mensagens : 41

    Status
    Nível: 5
    HP/Cosmo: 600/600
    Sentidos: 6° Sentido (V. Som)

    Re: Novas Lendas - Benhardt de Necromancer

    Mensagem por Benhardt de Necromancer em Qui Set 21, 2017 10:34 am









    Quarteto de Dois

     

    1743

    Um andarilho se aquecia numa pequena fogueira. A respiração liberava vapor, estava frio. Por azar ele não estaria sozinho e a companhia o faria correr. Na rua vazia dois soldados patrulhavam o vilarejo, iriam de encontro ao andarilho que passara correndo. O ar estava muito mais quente, os olhos agitados, a voz embargada pelo cansaço físico. Sangrava em abundância, e enquanto andava caiu em trepidação. Os guardas se apressaram, mas tiveram de sacar suas espadas assim que viram alguém se aproximar por detrás do homem aflito.

    Guarda 1: - Deixe-o! O que desejas com esse pobre homem?

    No chão o andarilho tremia ao notar a proximidade do seu algoz, que respondeu calmamente ao guarda:

    - Sou médico, só quero ajudar. Ele foi atacado por um homem montado a cavalo. –

    O andarilho tentava gesticular, queria dizer a verdade para os guardas, mas o homem fingiu medir seu pulso no pescoço com uma mão fazendo-o desmaiar com a outra num discreto enforcamento.

    Guarda 2: - Eu conheço ele! É o rapaz que atendeu a senhora Gerd. Seu nome é Benhardt. –

    Com a situação controlada, os guardas ajudaram Benhardt a levar o andarilho para a casa de Doutor. Eles não sabiam que Benhardt era “O homem de capuz”, alcunha dada ao assassino que há quase 1 ano aterrorizava o vilarejo. Já dentro da casa, Benhardt contaria a triste história para Karl e Krieg, que já começavam a desconfiar da horrenda safra de corpos e feridos disponíveis. O andarilho teria seu fim antes do dia amanhecer, a lâmina havia perfurado seu estômago fundo demais, e uma hemorragia interno o levou ao óbito vagarosamente.

    Na manhã seguinte Krieg e Karl sairiam para colher ervas, enquanto Doutor abordaria Benhardt para uma conversa séria.

    [Doutor]: – O que você quer? Desistiu de tudo? – perguntava com o semblante irritado, mantendo a voz equilibrada.

    – Jamais, eu... – tentava entender a ira do Doutor – eu estou fazendo de tudo para termos sucesso. Não compreendo... – e de fato não entendia.

    [Doutor]: – Silêncio Benhardt Heinz! Para transformar pedra bruta em estátua é preciso tempo. Você está indo rápido demais. Vamos dar um tempo, e você precisa ser mais sociável... Karl e Krieg freqüentam a praça de tarde, você deveria tentar andar menos de noite nas ruas. Basta uma pessoa ver, Benhardt, basta uma testemunha... e então será o fim. –

    – Me descul-

    [Doutor]: – Não terminei de falar ainda. Você precisa ir com calma. Isso é pela medicina, os avanços prosperam, mas preciso te fazer uma pergunta muito importante: você está matando pelo interesse nas pesquisas ou está tendo prazer em matar? –

    Benhardt olhou para Doutor, a voz ficava presa, seus olhos tinham sentimentos, mas não saíam palavras da sua boca. Balançou a cabeça negativamente.

    – Matar nos dá corpos. Corpos mortos de maneiras condicionadas por nós, para que possamos estudar especificamente algumas reações do corpo. –

    Benhardt caminhava na direção de Doutor, de sua cintura retirava a lâmina que usava em seus crimes. Uma gota de suor escorreu do lado direito do rosto do médico ancião, Benhardt estava sério.

    - Estudar especificamente reações de um corpo nos dá prazer, não é doutor? –
    o médico encarava o discípulo, respondendo com a cabeça que sim – E se só nos é possível ter esses corpos matando, penso que matar está intimamente ligado ao prazer de estudá-los. Ainda que só eu esteja matando-os. Talvez possamos resolver isso. – dizia erguendo a mão com a lâmina, a virava ao contrário, ofertando-a para seu mentor. – A partir de hoje, será o senhor que vai matar as cobaias. Depois que o senhor ver como é, poderá me dizer se há prazer ou não, em fazer isso. –

    Com a tensão alta, Benhardt sairia. Doutor sozinho teriam muito o que pensar e refletir sobre a discussão daquela manhã. De tarde uma chuva forte cairia no vilarejo, no cair da noite Benhardt abriria a porta da sala. Estava muito molhado, tinha terra, barro e sangue em seu corpo.

