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    ADM Cecilia de Griffon
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    Mensagem por ADM Cecilia de Griffon em Sex Maio 09, 2014 5:33 pm

    Cecília de Griffon
    Teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste, teste.

    tagged PESSOA COM QUEM ESTOU FALANDO • wearing ROUPA QUE ESTOU VESTINDO • place LUGAR ONDE ESTOU • music MÚSICA QUE ESTOU OUVINDO • notes ALGO A MAIS! • thanks juuub's from @ cp !
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    Mensagem por ADM Cecilia de Griffon em Sab Maio 10, 2014 11:06 pm



    Cecilia de Griffon

    Um homem tinha sete filhos e nunca tinha uma filha, por mais que desejasse. Até que, finalmente, sua mulher lhe deu esperanças de novo e, quando a criança veio ao mundo, era uma menina. A alegria foi enorme, mas a criança era franzina e miúda e, por causa dessa fraqueza, foi preciso que lhe dessem logo os sacramentos. O pai mandou um dos filhos ir correndo até a fonte, buscar água para o batismo. Os outros seis foram atrás do irmão e, como cada um queria ser o primeiro a puxar a água para cima, acabaram deixando o balde cair no fundo do poço. Aí eles ficaram assustados, sem saber o que deviam fazer, e nenhum dos sete tinha coragem de voltar para casa. Foram ficando por lá, sem sair do lugar.

    Como estavam demorando muito, o pai foi ficando cada vez mais impaciente e disse: - Na certa ficaram brincando e se esqueceram de voltar, aqueles moleques levados...

    Começou a ficar com medo de que a menininha morresse sem ser batizada e, com raiva, gritou:

    - Tomara que eles todos virem corvos!

    Mal o pai acabou de dizer essas palavras, ouviu um barulho de asas batendo no ar, por cima da cabeça. Levantou os olhos e viu sete corvos negros como carvão. voando de um lado para outro.

    Os pais ficaram tristíssimos, mas não conseguiram fazer nada para quebrar o encanto.

    Felizmente, puderam se consolar um pouco com sua filhinha querida, que logo recuperou as forças e cada dia ia ficando mais bonita. Durante muito tempo, ela ficou sem saber que tinha tido irmãos, porque os pais tinham o maior cuidado de nunca falar nisso. Mas um dia, ela ouviu por acaso umas pessoas comentando que era uma pena que uma menina assim tão bonita como ela fosse a responsável pela infelicidade dos irmãos.

    A menina ficou muito aflita e foi logo perguntar aos pais se era verdade que ela já tinha tido irmãos, e o que tinha acontecido com eles. Os pais não puderam continuar guardando segredo. Mas explicaram que o que aconteceu tinha sido um desígnio do céu, e que o nascimento dela não tinha culpa de nada. Só que a menina começou a ter remorsos todos os dias e resolveu que precisava dar um jeito de livrar os irmãos do encanto. Não sossegou enquanto não saiu escondida, tentando encontrar algum sinal deles em algum lugar, custasse o que custasse. Não levou quase nada: só um anelzinho como lembrança dos pais, uma garrafinha d'água para matar a sede e uma cadeirinha para descansar.

    Andou, andou, andou, cada vez para mais longe, até o fim do mundo. Aí, ela chegou junto do sol. Mas ele era quente demais e muito terrível, porque comia os próprios filhos. Ela saiu correndo, fugindo, para bem longe, até que chegou junto da lua. Mas a lua era fria demais e muito malvada e cruel. Assim que viu a menina, disse:
    - Huuummm sinto cheiro de carne humana...

    A menina saiu correndo bem depressa, fugindo para bem longe, até que chegou junto das estrelas.

    As estrelas foram muito amáveis e boazinhas com ela, cada uma sentada em uma cadeirinha separada. Então, a estrela da manhã se levantou, deu um ossinho de galinha à menina e disse:

    - Sem este ossinho, você não vai conseguir abrir a montanha de vidro. E é na montanha de vidro que estão os seus irmãos.

