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    [ON Trama] O Início da Guerra: A Invasão (Parte 2)

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    [ON Trama] O Início da Guerra: A Invasão (Parte 2)

    Mensagem por Narrador em Ter Out 24, 2017 7:05 pm




    O Início da Guerra: A Invasão (Parte 2)




    - A Trama não terá um post narrativo inicial

    - O post inicial será do guardião da casa, Ragnar de Capricórnio. Sua proposta é simplesmente cumprir o dever de um cavaleiro de ouro: Ficar dentro da casa protegendo-a.

    - Após o post inicial, o player aguardará a passagem de Raj de Virgem que passará pela casa ao fim da trama 'A Chegada dos Três'

    - Após a passagem de Raj, uma trama similar será aberta na casa de Virgem e em outra parte do Santuário e então a trama principal (A Invasão) terá início.

    - O prazo de postagem é de até 7 dias contados a partir do post do Narrador. Caso você não possa postar, avise ao ADM responsável pela trama ou sofrerá as consequências (que pode resultar até mesmo em morte do personagem).

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    Re: [ON Trama] O Início da Guerra: A Invasão (Parte 2)

    Mensagem por MOD Ben de Necromancer em Qua Nov 01, 2017 8:11 pm

    Benhardt Heinz

    O Início da Guerra


    Benhardt erguia seu cosmo pela vontade de Hades, Yoshiro demonstrava notável capacidade de gozar com o caos, mas o médico alemão via a situação um pouco mais além...

    - Yoshiro... – só continuaria quando este lhe respondesse, de modo que assim, e aparentemente só assim, ele pudesse desviar o olhar das luzes do vilarejo – não fomos interceptados e tudo está tranquilo. Vamos- Yoshiro interrompia Benhardt, sua face estava séria.

    [Yoshiro] – Você tem seus planos, eu tenho os meus. Vamos segui-los, sem os temermos. – daria um sorriso indecifrável para Benhardt, e voltaria a caminhar lentamente na direção do vilarejo.

    Incompreensível, e por causa disso... muito, muito interessante. Que tipo de pessoa é você, Yoshiro?

    - Vou ver o que estão fazendo perto das colinas, por enquanto é meu único plano. – falava, mas Yoshiro apenas acenava de costas com a mão direita, dando um simples tchau.

    Benhardt caminharia esquivando-se do vilarejo, era sublime pensar em derrubá-lo junto de Yoshiro, mas antes das suas vontades pessoais vinham suas obrigações como espectro, e aquela oportunidade era muito valiosa para ser deixada para depois.

    Onde vocês estão, cavaleiros?

    Com cuidado o alemão andava pelas ruínas gregas, encontraria uma pequena patrulha de soldados, estavam em três. O local parecia uma arena, Benhardt poderia chutar ser o Coliseu, e acertaria caso chutasse. Conforme Benhardt elevava o cosmo, os três começavam a suar frio, viam tudo embaçado, por fim vomitavam uma, duas vezes.

    - Não se preocupem, sou médico. O que estão sentindo? –

    Se questionavam sobre o “médico”, mas enxergavam tudo embaçado, sentiam a boca seca, os olhos ardiam... não se lembrariam de terem ficado tão mal durante suas vidas.

    - Vocês são... cavaleiros? – Benhardt estava descrente, veria os soldados desmaiarem diante do efeito de sua técnica “Toque do Necromante” (Gasto baixo). – Hum... soldados do santuário. Vou deixá-los aqui como iscas. – seguia deixando os soldados desmaiados para trás.

    A caminhada do espectro seria tranquila, e veria, com espanto, surgir em meio as colinas a escadaria para as famosas 12 casas. A imponência do lugar não permitia que o alemão seguisse em frente tão facilmente.

    - Invencíveis desde eras mitológicas, tão fortes quanto os maiores do inferno... –

    Essas escadas estão vazias, mas eu me sinto observado. Não. Não é só isso. Me sinto intimado a sair daqui...