    – Me desculpe.

    Doutor se levantava do escritório improvisado na sala, movia as sobrancelhas.

    [Doutor]: – Foi uma discussão apenas, eu acho que fui um pouco injusto. – dizia, e Benhardt simplesmente ficava quieto, levando a mão direita até a testa, estava aflito. – Benhardt... o que aconteceu? – doutor percebia que não se tratava da discussão. Era algo muito mais preocupante para o jovem alemão. – Benhardt? –

    – Temos uma pá? –

    Doutor ficou nervoso, se aproximou de Benhardt, e na escada de madeira da varanda viu os corpos de Krieg e Karl, junto de dois guardas.

    [Doutor]: – Benhardt...

    Karl e Krieg haviam descoberto as ações de Benhardt e a cumplicidade de Doutor. Haviam elaborado um plano com os dois guardas, Benhardt ao sair depois da discussão, algo extremamente atípico, percebeu a estranha proximidade entre Karl e Krieg com os guardas. Benhardt os observou por toda a tarde, e ao se aproximar confirmou o nervosismo dos quatro, só bastou algumas perguntas para a situação sair do controle... era inevitável matá-los, o segredo tinha que ser protegido. Tomando a espada de um dos guardas, Benhardt, já com um instinto agressivo e assassino, não teve dificuldades em perfurá-los repetidas vezes na região do abdômen, levando-os ao óbito sem muita dificuldade.

    Benhardt relatava os detalhes para Doutor enquanto cavava um buraco no fundo do quintal. A forte chuva formava poças vermelhas sob os corpos. Doutor, perplexo, via e ouvia tudo segurando uma lamparina de óleo nas mãos. O som da chuva abafaria o silêncio entre os dois.

    [Doutor]: – Benhardt... faça um buraco maior. Vamos enterrar os corpos... vamos ir embora imediatamente. O Ducado virá atrás do assassino de capuz assim que souber do desaparecimento de dois soldados.

    O trabalho árduo se seguiu, e na madrugada a carruagem partiria do vilarejo. A casa estava queimando, um incêndio para levá-las às cinzas, selando os segredos que presenciou. Benhardt e Doutor estavam sozinhos. Benhardt guiava os cavalos sentado no banco frontal da carruagem, a chuva o pegava de lado, mas já estava completamente molhado. Doutor, mais confortável dentro da cabine, abria a cortina escura, devolvia a lâmina assassina de Benhardt.

    [Doutor]: – Tome filho... vai precisar. Uma estrada sem volta, é tudo que nos resta. Agora nada mais importa. – dizia desanimado, retirava do seu bolso um frasco de um poderoso veneno. – Se eu tomar três gotas disto, poderei descansar... sem mais fracassos, sem mais problemas. –

    – Por que faria isso? Ainda há algo que importa, e muito. A medicina doutor... a medicina. –

    Doutor ficava pensativo, e na sequência guardaria o frasco no paletó.

    [Doutor]: – Acho que eu posso esperar mais um pouco. –

    A carruagem seguia pela estrada sob forte chuva.






    Thanks for @Lovatic, Cupcake Graphics



    __________________________________


    avatar
    Benhardt de Necromancer
    Estrela Celeste
    Estrela Celeste

    Mensagens : 41

    Status
    Nível: 5
    HP/Cosmo: 600/600
    Sentidos: 6° Sentido (V. Som)

    Re: Novas Lendas - Benhardt de Necromancer

    Mensagem por Benhardt de Necromancer em Sex Set 22, 2017 11:56 am









    Paixão Pela Obsessão

     


    1747

    Quatro anos se passaram desde a morte de Karl e Krieg. Num local novo, Doutor e Benhardt acompanhavam a brutal guerra civil que assolava a região, corpos em abundância permitiram que Benhardt ficasse um tempo sem precisar forjar feridos e cadáveres. O desenvolvimento das técnicas era real, e Benhardt já seria capaz, com os equipamentos certos, de fazer feitos admiráveis na medicina para a época, e para sua idade também.