    A menina pegou no ossinho, embrulhou-o com todo cuidado num lenço e continuou seu caminho, até que chegou à montanha de vidro. A porta estava bem fechada, trancada com chave, e ela resolveu pegar o ossinho de galinha que estava guardado no lenço. Mas quando desembrulhou, viu que não tinha nada dentro do pano e que ela tinha perdido o presente que as boas estrelas tinham dado. Ficou sem saber o que fazer. Queria muito salvar os irmãos, mas não tinha mais a chave da montanha de vidro. Então, a boa irmãzinha pegou uma faca, cortou um dedo mindinho, enfiou na fechadura e deu um jeito de abrir a porta. Assim que entrou, um gnomo veio ao seu encontro e lhe perguntou:

    - Minha filha, o que é que você está procurando?

    - Procuro meus irmãos, os sete corvos - respondeu ela. O gnomo então disse:

    - Os senhores Corvos não estão em casa, mas se quiser esperar até que eles cheguem, entre e fique à vontade.

    Lá em cima, o gnomo pôs a mesa para o jantar dos corvos, com sete pratinhos e sete copinhos. A irmã então comeu um pouco da comida de cada prato e bebeu um gole de cada copo. Mas no último, deixou cair o anelzinho que tinha trazido.

    De repente, ouviu-se nos ares um barulho de gritos e batidas de asas. Então o gnomo disse:

    - São os senhores Corvos que estão chegando.

    Eram eles mesmos, com fome e com sede. Foram logo em direção aos pratos e copos. E, um por um, foram gritando:

    - Quem comeu no meu prato? Quem bebeu no meu copo? Foi boca de gente, foi boca de gente...

    Mas quando o sétimo corvo acabou de esvaziar seu copo, o anel caiu lá de dentro. Ele olhou bem e reconheceu que era um anel do pai e da mãe deles, e disse:

    - Quem dera que fosse a nossa irmãzinha, porque aí a gente ficava livre.

    Quando a menina, que estava escondida atrás da porta, ouviu esse desejo, apareceu de repente e todos os corvos viraram gente outra vez. Começaram todos a se abraçar e se beijar e a se fazer mil carinhos e depois voltaram para casa muito felizes.

    Este é o post numero 000 da personagem primeiro corvo em caverna diva com os outros seis corvos. Estamos esperando e com um humor feliz.



    Thanks @ Solaria Magnum CG
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    Re: Template Kyria

    Mensagem por ADM Cecilia de Griffon em Dom Maio 11, 2014 9:29 pm



    Cecilia de Griffon



    O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui O post vai aqui



    Tagged: Everybody Wearing: This! Notes: none



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    Re: Template Kyria

    Mensagem por ADM Cecilia de Griffon em Dom Jun 01, 2014 10:52 am



    titulo

    Post vai aqui.


    notes: i'm radioactive tags: - vestindo: isso


    © CG



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    Re: Template Kyria

    Mensagem por ADM Cecilia de Griffon em Dom Jun 01, 2014 7:03 pm


    You knew I were trouble...

    Se eu fechar meus olhos, ainda posso me lembrar da música que tocava por todas as ruas de Veneza, era como se meu coração batesse ao compasso das notas emitidas pelos músicos, elas entravam pela minha pele e faziam meu corpo vibrar. As luzes fracas das lamparinas tremulavam, distorcendo as silhuetas das pessoas nas paredes e a lua estava linda e brilhante no céu, junto com as estrelas ao seu lado. Os cheiros dos perfumes se misturavam nas ruas por todos os lugares, as vozes das pessoas nas ruas mesclavam-se com as canções carnavalescas produzindo uma só nota. Veneza no carnaval era um lugar lindo, iluminado, parecia uma caixinha de música cheia de pequenas bonecas enfeitadas.