    Benhardt olhava para esquerda e direita, não havia nada lá. Mas uma gota de suor escorreria em seu rosto.

    O que faço?

    O silêncio do local fazia a pele morta do médico voltar a sentir frio, do alto da montanha uma escassa luz indicava um relógio colossal.

    Athena, filha de Zeus... eu aceito o desafio do seu reino.

    Respirou fundo, e começou a subir os degraus. Atravessar a casa de Áries seria uma tarefa lenta e desafiadora, Benhardt se sentia intimidado a cada metro vencido. O som de suas botas criava um longo e profundo eco, era como se a casa o rejeitasse até no andar. Touro o fez se sentir minúsculo, dada a imponência que ela transmitia.

    As duas estão vazias... tem algo errado acontecendo.

    Ao sair de Touro se sentiria aliviado, era como se seu corpo tivesse dificuldades de caminhar nos pátios daquelas casas sagradas. Gêmeos era marcada pela ausência de luz na saída. Benhardt andaria por minutos, e até correria.

    Essa casa é enorme!

    Mesmo correndo o espectro era incapaz de ver a luz no fim da mesma, ele então decidiu não usar os olhos, mas sim se guiar pelas sensações. Uma leve corrente de ar o levaria até a saída do labirinto de luz e sombra.

    - A casa de gêmeos é terrível. – diria suado e ofegante enquanto caminhava para a próxima casa sagrada. A casa de Câncer tinha um cheiro diferente, parecia abandonada, sem a beleza das anteriores, seu clima era familiar ao espectro, lembrava a sensação de se estar morrendo, era como não ter mais esperanças do próximo suspiro. Benhardt atravessaria a casa de Câncer refletindo sobre o tipo de cavaleiro que guardaria uma casa como aquela.

    A casa de Leão tinha algumas estátuas na sua entrada, elas encaravam Benhardt. Ele juraria ter visto uma delas piscar, pareciam guardiões de pedra, pareciam ter vida e ferocidade como leões de carne. Benhardt passaria desconfortável diante das estátuas. A casa de Leão o levaria até Virgem, uma casa extremamente conservada e bela. Nesta casa, Benhardt teria a impressão de que nem ouvir seus passos conseguia. Era uma tranquilidade que trazia aflição ao seu peito.

    Libra e Escorpião fariam Benhardt derramar mais gotas de suor frio.

    - Onde os cavaleiros estão? –

    Benhardt ficaria parado na saída de Escorpião, seus olhos tinham a mesma vista que os cavaleiros tinham, havia algo naquela montanha, a colônia de bactérias que viviam no espectro pareciam sentir medo.

    Sim, esse sentimento é terrível. Mas já cheguei até aqui... preciso descobrir porque tudo está assim.


    A passagem pela casa de Sagitário faria o alemão ganhar confiança. Não era coragem, era um otimismo alimentado pela experiência absorvida no espaço de tempo até aquela casa zodiacal. A mente de Benhardt criava e abandonava teorias em grande velocidade.

    Se for uma armadilha, certamente não foi montada para um espectro inferior como eu. Se for uma medida militar, então onde acontecerá a verdadeira batalha?

    Avançava pelas escadas ao fim de Sagitário.

    - O que é isso?

    Um cosmo poderoso emanava da próxima casa zodiacal.

    Capricórnio...





    Necromancer
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    Re: [ON Trama] O Início da Guerra: A Invasão (Parte 2)

    Mensagem por Narrador em Qua Nov 01, 2017 9:11 pm




    O Início da Guerra: A Invasão (Parte 2)




    Os dois espectros haviam se infiltrado facilmente no Santuário, assim como alguns outros de seus companheiros que, ao menos Benhardt, não tinham conhecimento até então. O Espectro de Necromancer, atraído pela energia das doze casas, sentiu-se desafiado para atravessa-las e foi o que fez.
    Um cenário incomum, no entanto. A lenda conta que desde as eras mitológicas nenhum inimigo fora capaz de atravessar as 12 casas zodiacais. Benhardt, porém, as atravessava sem problema algum. Não fossem as energias emanadas das mesmas, seria apenas um passeio no parque para a Estrela Celeste.