    Com muito trabalho, servindo ao corpo de guerra local, a dupla contrataria auxiliares temporários, que estariam para algo próximo de enfermeiros. Uma das auxiliares chamava-se Svenja, era jovem, desimpedida, bela e adorava chegar mais cedo ao serviço para ficar na equipe de apoio a Benhardt, quem admirava muito. Svenja se apaixonou por Benhardt, cuja a única paixão era a medicina. Levariam meses para Benhardt notar a simpatia da jovem, e então poucas semanas para trocarem beijos. Benhardt conheceu a família da moça, todos adoraram o jovem promissor.

    Em algumas semanas o casal estaria se entregando aos prazeres da carne, e seria na sala de dissecar cadáveres. As unhas de Benhardt marcariam a alva pele da jovem, já suada, e sua língua deslizaria pelo pescoço. A respiração ofegante embaçava os vidros dos armários, onde Svenja colaria o rosto já suado, ficando inclinada sobre os joelhos na mesa, deixando sua intimidade erguida sob comando das mãos hábeis de Benhardt que usaria a língua para beijar Svenja em toda sua intimidade feminina. As mãos de médico eram acostumadas com corpos frios, Benhardt exagerava nos puxões e tapas, enquanto Svenja, diferente de um cadáver, reagia com expressões a cada movimento, estavam vivos, estavam excitados.

    Os dias foram se passando, Svenja descobriria algo que mudaria sua vida para sempre: estava grávida. Desesperada contou para Benhardt, que sorriu, prometendo-a pedir em casamento. Como uma surpresa para Doutor, que era a única família de Benhardt, ele pediu que Svenja guardasse o segredo da gravidez de todos, assim como o casamento, Benhardt queria fazer uma surpresa para Doutor, que segundo o jovem, jamais havia conseguido ter filhos.

    Os meses se foram bem rápido, e numa noite, no alto dos 3 meses de gravidez, Svenja chegou desesperada ao casarão que usavam como ponto médico. Seus pais haviam partido, deixaram um bilhete de despedida. Benhardt se manteve tranquilo, disse que ela não precisaria se preocupar com nada, pois sempre estaria com ela. Benhardt disse que tinha uma surpresa para Svenja, desceu as escadas do porão da morada, estava escuro. Haviam sons, como se alguém resmungasse. A luz se acendeu, Doutor descia as escadas atrás da dupla, Svenja teve medo, quando terminou as escadas viu seus pais acorrentados com as bocas amordaçadas.

    Svenja gritava, ficava em pânico. Benhardt sorriu aplicando uma injeção no braço da jovem que desmaiaria na sequência.

    - Minha mãe dizia que a família precisava estar sempre unida. –


    [Doutor] – Ótimo trabalho, Benhardt. Eu fiz os exames, o pai dela realmente tem 6 dedos no pé esquerdo, e a mãe está saudável. –

    O pai de Svenja só chorava, e era de raiva, seus olhos estavam vermelhos, amaldiçoava a dupla médica mentalmente. A mãe em desespero olhava para a filha balançando a cabeça negativamente para Benhardt, como se implorasse pela vida dela. Benhardt olhou bem para a sogra, seus olhos eram serenos.

    - A senhora faz bordados há muitos anos. Não teve uma educação tão fina, sei que deve ser difícil entender, mas somos estudiosos. Sem nós, os soldados não estariam tendo suas vidas salvas. Isso não é algo que uma bordadeira ou um carpinteiro possam entender. Não é, meu sogro? –

    Svenja acordaria presa numa maca, nua. Seu pai estava numa cadeira, com o sangue sendo drenado. A mãe estava nua presa em outra maca. Svenja sentiria um beijo molhado na testa, os lábios eram frios.

    - Vai dar tudo certo. Você é realmente perfeita. –

    Doutor chegaria com um caderno em mãos, a bandeja de instrumentos estava cheia.