    ...So shame on you now

    Esse é meu post de número {00}. O tempo está {chuvoso}, e estou usando {isso}, estou falando com {alguém/sozinha}. Estou postando {lugar}. E agradeço a Lari ❥ por esse template.


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    Re: Template Kyria

    Mensagem por ADM Cecilia de Griffon em Qui Jun 26, 2014 10:02 pm


    Aqui você coloca o Título

    Escreve o que voce quiser.


    Aqui vc coloca seu post Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post   Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post   Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post   Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post  Aqui vc coloca seu post



    OBSERVAÇÕES

    Armas

    Arma I Descrição.

    Poderes Ativos

    Poder Ativo I Descrição.

    Poderes Passivos

    Poder Passivo I Descrição.










    Última edição por ADM Ryella de Aquário em Ter Ago 15, 2017 11:08 pm, editado 3 vez(es)


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    Mensagem por MOD Ben de Necromancer em Qui Jul 10, 2014 11:27 pm

    Quem dera eu tivesse visto este acervo antes :/
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    Re: Template Kyria

    Mensagem por ADM Cecilia de Griffon em Dom Jul 27, 2014 4:56 pm




    Teste


    Como as cores num retrato o tempo insiste em desbotar
    As lembranças que eu guardei estão todas a murchar
    Ao fechar os olhos me transporto a um dia mais feliz
    Em meus sonhos modificar um destino tão sombrio

    O calor do dia envolve nossas mãos
    Um fantasma do tempo, sentimento que não chega ao fim
    Misturando amor e dor, seu sorriso sempre viverá
    Dentro de mim

    Quando a noite cai, a saudade traz
    A lembrança do seu rosto
    E uma lágrima se torna um santuário
    Uma flor que cai no silêncio e faz
    A lembrança dessa história ecoar
    Trilhar a estrada das pétalas
    Em nossos laços de Flor

    Essa nossa melodia, o tempo insiste em desgastar
    Harmonia a ressoar por um mar de solidão
    Duas almas se entrelaçam no infinito a dançar
    Mesmo um rio de lagrimas
    Tem a imagem do luar

    Nossos sonhos ja não podem perecer
    Preservados pra sempre, eternamente no meu coração
    Quando a flor desbrochar, a promessa vai se transformar em oração
    Não pensar no fim é o que faz de mim
    Uma chama contra o vento
    Resistindo a dor em meio a tempestade
    Sem me entregar tento disfarçar minhas lagrimas enquanto a chuva cai
    O vento segue a sussurrar a nossa velha canção

    Quando a noite, cai a saudade traz
    A lembrança do seu rosto
    E uma lagrima se torna um santuario
    Uma flor que cai no silencio e faz
    A lembrança dessa historia ecoar
    Trilhar a estrada das petalas
    Em nossos laços de flor

    É o que nos faz acreditar
    Que mesmo um deus não vai nos separar




    Thanks for @Lovatic, on Cupcake Graphics




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    Re: Template Kyria

    Mensagem por ADM Cecilia de Griffon em Ter Ago 05, 2014 3:05 pm



    A Importante Missão


    A oitava prisão é conhecida por ser o lugar de suplício e sofrimento daqueles que um dia se voltaram contra o imperador Hades. Dizem que muitos cavaleiros de Atena encontraram suas mortes naquele lugar, uma lenta e dolorosa morte que ecoava por todo o lugar. Ali também se localizava as esferas, moradas dos três juízes do inferno, os espectros mais fortes dentre as cento e oito estrelas malignas de Hades. Os Kyotos eram temidos por sua força, lealdade ao Imperador do Inferno e seus cosmos extremamente fortes, mas um deles em especial chamou a atenção assim que chegou ao inferno trajando sua sobrepeliz. O Juiz de Griffon nada mais era do que uma menina, delicada e de voz serena, de olhar penetrante, porém sombrio. Ninguém podia imaginar o que se escondia por traz daquela aparência inofensiva, ali habitava um espírito sádico, sedento pelo sofrimento alheio, uma estrategista perfeita e uma guerreira brilhante.