    Ao chegar na escadaria entre a casa de Sagitário e a de Capricórnio, entretanto, o espectro fora capaz de sentir um cosmo emanando da mesma. Esta não estava vazia. Não saberia dizer o porque todas as outras nove estavam, mas Capricórnio... Seu guardião com certeza estava ali, aguardando-o. Poderia ele ter sentido a aproximação do espectro? Essa probabilidade era alta, tão alta que o próprio Necromancer hesitou, permanecendo na escadaria.

    Os passos ecoaram e o espectro viu a aura dourada do capricorniano saindo de dentro de sua casa e parando no topo da escadaria, lançando-lhe um olhar de desprezo, porém convidativo. Seu cosmo elevado, pronto para atacar a qualquer momento era mais um aviso de que sim, ele o sentira e estava a sua espera. Ir até ali foi nada mais nada menos do que um último aviso. Caso o invasor ignorasse esse aviso e entrasse dentro da casa de Capricórnio, seria recebido com não uma, mas três rajadas na velocidade da luz da Excalibur. Ragnar então deu as costas, retornando ao seu posto no interior do grande salão de capricornio, aguardando seu destino.

    O que o Guardião da Décima Casa faria? E quanto ao Espectro Invasor? Caberia aos dois guerreiros decidir quem viverá e quem morrerá caso Benhardt ignore o aviso do Cavaleiro de Ouro. A invasão ao Santuário já havia se iniciado. Athena conheceria as intenções de Hades naquela noite.


    IMPORTANTE

    - A ordem de postagem, neste momento, será a seguinte: 1° Ragnar de Capricórnio / 2° Benhardt de Necromancer

    - Ragnar fora inativado e seu personagem transformado em NPC, portanto, não postará mais. Este post foi editado para se adequar a nova realidade.

    - O prazo de postagem é de 5 dias, conforme as regras.

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    Re: [ON Trama] O Início da Guerra: A Invasão (Parte 2)

    Mensagem por MOD Ben de Necromancer em Qua Nov 08, 2017 11:50 am

    Benhardt Heinz

    O Início da Guerra


    Nove casas haviam ficado para trás. Atento, o espectro de Necromancer não se deixaria levar pela aparente facilidade em seu acesso. Sua vida, de mentiras e armações, levou anos para ser desmascarada; um tropeço motivado pelo seu excesso de vaidade na época.

    Fácil demais. Por quê?

    - Hum...isso é um cosmo.

    Capricórnio...  

    Benhardt recebia o olhar determinado do cavaleiro de ouro. Aquela visão, mesmo que durasse segundos, ficaria gravada até a morte do jovem médico.

    Um cavaleiro de ouro, enfim...

    Desprovido de fraquezas emocionais baratas, Benhardt apreciava em silêncio a imponência do cavaleiro de Capricórnio. O cosmo do dourado era tão terrível quanto tinha sido atravessar as casas zodiacais até aquele ponto. Já que estava ali, Benhardt queria mais que uma batalha, queria respostas, e morrer, claro, estava fora dos planos...

    - Então será assim. – constataria o perigo, mas como havia jurado para Athena no início das subidas das doze casadas, não recusaria o desafio. – Meu nome é Benhardt de Necromancer, a Estrela Celeste do Espírito. –


    O garoto que tinha saído da fazenda aos 14 anos, tinha chegado no topo do mundo, estava entre os deuses; estava entre os mais fortes. Ao prolongar seus passos Capricórnio lhe atacaria; eram feixes de luzes; o dourado ia direto ao ponto sem nada dizer.

    - .....