    [Doutor]: - Experiência número 122 tendo início. O propósito é saber as diferenças entre o corpo feminino no estado de gravidez, e fora dele. Dando início ao procedimento 1, análise do tempo de sangramento. – doutor fazia um corte no dedo indicador de cada uma das pacientes, e assim a experiência teria início.

    Benhardt havia arriscado alto, e não teria feito se não fosse um tempo de guerra. Para as demais pessoas da região, Svenja e sua família tinham partido em desagrado ao namoro desta com Benhardt. Durante a experiência a mãe de Svenja acabou morrendo em decorrência de uma infecção. O pai serviu como doador de sangue, e teve o pé dissecado após a amputação.
    Os corpos dos sogros foram incinerados, enquanto Svenja manteve-se viva até os 7 meses de gestação, quando obteve a mesma infecção que a mãe. Doutor percebeu que o local não era de fato limpo o suficiente para fazer cirurgias. Sem levantarem suspeitas, Benhardt e Doutor continuaram a ter apoio dos militares, salvando muitas vidas, e Benhardt, visto como o jovem abandonado por sua amada, namoraria outra pessoa, desta vez em segredo, pois era uma viúva.

    Benhardt era incapaz de se interessar por alguém mais do que pela sua arte, e passou a seduzir mulheres com o único intuito de usá-las nas experiências. De andarilhos a pessoas com vínculos sociais, todos agora corriam perigo diante da obsessão do jovem Benhardt, ou como o chamavam: Doutor Benhardt.




    Thanks for @Lovatic, Cupcake Graphics



    __________________________________


    avatar
    MOD Sayuki de Benu
    Estrela Celeste Maior
    Estrela Celeste Maior

    Mensagens : 44

    Status
    Nível: 4
    HP/Cosmo: 650/650
    Sentidos: 7º Sentido

    Re: Novas Lendas - Benhardt de Necromancer

    Mensagem por MOD Sayuki de Benu em Dom Set 24, 2017 3:15 am

    Avaliação:Peço que da proxima vez avise-me quando postar, Para que não acumulem postagens.

    A história continua fluindo bem e sem erros muito gritantes.


    +2 Nível adicionado ao personagem


    __________________________________

    avatar
    Benhardt de Necromancer
    Estrela Celeste
    Estrela Celeste

    Mensagens : 41

    Status
    Nível: 5
    HP/Cosmo: 600/600
    Sentidos: 6° Sentido (V. Som)

    Re: Novas Lendas - Benhardt de Necromancer

    Mensagem por Benhardt de Necromancer em Qui Set 28, 2017 12:32 pm









    Doutor Benhardt  



    1747 - 1752  

    Entre mortes, sequestros e mentiras, a carreira de Benhardt seguia. Não só de terror a dupla vivia, eles ajudavam sim muitas pessoas, mas a ajuda vinha do conhecimento adquirido com as cobaias, pobres vítimas das circunstâncias. Um pensamento positivo ajudava Benhardt a seguir em frente sem culpas: se fosse preciso matar 100 pessoas para salvar a vida de 1000, então seria um mal necessário para se alcançar um bem maior. Sem culpas, e com dedicação de sobra, Benhardt progredia com os anos, seu mentor ficava orgulhoso, as pessoas ficavam gratas, o tempo ia passando. O auge chegaria na França, no ano de 1752 quando Benhardt abriria seu consultório. Não demoraria mais que alguns meses para a elite escolher Benhardt como médico particular, o que gerava segurança e status, pois a fama de ser um excelente médico crescia. Doutor sentia a idade chegando e aos poucos deixava todo o trabalho médico para Benhardt, tornando-se gerente do consultório.