    Tagged: Everybody Wearing: This! Notes: none





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    Re: Template Kyria

    Mensagem por ADM Cecilia de Griffon em Sab Out 28, 2017 6:58 am

    Griffon

    Tag: AQUI XXX palavras NOTAS

    A Ptolomeia estava particularmente mais escura que o costumeiro, como se uma nuvem de escuridão pairasse dentro do lugar. Mal era possível vislumbrar a abóboda branca que protegia o lugar. Estava frio... O sopro da morte podia ser sentindo antes mesmo de adentrar ao átrio da morada da juíza. Como um véu fino, as trevas caíam sobre o lugar, impregnando tudo o que tocava com seu cheiro de morte. Pelo chão, pedaços e mais pedaços de corpos mutilados estavam espalhados, não havia distinção de tamanho e cor, eram apenas peças descartadas pela artesã do inferno. Sentada sem seu trono cravejado de pedras preciosas e ouro estava a senhora e guardiã daquele lugar, um semblante apático e indiferente para a cena a sua frente. Os cabelos negros caíam sobre os ombros como uma seda os escondendo, o vestido deixava não somente aquela parte do corpo da mulher a mostra, uma boa parte de seu colo também estava exposto, revelando levemente a parte superior de seus seios.  

    Perdidamente seu olhar vagava pela sala, a procura de algo que nem mesmo ela saberia ao certo dizer, a angustia de tentar encontrar a peça perfeita, de construir a boneca perfeita, a frustração por todas aquelas criaturas imundas não serem boas o suficiente para isso.  A garota mordiscou o lábio inferior, meditava sobre onde estava errando, era sua criação, somente a perfeição seria aceita por ela. Os dedos tamborilavam impacientes, produzindo um som compassado e constante que ecoava baixo, aquele ruído, no entanto, alimentava a fúria e a frustração que pouco a pouco se apossava da jovem Kyoto. O submundo era um lugar de sofrimento e dor, mas Cecilia de Griffon levava isso a um outro patamar, até mesmo entre os soldados de Hades a jovem era temida, fosse por sua loucura ou pelo seu sadismo, não importava o motivo, ninguém ousava encara-la. O semblante da jovem abruptamente fechou-se, o cenho estreitou produzindo um sulco em sua pele: — Peças imprestáveis! Malditas peças que não servem para nada! — Vociferou a kyoto em um rompante de fúria. Como um raio negro levantou-se de sua cadeira e começou a caminha pelo lugar inquieta.  

    As mãos da garota se fecharam com força, sentindo as unhas dilacerarem a própria carne, aquilo era indiferente a ela, já não era capaz de sentir aquele tipo de dor a muito tempo. A dor que acometia a juíza era muito mais profunda e arraigada em sua alma, essa somente passava depois de um banho de sangue e o vislumbre do sofrimento alheio: — Bonecas idiotas! Bonecas idiotas! — Gritou novamente cheia de ódio, seus olhos foram em direção ao trono observando a estranha boneca que a acompanhava: — Diga-me Maria! Por que são tão imperfeitas? Assim nunca conseguirei fazer uma amiga para você! — Sua voz ecoava pela Ptolomeia. Os olhos vermelhos como sangue estavam vibrantes, era nítida a raiva que emanava da juíza, seu tormento. Sua mente era sua maior prisão, condenada a viver como uma criança em corpo de mulher, presa em seu próprio conto de fadas, na versão mais bizarra que ele poderia ser.  