    Benhardt se lançaria para o lado direito, caindo sobre a palma da mão deste mesmo lado. O choque da mão com o chão seria transferido num movimento rolante para a frente. Os feixes mudariam seu curso? Como um soldado, Benhardt de maneira ágil tentaria fugir da “linha de tiro”, dedicando atenção à diferença de velocidade entre os feixes. Caso tivesse sucesso, se apressaria em ficar de pé, enquanto seu corpo se alinhava para ficar perfeitamente ereto, o alemão dispararia, silenciosamente e discretamente, sua Presa do Necromante. Sacrificaria a mira, em prol de obter a maior velocidade possível mirando em qualquer lugar entre o pescoço e a linha de cintura do cavaleiro. Conseguiria?



    Necromancer
    Estrela Celeste do Espírito

    Presa do Necromante:

    Nome da Técnica: Presa do Necromante

    Estilo: Ofensiva

    Descrição: Quando Benhardt se tornou um assassino sequestrador de corpos, viu surgir a necessidade de desenvolver uma forma mais eficaz e prática de matar. Nesta época bastavam socos em lugares específicos; cortes com lâminas; e aromas atordoantes, mas agora, como um espectro, todas essas táticas tornaram-se obsoletas. Havia chegado o momento de desenvolver técnicas cósmicas mais eficientes. Concentrando seu cosmo em um dos dedos, Benhardt calibra a potência de forma que a energia se acumule, mas não “escape”, fazendo com que a energia acumulada se transforme em uma esfera com circunferência de 5 centímetros. Com a energia concentrada, Benhardt a libera de uma única vez, disparando assim um “tiro de luz” que viaja na direção do alvo/adversário. A energia ganha a coloração do cosmo de Benhardt e pode ser usada em qualquer dedo. O rastro cósmico possuirá a mesma espessura da esfera; apenas a “ponta” da técnica produzirá danos ao atingir seu objetivo, o rastro é tão somente efeito do arrasto cósmico.

    Efeitos:A técnica possui alto poder de perfuração. Benhardt usará seus conhecimentos sobre o corpo humano para tentar atingir partes específicas no adversário, sejam externas ou internas. Os danos dependerão do local atingido e da profundidade de penetração na carne.
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    Re: [ON Trama] O Início da Guerra: A Invasão (Parte 2)

    Mensagem por Narrador em Sex Nov 10, 2017 11:59 pm




    O Início da Guerra: A Invasão (Parte 2)




    Talvez o desafio fosse um ótimo motivo para Benhardt continuar subindo as escadarias para enfrentar o Capricórnio, mas... Havia aquela bendita missão. Mesmo se Athena, mesmo se o Santuário não houvesse o desafiado, sua missão precisaria ser cumprida a todo custo. Lembrou-se das palavras baixas e discretas de Pandora para os dois espectros invasores. Ele e Yoshiro estavam a sós com sua governante quando lhe foram ordenados a ir até aquele local. Adentrar o Salão do Grande Mestre... Que missão... E ainda havia a segunda parte desta que fora confiada unicamente à Yoshiro. Necromancer havia sido dispensado neste momento, não sabia exatamente o que eles queriam no salão do Patriarca do Santuário.


    Mas enfim, Benhardt avançou e assim que pôs os pés na casa de Capricórnio, fora atacado por seu protetor. O espectro se lançou para o lado direito, desviando das primeiras duas lâminas, mas felizmente teve o bom senso de imaginar que estas pudessem mudar o seu curso e se livrou da terceira que passou pelas paredes da décima casa como se fosse nada.
    Assim que se levantou, disparou sua técnica contra o oponente de forma silenciosa e escondida. Um poderoso disparo de energia percorre o caminho entre os dois adversários, perfurando a ombreira e a parte superior do ombro esquerdo de Ragnar, que tem o corpo projetado para o mesmo lado.

    Surpreso, o cavaleiro de ouro finalmente percebe que não lidava com um espectro comum. Apesar da velocidade daquela técnica fosse comparável a de qualquer cavaleiro de prata, sua precisão e senso de combate eram excepcionais, dignos de um exímio combatente. Apesar da diferença de forças, deveria tomar cuidado. Seus olhos cerraram e este passou seus olhos mais uma vez pelo invasor, tendo assim uma nova impressão de quem era Benhardt de Necromancer que até então havia ignorado.