    Benhardt frequentava as festas das grandes famílias da época, e era cortejado por damas solteiras da sociedade. Quando o questionavam sobre ser solteiro, sua desculpa era ser casado com a profissão. Não demoraria até que alguns endinheirados começassem a pedir Benhardt como professor particular de seus filhos, o problema era Benhardt ter tempo para tais atividades, sua agenda ficava apertada. Com os olhos de inveja e cobiça sobre si, praticar seus experimentos se tornava difícil, e não haveria dinheiro ou status que pudessem substituí-los. Era chegado o momento de fazer algo a respeito. Um dos clientes de Benhardt era dono de um bordel, cuja matéria-prima vinha das zonas rurais, no formato de mães solteiras, abandonadas ou expulsas de casa pela forte tradição da moral. Essas mulheres vinham até os bordéis da cidade como única forma disponível de trabalho. Mansur era proprietário de um dos melhores bordéis da época, não demoraria para Benhardt criar uma amizade com o empresário noturno, mas os interesses do jovem médico seriam bem diferentes dos demais clientes do estabelecimento... com persuasão, dinheiro e um ar de superioridade fria, Benhardt conseguiria mulheres para trabalhar pra si. De auxiliares no consultório, elas eram enviadas para estudar com um amigo pessoal de Benhardt. Claro que este amigo nunca existiu, e a viagem era apenas para o porão da casa onde Doutor morava, os experimentos continuavam, desta vez sem precisar caçar cobaias, pois era possível comprá-las.

    Desde que tinha saído da fazenda na adolescência, Benhardt havia perdido a conta de quantas pessoas tinha matado, e da quantidade dos métodos usados para assassiná-las. Dos corpos roubados, aos assassinatos de andarilhos e bêbados, a carreira do jovem assassino chegava à maturidade, onde conseguia sustentar os estudos comprando o tempo de garotas que poderiam escolher entre trabalhar para Mansur num bordel, ou trabalhar para o doutor mais renomado da cidade. A escolha era óbvia, e Mansur com os bolsos cheios de dinheiro, não fazia muitas perguntas, algo motivado pela forma sempre tranquila que Benhardt se relacionava com as pessoas, que eram quase sempre da alta sociedade. Benhardt não sentia saudades de casa, o destino dos pais pouco o importava, Doutor tinha deixado a fazenda para eles, e de lá seria possível tirarem seu sustento sem problemas. Os amigos de Benhardt haviam sido mortos por suas próprias mãos, eram Karl e Krieg. Svenja, sua paixão da juventude, não havia sobrevivido aos experimentos feitos por ele mesmo, e havia morrido junto daquele que seria seu filho. Doutor mantinha-se como a única figura familiar que tinha alguma importância para Benhardt, além claro da medicina.

    A sociedade com Mansur duraria até o dono do bordel começar a ser questionado sobre a perda de novidades no mesmo, os clientes começariam a reparar que não chegavam mulheres novas, e até algumas antigas desapareciam. Mansur queria o fim do acordo com Benhardt, mas o médico lhe faria uma segunda proposta... queria comprar o bordel do francês. Quando Mansur negou a oferta, Benhardt o levou para conversar com seu sócio, Doutor, que o levou até o porão da residência. Mansur gritou em desespero ao ver a coleção de esqueletos e órgãos mantidos em vasilhames, ele vomitou, ficou aterrorizado, tentou correr mas foi golpeado por Benhardt. Mansur teria sua pele arrancada estando ainda vivo, e Benhardt nunca tinha tido tanto problemas para manter a mordaça na boca de alguém como teve com o empresário francês. Doutor tinha dúvidas se era possível morrer de tanto sentir dor, Mansur mostrou-se uma cobaia perfeita aguentando firme e morrendo apenas pela perda de sangue quando a pele, que estava sendo tirada de baixo para cima, estava pouco acima da região da cintura.

    Mansur teria cometido suicídio se jogando no rio, era o que a carta forjada por Benhardt dizia.  Com a morte do dono, o bordel fechou as portas porque ninguém mais na cidade tinha coragem de sujar o nome assumindo tais serviços. As meninas sem terem para onde ir, foram acolhidas por Benhardt que prometeu enviá-las para a fazenda dos pais no interior, a fim trabalharem na plantação de algodão. Elas sairiam em viagem no dia seguinte, mas antes passariam a noite na casa do gerente do consultório onde haviam muitos quartos. Eram 13 mulheres, das quais só uma chegou a sair do porão de Doutor depois que desceram as escadas. Ninguém daria a falta delas, e todos veriam as duas carruagens partindo na manhã seguinte com Benhardt guiando uma, e Doutor guiando a outra. A sociedade se sentia segura, tinham um médico que além de talentoso e refinado, era também uma pessoa com um coração enorme, que estava ajudando as meretrizes órfãs do bordel recentemente fechado.