    Seu cosmo era sentindo muito além das paredes de sua morada, amedrontando qualquer um que ousasse entrar naquele lugar, porém ela sabia que precisava cumprir uma única obrigação, idiota, mas precisava. Um suspiro enfadonho saiu de seus lábios, enquanto seus olhos reviraram e ela levava as costas da mão direita a testa: — Eu ainda tenho que cumprir a missão que a Senhorita Pandora me confiou. Oh! Tenho mesmo que ir? Tenho certeza que eles não vão brincar comigo Maria — Era nítido em sua voz enfadonha diante da missão dada pela Imperatriz do Inferno. Com passos pesados caminhou até o trono tomando em seus braços a boneca de aparência estranha, mas que a jovem tratava com tanto carinho e afinco. Ao toma-la nos braços, o intenso brilho roxo do cosmo dos espectros de Hades evolveu-lhe o corpo e ao dissipar-se a jovem trajava a imponente sobrepeliz de Griffon com suas asas abertas. Girou em seus calcanhares segurando a boneca em seus braços e deixou o salão afastando com o pé as partes de corpos que ainda estavam espalhadas pelo chão.  

    "Sennen ko wa sagashiteru
    Daiji no hatto sagashiteru
    Anata wa atari tashika me yo
    Sennen ko wa sagashiteru
    Daiji no hatto sagashiteru
    Watashi wa hazu re. Sugi wa dare?
    Daiji no hatto sagashiteru
    Sennen ko wa sagashiteru
    Daiji no hatto sagashiteru
    Watashi wa hazu re. Sugi wa dare?
    Anata wa atari tashika me yo"

    Enquanto caminhava a canção era cantarolada em um tom infantil e quase casto, mas a presença de Cecília contrastava com sua voz, criando um paradoxo no conjunto. Em seus lábios havia um sorriso demoníaco, a razão para tal era óbvia, o sofrimento daqueles que estavam condenados a passar a eternidade ali, pagando por seus crimes em vida. A alma de Griffon regozijava com tal situação tornando sua caminhada mais lenta, apenas para que pudesse aproveitar mais. Poderia ter chegado ao Aqueronte em um piscar de olhos se assim desejasse, mas não tinha nem um pouco de vontade fazê-lo. Pandora queria testa-la e Ceci sabia muito bem disso, tão tola em pensar que meros cavaleiros de Athena poderiam se quer toca-la. Podia ter as feições de uma criança, mas sua alma conservava a sabedoria de todas as vezes que aquela sapuris havia sido despertada e dessa vez, havia muito mais fúria do que qualquer outra época.  

    Quando chegou a margem do rio, notou facilmente o que um dia foram cavaleiros de Athena, Griffon levou a ponta dos dedos aos lábios, dedilhando lentamente: — Tão tolinhos... — Uma risadinha escapou por entre seus lábios, enquanto sua mente já pensava em como torturaria cada um deles: — Barqueiro! — Vociferou a menina chamando a atenção para si: — Me leve para outro lado da margem. — Ordenou ao espectro que controlava a passagem das almas. Se aqueles insetos se achavam acima das leis de Hades, aprenderiam da maneira mais dolorosa que ali, já não estavam mais sob os domínios da deusa mentirosa. Mas na verdade, tudo aquilo era uma grande e divertida brincadeira, onde apenas ela tinha o controle da situação. Mostraria seu valor, mostraria que ela, mais do que qualquer outro espectro era digno de servir ao Deus do Submundo e que nem mesmo Pandora, seria tão fiel quanto ela. Não acreditava que ela fosse capaz de trair o senhor Hades, mas não acreditava que ela tivesse força suficiente para protege-lo.  

    O leve baque ao tocar a outra margem trouxe Cecilia de volta a realidade, segurou Maria pelo braço esquerdo e pulou para a margem, como uma brincadeira de criança: — Eu deveria estar muito brava com vocês. Tive que deixar minhas bonecas de lado para buscar vocês. Isso me deixou muito irritada! Muito mesmo! Agora irei leva-los comigo. Todos vocês vão ser meus brinquedos por toda a eternidade.— Gritou enquanto cruzava os braços e fazia bico, como uma criança mimada sendo contrariada. Com seu cosmo escondido, não havia uma forma dos cavaleiros saberem seu poder, o que claramente lhe daria uma enorme vantagem: — Se entrarem naquele barco agora! Talvez o Cocytos seja um lugar mais agradável. — Falou com ironia em sua voz fitando os cavaleiros. O jeito infantil e insano escondia as verdadeiras habilidades da garota, enquanto ela brincava com os guerreiros de Athena e suas emoções aproveitava para estudar cada um deles e como reagiam as suas palavras