    - Benhardt de Necromancer... Me chamo Ragnar de Capricórnio e sou o defensor da décima casa! Apesar de suas grandes habilidades, temo que conhecerá a morte aqui.

    O cavaleiro de ouro cruzou seus braços, seu cosmo queimava, aumentando gradativamente. A capa que se prendia apenas em uma ombreira agora se desprendeu desta e saiu voando pelo grande salão da casa de Capricórnio.

    - Receba isso! Cruz de Excalibur!

    De seus braços, o feixe gigantesco em formato de cruz cruzou o salão em alta velocidade na direção de Necromancer. Seu poder poderia ser sentido desde antes da técnica ser de fato efetuada. A julgar pela facilidade que os feixes mais fracos cortaram as grossas paredes da casa, se Benhardt fosse pego em cheio por aquilo seria morto instantaneamente e seus pedaços fariam parte da decoração do local. Precisaria se esquivar daquilo de alguma forma e atacar Ragnar sem dar-lhe chances de se defender. Uma luta direta como esta era completamente desvantajosa para o espectro.


    Ficha dos Personagens

    Benhardt de Necromancer
    HP 600
    Cosmo 500 -100 da Técnica


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    Re: [ON Trama] O Início da Guerra: A Invasão (Parte 2)

    Mensagem por MOD Ben de Necromancer em Sab Nov 11, 2017 10:58 am

    Benhardt Heinz

    A Cruz Dourada de Capricórnio e o Hálito Adoecido do Necromancer



    Psicopata. Serial-killer. Lunático. Mentiroso. Benhardt tinha sido todas essas coisas durante sua vida. Seres humanos possuíam sangue, carne, órgãos... eram difíceis de tratar, fáceis de matar. Ragnar, apesar da imponência como um dos doze cavaleiros de ouro, era um ser humano; tinha sangue, órgãos, carne, ossos... os olhos de Benhardt cobiçavam o cavaleiro como um presa. O defensor da 10º casa dentre as doze intransponíveis desde épocas mitológicas, estava longe de ser uma presa inocente, isso, contudo, não desmotivaria Benhardt que era um homem muito centrado em seus objetivos.

    Todo homem é mortal...

    Necromancer encurtaria a distância das escadas, se colocando no salão.  

    Ragnar bradava forte, deixava claro sua postura guardiã: Benhardt não teria um minuto a mais de vida sequer. O médico, porém, tinha uma única frase a dizer, uma pergunta simples:

    - Onde estão os outros cavaleiros de ouro? – Benhardt erguia então seu cosmo ao limite – Não te matarei antes que me responda. – fora o cosmo transmitindo agressividade, Benhardt não elevava a voz mais que o necessário para Capricórnio ouvir. A frieza do açougueiro se mantinha em riste, ainda que houvesse respeito pelo poder do adversário.  

    Ele ta usando mais poder desta vez... uma cruz?!

    Perplexo com o poder empregado na técnica, Benhardt ergueu seu braço direito. O dedo indicador concentraria a energia necessária.

    - Presa do Necromancer! – (gasto alto)

    Mirava no “centro” da cruz. Energia contra energia, o espectro não tiraria os olhos do choque entre técnicas, esperaria pelo pior, mas ao menos ao invés de se esquivar de toda a potencia da cruz, se esquivaria dos feixes que sobrassem. Provavelmente seriam reduzidos. Benhardt desviaria correndo em velocidade para sua esquerda no momento que disparasse sua Presa do Necromancer. Com tudo acontecendo rapidamente, o alemão contaria com sua velocidade e atenção para tentar sobreviver ao terror emanado por seu adversário.


    Ragnar de Capricórnio... muito poderoso.