    As carruagens seguiam quase vazias, mantinham a mentira sobre a vida das 13 mulheres aos olhos de toda a sociedade que aplaudia, sem saber, mais um plano teatral da dupla médica. No porão de Doutor, o terror sufocava as 12 mulheres restantes que amarradas com os membros em x e com boa distância entre si, esperavam o retorno dos seus sequestradores para mais uma vez implorarem por suas vidas. A 13º mulher seguia na carruagem, participaria de um experimento sobre a resistência do corpo humano. Doutor queria saber os limites de um corpo em baixas temperaturas, e para isso mergulharia a mulher que traziam num lago congelado; a deixariam só com a cabeça pra fora durante um certo tempo; e então a retirariam. Benhardt estava eufórico para tal experimento, tinha expectativas de que a mulher sobreviveria, já Doutor acreditava que os órgãos parariam alguns minutos depois da pessoa ser retirada do lago.

    Benhardt era experiente no jogo de mentiras que sustentavam sua carreira, mas se a fama lhe dava benefícios, certamente também cobraria um alto preço por eles. Até quando a máscara de bondade conseguiria manter-se fixa na face do psicopata apaixonado por estudar corpos humanos?



    Thanks for @Lovatic, Cupcake Graphics



    __________________________________


    avatar
    MOD Sayuki de Benu
    Estrela Celeste Maior
    Estrela Celeste Maior

    Mensagens : 44

    Status
    Nível: 4
    HP/Cosmo: 650/650
    Sentidos: 7º Sentido

    Re: Novas Lendas - Benhardt de Necromancer

    Mensagem por MOD Sayuki de Benu em Sex Set 29, 2017 11:25 pm

    Avaliação: A história continua fluindo bem e sem erros muito gritantes.


    +1 Nível adicionado ao personagem


    __________________________________

    avatar
    Benhardt de Necromancer
    Estrela Celeste
    Estrela Celeste

    Mensagens : 41

    Status
    Nível: 5
    HP/Cosmo: 600/600
    Sentidos: 6° Sentido (V. Som)

    Re: Novas Lendas - Benhardt de Necromancer

    Mensagem por Benhardt de Necromancer em Qua Out 04, 2017 6:29 pm

    Benhardt Heinz

    A Morte Não é o Fim
    1752-1755

    Benhardt estava num caminho sem volta, quanto mais praticava medicina, mais queria praticar, o prazer não tinha fim. Viciado na prática, começava a exagerar mais que o suportável. Doutor tentava aconselhá-lo, mas Benhardt não tinha tempo para ouvir as palavras do velho mestre, ele já o havia superado, agora era Doutor quem aprendia com Benhardt, que desfolhava livros e conseguia acesso aos grandes mestres da época através de sua aparência de médico jovem e promissor.

    A filha de um militar importante havia nascido cega, tinha 13 anos quando Benhardt a conheceu, já havia visto cegos por acidentes, mas nunca um nascido cego. Seu coração ficou apertado diante da menina que só conhecia o mundo pelas mãos ou pelo som. “As empregadas arrumam meu cabelo, dizem que sou bonita. Eu queria um dia poder ver meu reflexo.” Todas as noites essa frase ecoava na cabeça de Benhardt. Os antigos acreditavam que teria sido um castigo dos deuses para os pais da menina, Benhardt ousou desafiar os deuses, pediu permissão para começar a fazer exames frequentes na jovem.

    Benhardt ficou obcecado, a cegueira era um tabu inalcançável, analisou diversos cadáveres, e até sequestrou e matou um jovem que tinha ficado cego após um ataque de lobos. Examinou as ligações em todo o conjunto que desempenhava a visão, seu fascínio tomou todo o seu tempo. Os clientes, antes satisfeitos, começavam a se queixar da demora do jovem médico que já não atendia quase ninguém, pois dedicava-se exclusivamente ao tratamento da cegueira de Francelle. Conforme a mesa ia se enchendo de papel, as garrafas de vinho iam se esvaziando, Benhardt já não tinha controle sobre suas ambições, sequestrou outras três pessoas, uma deixou com a visão natural, a segunda cegou os olhos cortando-os, a terceira cegou utilizando um composto químico. Analisava as diferenças entre a visão comum, a cegueira por ferimento e a cegueira por contaminação química, anotava tudo detalhadamente, estava atrás de uma resposta, queria ousar como até então ninguém jamais havia feito.