    Um dos cavaleiros, irritados com as palavras da juíza partiu em sua direção, na tentativa de desferir um golpe contra ela, mas que fora aparado sem nenhuma dificuldade. Cecilia segurou a mão dele com firmeza e em seguida começou a aperta-la com a verdadeira força que possuía: — Você se tornou cavaleiro para proteger as pessoas? Mas que pessoa? No fundo todo cavaleiro deseja proteger alguém de verdade. — Falou encarando os olhos do jovem que não era muito mais velho do que ela: — No fundo vocês são todos uns egoístas. Desejam proteger apenas aqueles que amam e se esquecem daqueles que mais precisam. Onde estavam vocês quando essas pobres almas necessitaram de vocês? Vocês são tolos ofuscados por uma mentira. Tudo o que sempre acreditaram nunca fora real. — Afirmou com soberba em sua voz. Antes que o jovem cavaleiro esboçasse qualquer reação, a juíza o arremessou contra paredes de rochosas que estavam próximas, fazendo uma nuvem de poeira logo subir. Os olhares se chocaram com violência no entanto a juíza não se mostrava abalada diante de seus inimigos.  

    — Para quem está sozinha você é bem petulante. — Respondeu um dos cavaleiros que tomou a frente. Cecilia sorriu cinicamente enquanto pensava. "— Tolos... Ainda não sabem do que sou capaz de fazer com suas almas. — ’’. Calmamente a jovem deu o primeiro passo na direção daqueles que seriam seus oponentes, no entanto, em seu íntimo seus sentimentos eram tempestuosos: ─ Petulante? Não... Sou Cecilia de Griffon, a Estrela Celeste da Nobreza, um dos três juízes do Inferno! ─ Bradou a menina de forma eloquente. ─ E vou torturar cada um de vocês em nome do meu senhor... Terei prazer em passar a eternidade vislumbrando o sofrimento de vocês no Cocyto.  — Advertiu aos recém-chegados ao domínio de seu senhor. Se Pandora queria uma prova de sua força e lealdade ela teria bem mais do que isso.  

    O cosmo de Cecilia havia se tornado ainda mais intenso e pavoroso, seus cabelos tremulavam com a força de seu cosmo, aos poucos a escuridão tomava conta do lugar e um cheiro forte de sangue tomava conta dos sentidos de todos ali. Cecilia tinha um sorriso sádico ao rosto a medida que as trevas mesclavam-se a ela ocultando sua presença, os cavaleiros logo não podiam mais avista-la, a juíza havia desaparecido diante de seus olhos. Cecilia usava de sua técnica ilusória para enganar os sentidos dos cavaleiros que mal podiam percebe-la pelo seu cosmo, a kyoto sabia muito bem como se aproveitar de suas técnicas e quando menos perceberam Cecilia já estava em suas costas. O cosmo negro e maléfico da jovem espalhava-se por toda a margem do rio de maneira uniforme tornando mais difícil perceber seus movimentos e assim Cecilia começava a colocar a situação a seu favor. O espectro que havia feito a travessia da Kyoto há muito já havia se afastado, temendo o que ocorreria dali para frente.  

    Um dos cavaleiros partiu em direção a Kyoto com uma técnica poderosa, atingindo-a em cheio no peito, arremessando seu corpo metros à frente, o corpo esguio bateu com violência em uma rocha próxima ao lugar, uma cortina de poeira subiu imediatamente atrapalhando a visibilidade. O cosmo de Cecilia tornou-se mais fraco por um instante e logo os quatro cavaleiros se aproximaram para ver o que havia ocorrido, havia sido fácil demais acerta-la daquela forma. Mantinham-se atentos, mas a kyoto permanecia caída ao chão, parecia que realmente o golpe havia a acertado certeiramente, à medida que a poeira abaixava era possível ver o corpo caído ao chão. Um sorriso sorriu no rosto do jovem cavaleiro que naquele instante tinha esperanças de derrotar aquela garota arrogante que agora estava caída ao chão como uma garotinha.  