    Necromancer
    Estrela Celeste do Espírito

    Presa do Necromante:

    Nome da Técnica: Presa do Necromante

    Estilo: Ofensiva

    Descrição: Quando Benhardt se tornou um assassino sequestrador de corpos, viu surgir a necessidade de desenvolver uma forma mais eficaz e prática de matar. Nesta época bastavam socos em lugares específicos; cortes com lâminas; e aromas atordoantes, mas agora, como um espectro, todas essas táticas tornaram-se obsoletas. Havia chegado o momento de desenvolver técnicas cósmicas mais eficientes. Concentrando seu cosmo em um dos dedos, Benhardt calibra a potência de forma que a energia se acumule, mas não “escape”, fazendo com que a energia acumulada se transforme em uma esfera com circunferência de 5 centímetros. Com a energia concentrada, Benhardt a libera de uma única vez, disparando assim um “tiro de luz” que viaja na direção do alvo/adversário. A energia ganha a coloração do cosmo de Benhardt e pode ser usada em qualquer dedo. O rastro cósmico possuirá a mesma espessura da esfera; apenas a “ponta” da técnica produzirá danos ao atingir seu objetivo, o rastro é tão somente efeito do arrasto cósmico.

    Efeitos:A técnica possui alto poder de perfuração. Benhardt usará seus conhecimentos sobre o corpo humano para tentar atingir partes específicas no adversário, sejam externas ou internas. Os danos dependerão do local atingido e da profundidade de penetração na carne.

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    Re: [ON Trama] O Início da Guerra: A Invasão (Parte 2)

    Mensagem por Narrador em Ter Nov 21, 2017 9:59 pm




    O Início da Guerra: A Invasão (Parte 2)




    Ragnar observava imponente seu oponente questiona-lo sobre o paradeiro dos outros Cavaleiros de Ouro, seu silêncio, no entanto, durou apenas até lançar sua poderosa cruz na direção de Benhardt.
    Perplexo com a poderosa técnica do capricorniano, Necromancer ergueu seu braço direito, lançando um contra-golpe na tentativa de desestabilizar, ou quebrar parte daquela gigantesca cruz que certamente o mataria se o tocasse.

    - Presa do Necromancer!

    Disparada no centro da cruz, a técnica a atingiu em cheio há poucos metros de alcança-lo. O centro fora quebrado e as pontas da cruz se dispersaram, cortando mais uma vez a casa de capricórnio, mas desta vez abrindo grandes buracos nas paredes da mesma. Correndo, Benhartd conseguiu se esquivar facilmente destes fragmentos dispersos, estaria agora mais próximo de Ragnar, no entanto.

    O cavaleiro de ouro daria alguns passos em sua direção, com a mão e braço estendido para cima e seu cosmo sendo concentrado de forma absurda nestes. Por mais que o espectro não conhecesse a poderosa Excalibur, o seu terror poderia ser sentido em seus ossos. Ragnar se o observou novamente de baixo para cima e, por misericórdia, decidiu responder os questionamentos anteriores do homem.

    - Os Cavaleiros de Ouro... Em sua maioria estão cumprindo outras missões. Áries, no entanto, está aqui no santuário. Imagino o que esteja fazendo. – Sorriu. – Você disse que me mataria quando eu te respondesse não é? Sinto muito dizer isso, mas... – Sangue jorrou de seu peito e de sua boca, cortando sua fala.

    Desnorteado e sem entender o que estava acontecendo, o cosmo em seu braço se dissipou. Ragnar olhou para baixo e viu seu peito, mais precisamente seu coração, trespassado por uma mão revestida por uma armadura negra. Olhou para trás e viu seu executor. O homem de aspecto misterioso já era conhecido de Benhardt, era nada mais nada menos que Yoshiro de Behemoth.

    - Mas...? – Ele disse. – Desculpe, estava tentando ameaçar alguém de morte? Acho que te interrompi, não é mesmo?