    O pai de Francelle via o esforço do jovem médico como algo digno de um verdadeiro médico, e começou a custear Benhardt, apoiando-o financeiramente no lugar dos clientes que abandonavam o jovem médico. Com Benhardt envolvido no caso de Francelle, Doutor lecionava para jovens promessas médicas, gozando do título de ter sido mentor de Benhardt, tais ocupações tiravam o tempo da dupla que estava sendo investigada pelo suposto suicídio de Mansur, assassinado por Benhardt após o desfecho da sociedade no tráfico de mulheres.

    Com os horários apertados, Benhardt e Doutor não reparavam nos olhares sobre si. Um dos investigadores se disfarçou como aluno de Doutor, outro se misturou aos funcionários da família de Francelle a fim de observar Benhardt. A investigação seguia com sucesso impulsionado pelo desleixo da dupla médica que àquela altura acreditava que estariam impunes. Os meses foram se passando, Doutor observou com estranheza seu aluno que tentava ser o mais aplicado, reparava que o aluno tinha um olhar diferente, fazia muitas perguntas suspeitas. Já era tarde demais, pois os rumores se juntavam ao desagrado da população pelo médico jovem, que de talentoso passou a ser chamado de interesseiro, pois diziam que ele queria casar com Francelle quando esta tivesse idade para herdar a riqueza da família.

    A situação se tornou insustentável, Benhardt mostrou suas pesquisas para Doutor, era simplesmente algo grande demais para ser jogado fora, então em uma noite Benhardt assassinou os funcionários da família de Francelle, e junto deles torturou o investigador infiltrado. A confissão veio quando Benhardt considerou retirar a pele dele ainda vivo, tal como tinha feito com Mansur. Benhardt e Doutor fugiram, levaram consigo Francelle e o pai dela. Seguiram para um vilarejo não muito distante, haviam comprado uma casa de ferreiro, era um local propício para levantar uma mentira, haviam pensado nisso há tempos, mas agora sabiam que mais do que acusados, seriam caçados como criminosos. Tinham de ser rápidos, precisavam fazer logo o experimento com Francelle.

    Pai e filha tinham os mesmos olhos azuis, mas um enxergava e o outro não. Benhardt queria transplantar um olho, queria ver se seria possível fazer Francelle enxergar. E se conseguisse transplantaria o segundo. Só levaria 5 dias para serem encontrados, e terem de fugir novamente, desta vez o experimento se daria numa fazenda invadida que tinha uma casa de verão afastada da sede. Com poucos recursos, a dupla não logrou êxito no experimento, que já tinha duas cobaias debilitadas pela desnutrição. Francelle e seu pai morreram, tornaram-se o maior fracasso de Benhardt.

    Sem fama, sem dinheiro, sem liberdade, sem direito ao prazer de exercer medicina, restava para a dupla fugir. O destino seria o novo mundo, a América do Norte. A dupla porém acabou contraindo uma bactéria que lhes fez passar mal com febre e enjôos, foram encontrados próximos da sede desta fazenda, quando procuravam por coisas de valor. Procurados há 5 meses, a captura da dupla deixou todos da cidade francesa mais calmos. Foram julgados e sentenciados, mas a comoção pública gritava nas ruas, queriam mais que uma morte por enforcamento, queriam que a dupla sofresse como tinham feito as mulheres e todas as demais vítimas sofrerem.

    Os relatos da passagem da dupla por vilarejos anteriores levou os investigadores a descobrirem pântanos que serviam como depósitos  de cadáveres. A multidão queria vê-los apodrecer. A solução foi trancafiá-los no porão da casa de Doutor, sede das experiências cruéis da dupla. Ali sentiram a febre dos corpos piorar, ficaram resfriados também. Algemados em cantos opostos, não tinham forças suficientes para se libertarem, apenas assistiam a morte chegar a cavalo lentamente.

    - Morte, não tenho medo dos seus braços. Leve-me. Leve-me. –

    Benhardt rezava sempre que recobrava a consciência, cada minuto era uma eternidade, não havia mais prazer, não havia distração ou abstração, só havia a dolorosa espera. Aquele seria o fim da carreira médica, ali, esquecido, doente, sentiria seu corpo definhar, parecia não ser querido nem pela morte.