    Cecilia gargalhava ao vislumbrar os cavaleiros a sua frente, aos poucos a Kyoto levantava-se como se nada tivesse acontecido e a única coisa que denunciava que havia sido atingida era a grande rachadura em suas sapuris e o filete de sangue que escorria do canto de sua boca, seu dedo indicador passou limpando o sangue e o observou por um instante: ─ Acha mesmo que uma técnica tão fraca me derrotaria? Vocês são ainda mais insignificantes do que eu pensava... Permita me mostrar a vocês, o que é uma técnica de verdade... Asas Infernais! ─ As asas da sapuris de Cecilia bateram como as grandes asas do símbolo de sua estrela maligna, causando uma rajada de vento e cosmo poderosíssima, os cavaleiros pegos de surpresa foram jogados alguns metros para trás, mas logo estavam de pé. A kyoto sorriu de forma irônica: ─ Vocês são tolos em acreditar que eu seria atingida daquela forma... Eu apenas deixei que me acertasse e como uma criança boba você caiu na minha armadilha... Cavaleiro. Marionete Cósmica!  

    Com o movimentar dos dedos de Cecilia o corpo do cavaleiro preso em sua técnica se contorcia de forma bizarra e grotesca. Os outros três cavaleiros se olharam sem entender o que estava acontecendo enquanto seu colega gritava de dor, foi só então que um deles pôde perceber que os dedos de Cecilia se movimentavam: ─ Sua maldita! O que está fazendo! Eu vou acabar com você! ─ dizia com raiva o cavaleiro de cabelos vermelhos: ─ Sério mesmo? Estou esperando ansiosa para que vocês comecem a lutar de verdade, enquanto isso... Eu brinco com seu amigo. ─ disse rindo a kyoto.  Um sorriso sádico desenhou-se em seus lábios e a jovem usava sua repulsiva técnica que retorcia o corpo do cavaleiro como uma boneca. Por último a Kyoto girou seu tronco em trezentos e sessenta graus, somente então a kyoto soltou o corpo que caiu ao chão com o pescoço quebrado. Os três cavaleiros estavam visivelmente abalados diante do que presenciaram, mas a Cecilia apenas se divertia.

    — Se ainda possuíssem vida, ele estaria despedaçado. Mas agora, vocês não passam de almas abandonadas a própria sorte nos domínios de meu senhor. São fracos, incapazes e falharam com aqueles que juraram proteger. Tudo que resta a eles é uma vida deprimente, fadados a morte e a penúria? Onde está Athena? A Deusa que juraram proteger. VOCÊS deram suas vidas a ela, mas ela jamais faria o mesmo por vocês. A prova de minhas palavras, é que vocês aqui estão, a mercê da minha vontade. Não perderei meu tempo com vocês. Lhes darei uma escolha. Sirvam, meu senhor, e tenham uma chance de tornar esse mundo melhor, ou sofram as consequências de suas escolhas e vou lembra-los, que será por toda a eternidade. Aguardo a resposta de vocês na Casa do Julgamento, onde darei a sentença de vocês. — Disse a kyoto virando-se de costas e deixando as almas dos cavaleiros para trás. Ela sabia que no fundo, as almas deles já haviam sido destroçadas e não passavam de bonecas em suas mãos.  

    (C) Ross




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    She seems dressed in all the rings...

    ''She is everything and more, The solemn hypnotic, My dahlia, bathed in possession, She is home to me, I get nervous, preversed, When I see her, it's worse, But the stress is astounding, It's now or never, She's coming home... Forever



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