    Yoshiro puxou sua mão de volta e viu Ragnar cair de joelhos a sua frente. Não era tão inocente a ponto de achar que sobreviveria aquilo, mas ainda sim, tentou erguer sua mão na direção de Benhardt. A maior vergonha para um espadachim é ser ferido pelas costas, ele, no entanto, havia sido derrotado e morto dessa forma. Seus olhos perderam o brilho enquanto fitavam os do Necromancer, não sem perder sua imponência e a vontade de terminar o combate, no entanto. Seus braços caíram, seguidos por seu tronco, dando de cara no chão frio da casa de Capricórnio que agora era tingido com o seu sangue. Mais um Cavaleiro de Ouro havia caído, novamente pelas mãos de Yoshiro.

    - Desculpe, eu demorei? – Observou Benhardt. – Mais sorte na próxima. – Yoshiro deu passos apressados na direção da escadaria. – Na teoria eu deveria fazer isso sozinho, mas julguei que precisaria de sua ajuda ali em cima. Não consigo enfrentar os três ao mesmo tempo. – Sem explicar muito, ele seguiu na direção da saída, subindo as doze casas. Seu destino seria o Salão do Grande Mestre e caberia à Benhardt de Necromancer segui-lo e ajuda-lo nessa tarefa misteriosa.


    IMPORTANTE


    - O próximo post de Benhardt de Necromancer será o último desta trama, ela terá continuação no tópico O Início da Guerra: A Invasão (Parte 3) que será criado após o encerramento desta.

    - O level desta trama não será dado devido ao tamanho da mesma, no entanto, as partes 2 e 3 serão computadas juntas e, por isso, o level será dado lá.

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    Re: [ON Trama] O Início da Guerra: A Invasão (Parte 2)

    Mensagem por MOD Ben de Necromancer em Sab Nov 25, 2017 8:37 am

    Benhardt Heinz

    Uma Batalha. Nenhum Final.


    Enfrentar um cavaleiro de ouro era algo que deixaria uma marca em Benhardt. Ragnar não temia enfrentá-lo, Ragnar era muito mais que uma presa. Isso deixava Necromancer muito mais interessado na batalha. Se imaginava mergulhado em sangue, destruição, membros decepados. Desviava com sucesso dos frames que devastavam a casa zodiacal. A batalha era, ao menos para Ben, cautelosa; não precisariam acertar mais que uma vez um ao outro pra que virassem meros pedaços de carne jogados ao chão, tamanho era o cosmo empregado. Ragnar falava com Benhardt, as informações seriam analisadas depois.  

    - Matar lentamente... – despejava ênfase nas palavras em resposta às palavras de Ragnar. O seu cosmo se elevava. Matar não era um desejo incontrolável pelo alemão, não era um assassino incontrolável, era um assassino racional, centrado e profundamente focado. O cosmo preenchia a sala, Ragnar erguia mais uma vez a mão. Benhardt não ficaria esperando pelos golpes, avançava. Parava. A luta tinha fim.

    A reação de Benhardt foi de abrir um pouco mais seus olhos ao perceber o rosto do assassino. Nos olhos de Ragnar havia o desejo de continuar a luta. Mas por quê? Benhardt era incapaz de processar o código de honra do cavaleiro, mas encarava como um ato de coragem.

    - ...

    O que era aquele olhar disciplinado no rosto de uma pessoa que morria a cada segundo pelos graves ferimentos? Benhardt se aproximaria do cavaleiro, com seu pé esquerdo o ergueria por baixo do braço direito colocando-o sentado com as costas apoiadas numa pilastra ou parede. Deste modo Ragnar, mesmo morto, estaria sentado, com a expressão final de seu rosto... um tumulo apropriado para um guardião tão empenhado.

    Continue vigiando Ragnar... a morte não é o fim.

    Não dizia nada para Yoshiro. Talvez não tivesse gostado da interferência na batalha, mas Benhardt não tinha tempo para interesses pessoais. Concluiria a missão ao lado do espectro. A vida do alemão era de Hades, para Hades e suas ações por Hades. Todas as outras coisas vinham em segundo lugar. Com passos firmes, seguiria Yoshiro.

    - Não sente como se tudo estivesse sendo... fácil demais? – quebrava o silêncio especulando sobre o que esperava a dupla.


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