    [Estrela Celeste do Espírito] - A carne apodrece, mas o espírito continua. A morte não é o fim. E o sofrimento nunca tem fim no lugar para onde você está destinado a ir. –


    - Não há razão para viver, não há razão para morrer. Não há razão para existir. –

    [Estrela Celeste do Espírito] - E se tivesse uma razão? A qual o deixaria: nem vivo, nem morto. Mas em serviço.

    - O que é você, afinal? É a morte? –


    [Estrela Celeste do Espírito] – Sou uma emissária da morte, à serviço daquele que é mais que a morte, e mais que a vida; Hades, o deus do submundo.

    - Eu rezei pela morte devido ao meu sofrimento, mas só o apressei. –

    [Estrela Celeste do Espírito] – Você ainda não sabe o que é a verdadeira dor. Não sabe o que é fim, nem começo. Mas pode descobrir. Sua vida não vale nada para o meu deus, mas seus serviços podem mudar essa realidade. –

    - Que tipo de serviço um deus pode querer de um condenado como eu?

    [Estrela Celeste do Espírito] - Pode descobrir se decidir vender sua alma a mim, para que sejamos um só, para que seu nome seja Benhardt de Necromancer, espectro de Hades sob proteção da Estrela Celeste do Espírito. Meu Senhor exige gratidão daqueles que caminham com sua benção, e sua benção é estar além da vida, e além da morte, como um soldado de seu exército.

    - Me parece melhor que morrer...


    [Estrela Celeste do Espírito] - Não é melhor, é muito mais.


    - Eu aceito...

    [Estrela Celeste do Espírito]- Então prove que aceita, mate a única pessoa com a qual você se importa.


    Benhardt olhou para Doutor que tinha a boca amordaçada para que a dupla sofresse sem poder dialogar um com o outro, enquanto apenas um ouvia o lamento alheio. Doutor contemplou os olhos frios de Benhardt, respondeu que sim, morreria pelas mãos dele. Fosse convicção de que aquilo seria inevitável ou uma forma de Doutor continuar fazendo parte da história de Benhardt, a verdade é que naquela noite fria, após ser libertado das algemas pela presença metafísica do espectro, Benhardt rastejou até Doutor. Deu-lhe um beijo na testa, e quebrou seu pescoço. Uma morte rápida.

    O cosmo negro envolveu Benhardt, arrebatou sua alma dos domínios naturais, já não tinha poder sobre a própria vida, era agora um espectro de Hades, renascido para fazer a vontade de seu mestre. Antes de deixar a cidade, Benhardt contaminou todas as fontes de água do lugar, incluindo poços e lagos, com os restos mortais de Doutor, cuja carne estava adoecida pela bactéria que gerava febre, enjôo e diarréia. Quando os cidadãos perceberam o contágio, no terceiro dia, era tarde demais, mais da metade da população estava morta, e a outra metade adoecida. Benhardt finalmente deixou a cidade, começando assim sua jornada como espectro em 1755.


    Necromancer
    Estrela Celeste do Espírito

    |||||||||||||||||||||||||||||||||||


    __________________________________


    avatar
    MOD Argeu de Pégaso
    Cavaleiro de Bronze
    Cavaleiro de Bronze

    Mensagens : 36

    Status
    Nível: 6
    HP/Cosmo: 550/550
    Sentidos: 6° Sentido (V. Som)

    Re: Novas Lendas - Benhardt de Necromancer

    Mensagem por MOD Argeu de Pégaso em Qui Out 05, 2017 11:09 pm

    Hey Guy! Gostei da história, muito simples e envolvente. Posso te dar umas dicas? Só da uma olhada nas virgulas, pois em momentos da narração poderia optar por ponto continuativo, final e até ponto-virgula. Além disso, nas falas acontece ao contrario kkk

    No mais, o resto esta tudo certo.


    +1 Nivel


    __________________________________


    Conteúdo patrocinado

    Re: Novas Lendas - Benhardt de Necromancer

    Mensagem por Conteúdo patrocinado


      Data/hora atual: Dom Out 22, 2017 2:09 pm